Rogério de Castro

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O violeiro, educador musical, compositor, fundador mineiro Rogério de Castro é integrante do Grupo Viola Inviolada, Pesquisador da Viola e sua História com ênfase nas Violas de Queluz, Professor de Viola Caipira na Escola de Música Vivace em Conselheiro Lafaiete, Professor de Viola Caipira no Projeto Violeiros de Queluz -CL, Professor de Viola Caipira em Queluzito no Departamento de Cultura.

Finalista de vários Festivais de Viola e Festivais de MPB. Estudou técnica de Viola com Musicista e Violeira Daniella Nascimento. Fez curso de Musicalização Infantil, no Instituto Maria Helena Andrés. Estuda Técnica Vocal , Teoria Musical e Método kodali na Escola de Música Vivace em Cons. Lafaiete. Fez curso de Arranjos com Ivan Vilela. Gravou álbum Cantador desse Chão (com 12 músicas autorais).

Curso de Viola com Rui Torneze e Lucas Torneze ( Maestro e Violeiro Spala da Orquestra Paulistana de Viola) e fundador e integrante do Grupo Violeiros de Queluz CL, onde atua como Mestre Violeiro.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Rogério de Castro para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 13/05/2026:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Rogério de Castro: Nasci no dia 23/05/1963 em Cristiano Otoni – Minas Gerais. Registrado como Rogério Rodrigues de Castro.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Rogério de Castro: Meu contato com a música foi muito cedo. Morava na roça e já ouvia pelo rádio as modas de viola, os cururus, os cateretês…. e os ritmos do nosso cancioneiro caipira. Ouvia programas caipiras como o Zé Betio entre outros.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Rogério de Castro: Minha formação é Superior Incompleta (fiz até o segundo ano de Engenharia Civil) e minha formação musical vem se construindo através dos anos, meio que autodidata, fazendo cursos, oficinas e estudando música. O aprendizado não para.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Rogério de Castro: Minhas influências vêm das músicas caipiras, e como é muito extensa faço alguns pilares começando por Tião Carreiro, Renato Andrade, e na sequência mais atual Almir Sater e Roberto Corrêa, Ivan Vilela, Mike e Lian, Marcus Biancardini, Orquestra Paulistana de Viola Caipira, Rui e Lucas Torneze. Seguindo essa linha de raciocínio, todos eles são muito importantes.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Rogério de Castro: Comecei desde criança em casa de maneira bem simples, sempre tive a música ao meu lado, mas a partir de 2009 a coisa ficou séria e tomou um rumo profissional. Já fazendo apresentações com banda formando grupo e vendendo shows.

06) RM: Quantos álbuns lançados?

Rogério de Castro: Tenho um CD lançado: “Cantador desse Chão” que está nas plataformas digitais, e preparando para as gravações do segundo álbum.

07) RM: Como você se define como Violeiro?

Rogério de Castro: Sou um Violeiro que busca o entendimento da Viola, da maneira de executa-las e sempre ouvindo as modas antigas e ouvindo alguns violeiros atuais pra ver como é a execução deles.

08) RM: Quais afinações você usa na Viola?

Rogério de Castro: A afinação que mais uso é Cebolão em Mi maior, mas uso também Cebolão em Ré maior e Rio Abaixo.

09) RM: Quais as principais técnicas o violeiro tem que conhecer?

Rogério de Castro: É indispensável que o violeiro domine as batidas (ritmos) tradicionais da viola caipira, as escalas duetadas, as escalas cromáticas e os ponteios.

10) RM: Quais os violeiros que você admira?

Rogério de Castro: Hoje temos muitos violeiros jovens com grande talento, mas pra mim que se destacam: Almir Sater, Marcus Biancardini, Lucas Torneze, Lian.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Rogério de Castro: Meu processo de composição é totalmente intuitivo, aí depois a gente faz os ajustes necessários.

12) RM: Quais as principais diferenças técnicas entre a Viola e o Violão?

Rogério de Castro: Apesar da aparência semelhante são dois instrumentos totalmente diferentes e aí cada um tem suas técnicas e seu modo de execução.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Rogério de Castro: Ter uma carreira independente é importante por que você consegue se manter fiel aos seus princípios e trabalha sem comprometer a integridade da obra. O lado ruim é a dificuldade de divulgar os trabalhos e a aceitação de coisas novas.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Rogério de Castro: Hoje temos as redes sociais e as plataformas que favorecem a divulgação dos trabalhos e shows, e no palco sempre toco algumas tradicionais que o público sempre aprecia e vou inserindo as autorais.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Rogério de Castro: Divulgação em redes sociais, apresentações em escolas e praças e dependendo dos eventos a gente faz de graça pra estar divulgando os trabalhos.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Rogério de Castro: No mundo de hoje a internet e essencial, e não a vejo de maneira prejudicial.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Rogério de Castro: Acho que home estúdio importante para as guias, para pré-produção, mas para as gravações finais aí não abro mão dos estúdios tradicionais e seus técnicos.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar o CD não é mais o grande obstáculo. Mas concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Rogério de Castro: Procuro manter a fidelidade as nossas raízes, e inovações que a viola nos permite fazer.

19) RM: Como você analisa o cenário da música Sertaneja pop? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

Rogério de Castro: A Música Sertaneja sempre será a Música Sertaneja, apesar das mudanças, e hoje temos muitas revelações que a própria internet nos traz, essa é uma das vantagens que a tecnologia nos dá. Não gosto da indústria musical que coloca muita coisa “enlatada “no mercado. Gosto muito do Lian, Marcus Biancardini, do Lucas Torneze e tem muita gente boa surgindo.

20) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Rogério de Castro: O que deixa a gente feliz é a realização de estar vivendo com a música apesar das dificuldades de se trabalhar com a cultura violeira.

21) RM: Quais os outros instrumentos musicais que você toca?

Rogério de Castro: Muito pouco, violão.

22) RM: Como você analisa o cenário da Música Sertaneja Caipira? Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Rogério de Castro: O cenário da nossa música raiz é positivo. Vejo muitas pessoas se iniciando na viola caipira. Entendo que a Viola esta aí pra servir a música desde que você a execute bem.

23) RM: Quais os vícios técnicos o violeiro deve evitar?

Rogério de Castro: Executar a Viola como se fosse Violão.

24) RM: Quais os erros no ensino da Viola?

Rogério de Castro: A pressa. Hoje a maioria das pessoas querem tocar, não querem dominar os fundamentos do instrumento.

25) RM: Tocar muitas notas por compasso ajuda ou prejudica a musicalidade?

Rogério de Castro: Depende muito da forma que se executa.

26) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Rogério de Castro: Adquira conhecimento. A única coisa que vai te dar segurança é o conhecimento.

27) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

Rogério de Castro: Querer que as pessoas toquem a Viola sem entender os seus fundamentos.

28) RM: Existe o Dom musical? Qual a sua definição de Dom musical?

Rogério de Castro: Acredito que sim, em conjunto com muita dedicação muito empenho e vontade de aprender.

29) RM: Qual a sua definição de Improvisação?

Rogério de Castro: Conhecer as técnicas de improviso, para expressar sentimentos.

30) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Rogério de Castro: Se você tiver os fundamentos é espontâneo.

31) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Rogério de Castro: Penso que a improvisação é uma ferramenta importante dentro da música, as vejo muita gente tentando improvisar sem um conhecimento.

32) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Rogério de Castro: Volto a falar todo conhecimento é importante ainda mais o da harmonia que é um dos pilares da música, porém se não tiver uma metodologia atraente é difícil as pessoas se interessarem.

33) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia do cenário musical brasileiro?

Rogério de Castro: A grande mídia é puramente capitalista e está para servir a indústria musical.

34) RM: Qual a importância de espaço como SESC, Itaú Cultural, Caixa Cultural, Banco do Brasil Cultural para a música brasileira?

Rogério de Castro: São fundamentais pra Música Popular Brasileira.

35) RM: Quais os seus projetos futuros?

Rogério de Castro: Estou preparando 12 músicas autorais para meu segundo álbum.

36) RM: Quais seus contatos?

Rogério de Castro: (31) 97151 – 6185 | [email protected] | https://rogeriodecastro.carrd.co | https://www.instagram.com/rogeriordecastro

Canal: https://www.youtube.com/@rogeriodecastro6487


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