Pedro Madeira

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Pedro Madeira. jovem talento da cena independente revelado pela cantora Iza, participou do Festival de Música Preta de Barra do Piraí no dia 10 de maio de 2026, com o show “Soul da Periferia”. Realizada na Praça de Ipiabas.

Carioca de 27 anos, nascido e criado na comunidade do Mineiro Pau, em Santa Cruz, na Zona Oeste, mas com raízes familiares em Ipiabas, Madeira iniciou sua trajetória musical de forma inusitada: em 2018, durante um show de Iza, ele surpreendeu a artista e o público ao cantar uma de suas músicas no microfone, viralizando na internet e ganhando fãs instantâneos, incluindo a própria artista.

A partir dali, passou a consolidar sua trajetória musical com espetáculos, singles e álbum, pautados na fusão vibrante de Pop, Black Music e MPB, refletindo influências de artistas como Gilberto Gil e Beyoncé. Toda essa potência criativa e de referências poderá ser conferida no repertório da sua apresentação, com autorais e clássicos que ajudaram a moldar a sua assinatura.

“O encontro com a IZA foi um marco importantíssimo para mim. Naquela época, eu ainda não pensava minha carreira de forma profissional e, depois de cantar com ela, ter tido a honra de conhecê-la e conversar um pouco, minha mente virou uma chave. Passei a enxergar meu sonho como uma possibilidade real, muito também pelas coisas que ela me falou naquele momento. A IZA é uma mulher negra da Zona Norte e eu sou um homem negro da Zona Oeste. As nossas realidades são próximas, e acho que é isso que faz toda a diferença” – conta Pedro.

Em 2022, o talento de Pedro chegou ao conhecimento de Bruno Gouveia, vocalista da icônica banda Biquini Cavadão, que decidiu apoiar a sua carreira. E a parceria rendeu muitos frutos. No mesmo ano, Gouveia colaborou na produção do single de estreia de Pedro, “Chuva”, uma composição própria que ecoa o soul brasileiro dos anos 1970. No ano seguinte, a primeira composição assinada pela dupla: “Pássaros”, segundo single de Pedro, que flerta com o Pop e o Jazz. A faixa destaca a sua capacidade de transitar por diferentes gêneros musicais.

O tão sonhado primeiro álbum veio em 2024. Composto por 12 músicas que mesclam Samba, Soul e ritmos africanos, “Semideus dos Sonhos” aborda temas como identidade, resistência e as complexas realidades das periferias brasileiras. Nele, Pedro transforma as suas experiências pessoais em arte. O destaque do álbum é a canção “Só mais um preto que morreu”, composição de Pedro em parceria com Bruno Gouveia que serve como um grito contra a violência e a desigualdade racial. Além das composições autorais, Pedro revisita nesse trabalho clássicos como “Minha Missão”, de João Nogueira e Paulo César Pinheiro, e “Bem que se Quis”, eternizado na voz de Marisa Monte.

“Eu conheci o Bruno de uma forma bem aleatória. Eu e meu pai sempre mandávamos e-mails com minhas demos e apresentações para várias pessoas e, um dia, acabamos chegando até ele. O Bruno me ligou, conversamos e ali começou uma relação de apadrinhamento muito bonita entre nós. Aprendi muitas coisas com ele sobre a indústria, carreira e sobre ser artista, além de ter recebido muitos conselhos e minhas primeiras grandes oportunidades. Sou eternamente grato ao Bruno Gouveia e ao Biquini por terem me acolhido e me apoiado tanto” – recorda, Pedro.

Além de sua carreira musical, Pedro é assistente social e voluntário na Obra Social Filhos da Razão e Justiça (OSFRJ), buscando ser uma inspiração para as crianças de sua comunidade. Com sensibilidade e autenticidade, Pedro Madeira desponta como uma voz emergente que reflete as lutas e esperanças de um Brasil em busca de justiça. Na programação de domingo do festival, inclusive, às 18h, o público poderá conhecer o Grupo de Dança Mineiro Pau Valdemar Madalena, criado na OSFRJ e que mantém viva a memória das raízes da sua comunidade.

“É uma honra cantar em Ipiabas num festival de música preta. Valorizar nossa ancestralidade e o povo preto através da minha música e da minha expressão artística é fundamental para minha carreira. Também é a primeira vez que levo um show solo meu para fora do município do Rio de Janeiro, então isso torna tudo ainda mais especial e emocionante para mim. E existe também uma raiz muito forte minha em Ipiabas, através da minha avó Arminda, rezadeira da cidade, e do meu avô Ailton, pessoas importantíssimas na minha vida” – exalta, Pedro.

Segue abaixo entrevista exclusiva com para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 22/05/2026:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Pedro Madeira: Nasci no dia 20/03/1999, nascido e criado na comunidade do Mineiro Pau, em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Pedro Madeira: A música sempre esteve muito presente dentro da minha casa. Meu pai me apresentou artistas como Gilberto Gil, Tim Maia, Marisa Monte, Michael Jackson… minha mãe ouvia muito Nana Caymmi, Alcione, Emílio Santiago. Acho que antes mesmo de entender a música, eu já sentia ela dentro de casa. Depois fui criando minhas próprias referências e entendendo o tipo de artista que eu queria me tornar.

03) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente?

Pedro Madeira: Gilberto Gil, Tim Maia e Marisa Monte são artistas que me atravessam até hoje. Atualmente tenho ouvido muito Emicida, IZA, Beyoncé, artistas que conseguem juntar força artística, estética e discurso sem perder a emoção.

04) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Pedro Madeira: Acho que minha carreira musical começou de verdade em 2018, mas a virada aconteceu em 2017. Naquele ano eu não passei na faculdade que queria e fiquei muito mal com isso. Foi um período difícil, de muita frustração e dúvida sobre mim mesmo.

No meio disso tudo, comecei a sentir uma vontade muito forte de cantar. Era quase como se alguma coisa dentro de mim dissesse que eu precisava tentar a música. E o mais louco é que ninguém sabia que eu cantava, nem meus pais. Um dia eu fui sozinho até uma escola de música e pedi pro dono se podia cantar ali. Depois que me ouviu, ele ficou muito impressionado e me deu a oportunidade de começar a estudar na escola. Foi ali que tudo começou.

05) RM: Como você define seu estilo musical?

Pedro Madeira: Eu acho difícil me colocar dentro de uma caixinha. Minha música passa pela MPB, pelo soul, pelo R&B, pela música preta brasileira… mas acima de tudo eu tento fazer música com verdade. Música que carregue sentimento, identidade e memória.

06) RM: Como é seu processo de compor?

Pedro Madeira: Normalmente eu escrevo quando alguma coisa me atravessa de verdade. Às vezes nasce de uma frase, de uma conversa, de uma dor, de uma lembrança… eu gosto de compor quase como quem desabafa.

07) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Pedro Madeira: Um dos parceiros mais importantes no meu primeiro álbum foi o Bruno Gouveia, que me ajudou na construção de algumas letras do álbum Semideus dos Sonhos. Foi um encontro artístico muito importante pra mim.

08) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Pedro Madeira: O lado bonito é a liberdade de poder construir uma identidade sem precisar moldar quem você é o tempo todo. O lado difícil é que o artista independente precisa carregar muitas coisas sozinho. Às vezes você tá pensando arte e boleto ao mesmo tempo.

09) RM: O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Pedro Madeira: Eu tento levar minha verdade. Acho que o grande diferencial de qualquer artista é justamente aquilo que ele tem de mais verdadeiro. Quando a gente entende quem é e não tenta copiar ninguém, acaba encontrando a própria identidade. Eu acredito que existe espaço pra todo mundo, justamente porque cada pessoa carrega uma vivência, uma sensibilidade e uma forma única de enxergar o mundo.

10) RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira?

Pedro Madeira: Acho que a música brasileira continua muito viva, principalmente fora do eixo mais comercial. Tem muita gente fazendo coisa bonita, profunda e necessária, mesmo sem estrutura. A cena independente hoje carrega muita potência de transformação. Acho que é um ótimo momento pra música brasileira.

11) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Pedro Madeira: O que mais me deixa feliz é quando alguém escuta uma música minha e se sente atravessado por ela de alguma forma. O mais triste é perceber o quanto ainda é difícil para artistas independentes conseguirem espaço e continuidade.

12) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Pedro Madeira: Que tente não perder a própria verdade no caminho. O mercado pode pressionar muito a gente o tempo inteiro, mas acho que as pessoas se conectam mesmo é com aquilo que é verdadeiro, aquilo que vem de dentro.

13) RM: Quais os seus projetos futuros?

Pedro Madeira: Me planejo para novos lançamentos em 2026, principalmente a partir do segundo semestre. Além disso, quero continuar rodando com o show que comecei agora e espero conseguir levar esse trabalho para mais lugares e alcançar mais pessoas através da música.

14) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Pedro Madeira: Para shows (21) 99719-9560 | [email protected] | https://www.instagram.com/opedromadeira | https://www.instagram.com/osfrj |
https://www.instagram.com/pmbpoficial

Canal: https://www.youtube.com/@PedroMadeiraOfficial

Canal: https://www.youtube.com/channel/UCFm82wiX1j88amEnD36wdgg

Canal: https://www.youtube.com/@oftorrino

Assessoria de imprensa: Carlos Pinho – @dicasdopinhao


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