Cremutcho

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O cantor, compositor, tecladista, violonista e produtor cultural Cremutcho iniciou sua atuação musical desde 1996. Tocou teclado em diversas bandas de vários estilos, destacou-se na banda Nação Regueira como compositor, backing vocal e tecladista durante 24 anos.

Dividiu palcos com grandes nomes da música em shows e festivais pelo Brasil: O rappa, Cassia Eller, Natiruts, Tribo de Jah, Paralamas do Sucesso, Titãs etc. Essas foram algumas das bandas que o Cremutcho teve a honra de tocar no mesmo palco.

Cremutcho se dedica à sua carreira solo tocando um som bem eclético com sua banda Souleve, Vozes de Bernô administrador da página Divulga Reggae, além de produzir novos artistas com a sua produtora “Cremas Produções”. Cremutcho segue desde 1996 na carreira musical com muita energia e musicalidade na veia!

Segue abaixo entrevista exclusiva com Cremutcho para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 17/10/2025:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Cremutcho: Nasci no dia 20/09/1979 São Paulo, mas fui registrado com um mês de vida em Patos na Paraíba como Clemilson Oliveira Martins.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Cremutcho: Desde 1991, quando comecei a tocar órgão e teclado como autodidata. Ligava a rádio e ia tentando acompanhar as músicas por recepção de ouvido.

03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Cremutcho: Sou tecladista, violonista, cantor, compositor e produtor cultural.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Cremutcho: Desde pequeno eu ouço música boa, da MPB ao Forró Pé de Serra, do Rock ao Blues, do Samba rock ao Reggae… etc.

05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira profissional?

Cremutcho: Comecei em 1996 com minha primeira banda de colégio “Belos e malditos” no festival do Colégio Eulália Silva em São Paulo na zona Sul.

06) RM: Quantos álbuns lançados?

Cremutcho: Com a banda Nação Regueira foram dois álbuns e várias músicas em coletâneas e na carreira solo lancei dois álbuns.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Cremutcho: Meu estilo é bem eclético, World music. Mas, me destaquei com a banda Nação Regueira como tecladista, compositor e cantor tocando Reggae, durante uns 23 anos.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Cremutcho: Estudei técnica vocal com o professor Thiago Rinnaldi em São Bernardo dos Campos.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Cremutcho: Estudar técnica vocal o cantor consegue cantar com sua voz natural e aprende a usar a respiração certa, entre outros benefícios.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Cremutcho: Tim Maia, Edson Gomes, Zé Ramalho, Fauzi Beydoun, Elis Regina, Elba Ramalho, Rita Lee.

Cremutcho: Gringos: Bob Marley, ALL Green, Peter Torsh, Gregory Isaacs, Tina Turne, Amy Winehouse.

11) RM: Como é o seu processo de compor?

Cremutcho: Geralmente pego temas cotidianos, histórias de outras pessoas e minhas vivências e experiências também.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Cremutcho: Carlinhos Nação (banda Nação Regueira) fizemos muitas músicas juntos. E com Andreadjo temos canções em parceria.

13) RM: Quem já gravou as suas músicas?

Cremutcho: Banda Nação Regueira e Andreadjo.

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Cremutcho: Prós: Ser seu próprio patrão. Contras: Se fizer com amor e alma não existirá contras.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Cremutcho: Hoje em dia temos as redes sociais que ajudam muito em termos de divulgação e estratégias. Eu geralmente tenho uma equipe que me ajuda e ajudam outros artistas, através da minha produtora Cremas Produções.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?

Cremutcho: Criei a minha própria produtora Cremas Produções, juntamente com uma equipe que me auxilia em determinados evento.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?

Cremutcho: A internet é muito mais rápida hoje em dia. Eu evito mostrar a minha vida pessoal, pois, no passado me prejudicava bastante. Hoje em dia só procuro divulgar o meu trabalho, ás vezes solto uns memes (risos).

18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Cremutcho: Acredito que o home estúdio só tem vantagens, principalmente para quem não tem dinheiro para gravar em estúdio com músicos tocando. A tecnologia ajuda muito nas produções, eu mesmo já gravei em home estúdio, estúdio profissional etc. Mas, ainda prefiro estúdio profissional com uma direção artística.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Cremutcho: Invisto nas redes sociais com links patrocinados, pois, a realidade virtual hoje é de tudo muito rápido. Estou me adequando a esse processo.

21) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?

Cremutcho: Fauzi Beydoun da Tribo de Jah, Milton Nascimento, Zé Ramalho, entre outros. Exemplo de profissionalismo e referências como pessoas e artistas.

22) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

Cremutcho: Nos meus 29 anos de estrada (desde 1996) aconteceram tudo citado na pergunta e mais um pouco (risos) se não tivessem essas situações inusitadas não teriam graça e eu não continuaria até hoje. Cada evento e shows são provas de fogo.

23) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Cremutcho: Feliz: quando entrego o meu show ou evento. Triste: quando não consigo entregar o meu melhor. Dentro das minhas limitações é claro.

24) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Cremutcho: As redes sociais hoje em dia dão mais audiência do que rádios. O jabá sempre existiu nas rádios, e eu acredito que investir em redes sociais e plataformas digitais a música consegue atingir públicos do mundo inteiro.

25) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Cremutcho: Acreditar, não ter medo, estudar e principalmente fazer com ALMA e VERDADE! Uma hora vinga.

26) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Cremutcho: A cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira é pagou, tocou! Voltando ao velho jabá das rádios (risos), ele está em todas as mídias. O mercado é assim. Mas, a cena alternativa tem um público incrível também, onde artistas e seus coletivos fazem seus próprios eventos e mantém viva a cena.

27) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Cremutcho: A maioria são através de Editais e leis de incentivo a cultura. Tem que se inscrever! Pois, é um direito nosso.

28) RM: Como você analisa o cenário do reggae no Brasil. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Cremutcho: O cenário Reggae no Brasil está bem diferente de anos atrás. Bandas como: Ponto de Equilíbrio, Tribo de Jah, Édson Gomes, Planta & Raiz, Maskavo, Mato Seco, SINE Calmon entre outras consideradas velhas, ainda continuam tocando. O problema é que a nova geração não consomem mais o “Puro reggae” igual antigamente. Existem bandas e artistas novos que misturam o reggae com outros estilos, eu particularmente acho legal. Essa renovação é normal em todos os gêneros. Nunca vai morrer!

29) RM: Você é Rastafári?

Cremutcho: Não. Mas, respeito a cultura Rasta.

30) RM: Alguns adeptos da religião Rastafári afirmam que só eles fazem o reggae verdadeiro. Como você analisa tal afirmação?

Cremutcho: Pra fazer um Reggae verdadeiro não precisa ser Rasta! O reggae é consciência e Resistência. O Reggae preza a paz, amor e igualdade!

31) RM: Na sua opinião quais os motivos da cena reggae no Brasil não ter o mesmo prestígio que tem na Europa, nos EUA e no exterior em geral?

Cremutcho: O Brasil vive de modismos em todos os sentidos. Lá fora eles prezam pela originalidade e valorizam mais a cultura Reggae e suas vertentes. Apesar que aqui no Brasil ainda existam pessoas que valorizam a cultura Reggae e mantém viva a chama. Inclusive eu sou administrador da página @divulgareggae_ onde divulgamos tudo sobre o Reggae e suas vertentes de GRAÇA.

32) RM: Quais os pros e contras de se apresentar com o formato Sound System?

Cremutcho: Eu particularmente adoro cantar com o meu amigo DJ Zambol em eventos Sound System. Não vejo problema algum.

33) RM: Quais as diferenças de se apresentar com banda em relação ao formato com Sound System?

Cremutcho: Com banda existe a magia dos músicos e instrumentistas, no Sound system existe a magia do DJ e operadores de mesa de som soltando os Delays e efeitos psicodélicos no Reggae. Eu curto os dois formatos de apresentações.

34) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae e o uso da maconha?

Cremutcho: Puro preconceito, Regueiro = Maconheiro. Pura ignorância da maioria das sociedade que não conhece realmente a cultura Reggae e Rastafari.

35) RM: Como você analisa a relação que se faz do reggae com a cultura Rastafári?

Cremutcho: O Rastafarianismo se uniu ao Reggae juntamente com o ritmo Nayabing dos seus tambores e através do Bob Marley foi mostrado ao mundo. O ritmo Reggae e os Rastafaris hoje são unificados. Porém, o Reggae (estilo musical) tem suas vertentes, o Dub, Ragga, Dance Hall, etc…

36) RM: Quais os seus projetos futuros?

Cremutcho: Continuar trilhando a minha carreira Musical e produzindo novos artistas como produtor cultural.

37) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Cremutcho: (11) 98984 – 1123 | [email protected] | https://www.instagram.com/cremutchocantor

Canal: https://youtube.com/@cremasproducoes3837


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1 Comment

  • Jucileia Porto

    8 meses ago / 20/10/2025 @ 14:10

    Aprecio muito a vasta bagagem profissional do artista(tecladista, violonista, cantor, compositor e produtor cultural) e também concordo muito que reggae é consciência e resistência. Ótima entrevista!

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