Mário Américo
O contrabaixista, violonista, compositor, arranjador e produtor musical paraibano Mário Américo, radicado desde 2008 em Piracicaba – SP e é proprietário do Groovie Music Studio.
Mário Américo, já integrou diversas formações em vinte e três anos de carreira, tendo colaborado até o momento de quinze discos de estúdio com as seguintes bandas e artistas (seja atuando como contrabaixista, compositor, arranjador, produtor musical ou engenheiro de captação e mixagem): Os Republicados, Bleck A Bamba, Kilohertz, Caibro Rock.A, Forrofiando, Enzo Guanaes, Duo MM, Cabeça Chata, Tocaia da Paraíba, Naldinho Braga, Rio Grande Blues, Hotel Magnolia Blues.
Principais palcos que se apresentou: Extrema Moto Fest MG – Banda The Fisches (2026), Festival Das Nações de São Paulo – Hotel Magnolia Blues Band (2026). Primeiro colocado no Festival de Rock de Indaiatuba/SP – Banda Kilohertz (2014). Locomotiva Festival de Piracicaba – Rio Grande Blues (2019), Cabeça Chata (2019), AMMA (2018), Virada Cultural Paulista de Piracicaba – Banda Kilohertz (2014), Os Republicados (2015), Super Zé (2016), Circuito Sesc/Sesi – Os Republicados (2014, 2015, 2016 e 2017), Cabra Trio (2019), Prata da Casa – Banda Kilohertz (2012), FENARTE Feira Nacional de Arte de João Pessoa/PB – Cabeça Chata (2004), Bossa Nova 60 Anos – Duo MM (2018), Santa Barbara Rock Fest – Caibro Rock.A (2017),
PB POP João Pessoa/PB – Cabeça Chata (2003), Centro em Cena João Pessoa/PB – Cabeça Chata (2004), Feira da Música de Fortaleza/CE – Tocaia da Paraíba (2004), Festival Internacional de Blues de Ilha Comprida/SP – Rio Grande Blues (2018).
Segue abaixo entrevista exclusiva com Mário Américo para a revista www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 11/08/2026:
01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?
Mário Américo: Nasci no dia 25/09/1983 em Bom Jesus – Paraíba. Registrado como como Mário Américo Furtado de Aquino.
02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.
Mário Américo: Meu primeiro contato com a música acredito que foi por referência dos familiares. Meu avô materno (Amador) tocava violão e cantava serestas e foi o primeiro momento que a música me chamou atenção, mas o estudo e a prática musical veio mais tarde na fase da adolescência aos 17 anos (2000), quando comecei a fazer aulas de violão.
03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?
Mário Américo: Tenho o Ensino Médio. Estudei contrabaixo acústico por oito meses na UFPB em João Pessoa – PB e contrabaixo elétrico por três na Escola de Música de Piracicaba Maestro Ernst Mahle (Empem) em Piracicaba – SP e tive aulas particulares de Violão,
04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?
Mário Américo: Quando comecei a tocar os primeiros acordes no Violão, acredito que os gêneros que muito me influenciaram foram a Jovem Guarda, o Rock e o Pop. E com o passar dos anos a MPB ganhou minha atenção!
05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?
Mário Américo: Eu tinha 19 anos de idade (em 2002) quando comecei a estudar e desenvolver minha característica sonora, ainda morando em Bom Jesus na Paraíba, por referência de alguns primos da família que tocavam e tinham uma banda de Rock.
06) RM: Quantos álbuns lançados?
Mário Américo: Atualmente estou com participações em 15 álbuns de estúdio, sendo um deles de minha autoria e os demais contribuindo como músico, arranjador, compositor, produtor musical e contrabaixista.
07) RM: Como você define seu estilo musical?
Mário Américo: Como compositor percebo a influência do Pop em minhas canções, mas há tempos a MPB tem tomado minha atenção. Percebo que a sonoridade Folk Pop estão presentes em minhas composições, entretanto a música nordestina de raíz me influenciam há alguns anos… por vezes tento imprimir essa textura e linguagem em meu trabalho.
08) RM: Você estudou técnica vocal?
Mário Américo: Estudei técnica vocal de forma autodidata.
09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?
Mário Américo: A voz é um instrumento musical, logo, a aquisição de técnicas e seu uso correto se faz necessário para alcançar os resultados desejados.
10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?
Mário Américo: Acredito ter hoje um gosto eclético para estilos e sonoridades.. posso te citar nomes como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Tom Jobim, João Gilberto, Gal Costa, Elis Regina, Vanessa da Mata, Alceu Valença, Zé Ramalho, Djavan, Lenine, Belchior, Raul Seixas, Caetano e Gil, Pitty e os importados como o Bob Dylan, Eddie Vedder, Mick Jagger, Janis Joplin. Eles tocam em minhas playlists (risos).
11) RM: Como é seu processo de compor?
Mário Américo: Não tenho uma métrica padrão… as vezes começo pela melodia e harmonia e depois a letra, ou vice e versa.
12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?
Mário Américo: Mais recente tive lançado uma composição em parceria com Nereu André num Xote chamado “De Olho Nela”… O Nereu é zabumbeiro, produtor musical e compositor de grande conhecimento no Forró, além de composições em parceria com minha amada companheira violoncelista e cantora Marina Falda, teve também momentos com os parceiros da banda Os Republicados (Rubinho Vitti, Matheus Rizato, José Schiavon e Felipe Chiarinelli), com os conterrâneos: Wandemberg Pegado, Evandro Brito, Eliener Dantas, e os Piracicabanos Claudio Formiga, Giuliano Spolidoro, Beto Mei, Luciano Beccari, Rodrigo Soares, Junior Patreze e Carlos André Camarão.
13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?
Mário Américo: Acho que a possibilidade de desenvolver uma carreira autoral é ter a oportunidade de explorar todas as referências sonoras e linguagens absorvidas ao longo do tempo… Os contras provavelmente seja a falta de oportunidades e dificuldades em acessar recursos públicos como editais sem precisar comprovar uma carreira consolidada para quem ainda está no começo de carreira.
14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?
Mário Américo: No palco a gente está sempre buscando uma excelência na performance, na execução das músicas e na comunicação com a platéia… Com o tempo vamos aprendendo a gestão de carreira fora dos palcos, entendendo que além do processo artístico da criação, é preciso trabalhar todo um marketing para escoar a obra como produto.
15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?
Mário Américo: No que diz respeito a todo o universo das mídias sociais, tento estar presente nelas da melhor forma possível.. seja compartilhando conhecimentos e conteúdos ligados a música e não apenas as minhas composições. Aprecio muito o contato direto com os amigos que fortalecem a minha carreira e os momentos de conversas e trocas de ideias fora das redes também.
16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?
Mário Américo: Hoje está infinitamente mais fácil divulgar um disco ou single através da internet… Porém, acaba ficando tudo muito pasteurizado, se assim posso dizer; devido a quantidade de materiais disponibilizados, e uma cultura atual da forma sem paciência de como isso é consumido. Às vezes escutamos mas não ouvimos!
17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?
Mário Américo: Acho isso bom e muito importante pra quem trabalha com música. Sabendo explorar, e principalmente a vontade de estudar, há recursos fantásticos…Tem que ter filtros, pois existem muitos materiais divulgados sem cuidados e embasamento.
18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?
Mário Américo: Procuro a sinceridade em tudo que estou produzindo, buscando um olhar próprio no que posso agregar e não apenas copiar “trends” do momento.
19) RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira? Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?
Mário Américo: A música brasileira se renovou. Proliferam muitos artistas com potenciais enormes para carreiras sólidas, mas os mecanismos de acesso a uma distribuição coesa, o famoso mainstream, acaba criando um gargalo cada vez maior, onde o poderio financeiro é quem dita as regras, de quem consegue ter uma grande visibilidade.
20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?
Mário Américo: Uma coisa muito importante é perceber onde cabe nosso estilo de música.. Com certeza nesse processo de aprendizado já tive situações de tocar para uma platéia que não estava aberta ao repertório proposto. Ainda bem que foram poucas ocasiões… mas já aconteceu!
21) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?
Mário Américo: Tenho uma paixão muito grande por aprender novos conteúdos, ouvir a música num todo em sua instrumentação, melodias e harmonias… Isso o tempo tem aprimorado cada vez mais em mim. A parte não tão bacana ainda seja alguns preconceitos quanto a quem é músico, artista.. ainda existe!
22) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?
Mário Américo: Existe para alguns uma predisposição sim… mas se não trabalhado, estudado, lapidado, com certeza bate o “Headroom”.
23) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?
Mário Américo: É uma linguagem e precisa dominar!
24) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?
Mário Américo: É preciso estar ciente das possibilidades na harmonia de uma canção, e isso requer estudo e prática!
25) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?
Mário Américo: É ótimo ter a destreza para empréstimos harmônicos em uma melodia… mas precisa ser aplicado com consciência.
26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?
Mário Américo: Desde que você estude da forma correta, seguindo uma metodologia eficaz, não consigo enxergar contras.
27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?
Mário Américo: Há mecanismos de algoritmos nos streamings que possibilitam uma boa visibilidade, mas não sei se são totalmente orgânicos e podem chamar a atenção em algum momento das rádios, mas com certeza o que se vê são grandes volumes de dinheiro a ser colocados na distribuição e assim tornar sucesso alguém no mainstream.
28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?
Mário Américo: Que estude! Esse estudo não é apenas de harmonias, melodias e ritmos.. mas também de onde quer chegar em uma carreira na música!!
29) RM: Festival de Música revela novos talentos?
Mário Américo: Acredito que sim!!
30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?
Mário Américo: A cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira está moldada para quem tem força financeira nas mídias… O critério da qualidade tá vindo em último plano!
31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?
Mário Américo: São espaços maravilhosos e que precisamos ficar atentos às oportunidades oferecidas por eles!
32) RM: Quais os seus projetos futuros?
Mário Américo: Estou em processo de reedição do meu primeiro álbum autoral construído durante a pandemia, revisitando com novas roupagens e texturas, além de novas canções sendo preparadas.
33) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?
Mário Américo: (19) 98393-6544 | [email protected] | https://www.instagram.com/mariobrito73 | Groovie Music Studio Estúdio Musical – [email protected]
Canal: https://www.youtube.com/@mbbasss
O Tempo – Mário Brito: https://www.youtube.com/watch?v=ol4SMzFl1Y4
Playlists: https://www.youtube.com/@mbbasss/playlists
Canal: https://www.youtube.com/@grooviemusicstudioestudiom938


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