Rodrigo Sperandio
Rodrigo Sperandio é produtor Musical, músico e professor, OMB 54743, nasceu em agosto de 1975, é brasileiro, casado e reside na cidade de Rio Claro – SP. Com dez anos de idade, começou a aprender viola caipira e violão intuitivamente com seus tios e seu pai, que se reuniam para tocar e cantar músicas regionais.
Em 1993, iniciou seus estudos de violão popular com o professor Newton Barreto, violão erudito, harmonia e arranjos com o Maestro Pedro Cameron e após algum tempo, acompanhou várias duplas sertanejas, bandas e grupos instrumentais da cidade e da região.
Viajou com o grupo SENSASAMBA e PREFIXO DE VERÃO para os Estados Unidos nos anos de 2000 a 2006, com o propósito de realizar shows de carnaval, chorinho e instrumental de viola caipira nas cidades de San Francisco, Los Angeles, Las Vegas, San Diego entre outras cidades do estado da Nevada e Califórnia.
Tocou com vários artistas e grupos de nomes consagrados como Sérgio Reis, Mazinho Quevedo, João Mineiro e Mariano, Lourenço e Lourival, Craveiro e Cravinho, Tinoco, Marquinhos (Grupo Sensação), Fabinho (Os Travessos), Grupo Karametade, Juliano Cézar, Cezar e Paulinho e outros.
Como Produtor Musical, produziu mais de 1.500 músicas entre CD, DVD, SINGLE e CLIPE como o CD do Grupo Catira Brasil com João Mulato e João Carvalho, Cacique e Pajé, Tião do Carro e Santarém, Rodrigo Mattos e Praiano, Juliana Andrade, o DVD de EDUARDO E RAFAEL DE VOLTA AS ORIGENS com participação de Zé Henrique e Gabriel, Ronaldo Filho e Araguaia, Mazinho Quevedo e Adrielli Duarte e JUNIOR HARTUNG e ORQUESTRA com Pe. Juarez, Ângelo Máximo, Renato Teixeira, As Galvão, entre outros.
Participou como músico figurante do filme O MENINO DA PORTEIRA interpretando o papel de “Os Irmãos Power” juntamente com o cantor Daniel (protagonista do filme), Sr. Camilo (pai do cantor Daniel), José de Abreu, Vanessa Giácomo e grande elenco.
Em 2008, se formou pela Faculdade de Música Carlos Gomes em São Paulo, onde se especializou no curso de Licenciatura Plena em Música e Bacharel em Violão Popular.
Como autor, desenvolveu o método ESTUDO TEÓRICO E PRÁTICO PARA VIOLA CAIPIRA (CEBOLÃO EM MI MAIOR) voltado a pessoas que queiram aprofundar-se no universo musical da Viola Caipira no aspecto histórico, perceptivo, visual, teórico e prático.
O orientador foi o prof. mestre Flavio Apro, Monografia: (Licenciatura em Música) FMCG. 1. Estudos – Viola Caipira I Título, CDU (043.2)787.2 e o método RITMOS REGIONAIS para violão popular, que aborda leitura rítmica, técnica, digitação, contexto histórico dos ritmos executados pelo mundo.
Do ano de 2015 em diante, participou de vários editais na cidade de Rio Claro e região tocando em festivais de música regional, instrumental e online. Atualmente leciona aulas de viola caipira, violão popular, cavaquinho, ukulelê, harmonia, teoria musical, no seu estúdio da R. A. S. Produções Artísticas e Musicais e faz a Direção e Produção Musical do Grupo Roda de Viola da Faculdade UNESP na cidade de Rio Claro/SP.
Segue abaixo entrevista exclusiva com Rodrigo Sperandio para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 27/07/2026:
01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?
Rodrigo Sperandio: Nasci no dia 15/08/1975 na cidade de Rio Claro – SP. Registrado como Rodrigo Alexandre Sperandio.
02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.
Rodrigo Sperandio: Meu primeiro contato com a música começou quando eu tinha 10 anos de idade. O primeiro instrumento foi a viola caipira e depois o violão. Os meus tios maternos (José Honório, Cláudio Honório) e tios paternos (José Tizio, Felipe Sperandio) se reuniam para cantar e tocar músicas instrumentais de sanfona, choro e música sertaneja de raiz nas reuniões familiares aos domingos.
03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?
Rodrigo Sperandio: Eu tenho grau superior e a minha formação musical é LICENCIATURA EM MÚSICA pela FACULDADE DE MÚSICA CARLOS GOMES em São Paulo.
04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?
Rodrigo Sperandio: As minhas influências musicais são todos os estilos antigos, como chorinho, bossa nova, pop rock, sertanejo, marchinhas, sambas entre outros. Nenhum desses ritmos deixaram de ser importantes até o momento porque eu os uso diariamente durante as produções musicais e as aulas para artistas, alunos e cantores.
05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?
Rodrigo Sperandio: Em 1992, eu comecei minha carreira musical, quando ingressei num grupo de samba da cidade de Rio Claro – SP chamado GRUPO SENSASAMBA. Em 1993 iniciei meus estudos de violão popular e fazer vários shows pela cidade e região.
06) RM: Quantos álbuns lançados?
Rodrigo Sperandio: Como Produtor Musical eu já produzi mais de 2.000 músicas e gravei vários CDs, DVDs e SINGLEs para vários artistas, grupos e bandas.
07) RM: Como você se define como Violeiro?
Rodrigo Sperandio: Eu sou um violeiro comportado, onde toco somente o que precisa para a música e o estilo.
08) RM: Quais afinações você usa na Viola?
Rodrigo Sperandio: Eu uso duas afinações Cebolão em Re Maior e Cebolão em Mi Maior e Rio Abaixo em Sol Maior.
09) RM: Quais as principais técnicas o violeiro tem que conhecer?
Rodrigo Sperandio: O violeiro precisa conhecer teoria, precisa saber os ritmos e os seus respectivos nomes e também fazer muito exercício de coordenação motora junto a um metrônomo para ter agilidades e precisões em suas execuções musicais.
10) RM: Quais os violeiros que você admira?
Rodrigo Sperandio: Eu admiro vários violeiros e uso eles como minha referência como solista, basista ou acadêmico: Tião Carreiro, Goiano, Tião do Carro, João Mulato, Arnado Freitas, Ivan Vilela, Marcos Violeiro, Mazinho Quevedo, Paulo Freire, Almir Sater, Ricardo Vignini, Lyan entre outros.
11) RM: Como é seu processo de compor?
Rodrigo Sperandio: Atualmente eu estou compondo melodias e harmonias instrumentais para violão, viola, cavaquinho e ukulelê. Em breve devo começar a captar os instrumentos no estúdio IPUVA’E da cidade Piracicaba/SP. Nessas composições eu tenho vários ritmos como: Rancheira, Folk, Vaneirão, Tango, Pagode Caipira, Soul Music, Choro entre outros.
12) RM: Quais as principais diferenças técnicas entre a Viola e o Violão?
Rodrigo Sperandio: A principal diferença técnica entre uma viola caipira e um violão está no número de cordas e na afinação. O violão tem 6 cordas e não existe um tom adequado com as cordas soltas para executar músicas. Já na viola, tem 5 pares de cordas, totalizando 10, quando tocamos todas as cordas soltas, soa uma tonalidade específica e isso geralmente contribui melhor na execução de quem está iniciando ou para quem já tem uma experiência.
13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?
Rodrigo Sperandio: Atualmente quando um artista desenvolve sua carreira musical com parceiros e investidores, ele se torna preso a essas pessoas e por muitas vezes torna-se “escravo”. Pois além da porcentagem financeira ficar desproporcional, o artista não pode tomar as suas próprias decisões.
Considero contra. Quando um artista desenvolve sua carreira musical sem parceiros e investidores, por mais que o caminho seja mais longo, e com mais “obstáculos”, ele se torna dono de si mesmo e tudo o que se conquista, vai para o investimento da sua própria carreira. Eu acho pró essa atitude.
14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?
Rodrigo Sperandio: A minha estratégia sempre foi trabalhar e me divulgar através das minhas redes sociais dentro e fora do palco. Postagens e curiosidades, gravações em estúdios, trabalhos corporativos entre outros.
Além disso, a cada ano, especificamente em janeiro, faço meu planejamento financeiro, técnico, musical e acadêmico para que eu possa crescer e aprender ainda mais a minha carreira em função do que posso melhorar.
15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?
Rodrigo Sperandio: Uma das ações empreendedoras que pratico para desenvolver a minha carreira é projeto cultural e edital. Nessas ações eu consigo fazer trabalhos que me ajudam a por em prática tudo aquilo que tenho dificuldade em realizar.
16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?
Rodrigo Sperandio: A internet é umas das ferramentas que só me ajuda no desenvolvimento dos meus trabalhos e da minha carreira. Sempre que estou trabalhando nos setores de shows, aulas e gravações eu posto uma foto ou um vídeo e através dessas postagens, outros clientes surgem para programarmos um novo trabalho.
17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?
Rodrigo Sperandio: A vantagem de ter um home estúdio é que você pode fazer os seus próprios laboratórios musicais sem ter custo de carga horária. Além disso, você pode se adequar ao seu próprio período de horas.
A desvantagem quando não se tem um home estúdio é que você se torna dependente da agenda do estúdio e do técnico, mas por outro lado, a vantagem de você ir gravar em estúdio maior e conceituado é a sonoridade superior que você terá através microfones, periféricos e equipamentos que fazem a diferença durante um processo de captação musical.
18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar o CD não é mais o grande obstáculo. Mas concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?
Rodrigo Sperandio: Como produtor musical, eu sempre mostro as opções de planejamento de gravação, estúdios, músicos e cargas horárias para que o artista escolha e me mostre até onde ele pode investir todo o seu tempo e dinheiro.
19) RM: Como você analisa o cenário da Música Sertaneja pop? Em sua opinião quem foram às revelações musicais nas duas últimas décadas e quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?
Rodrigo Sperandio: O cenário musical Sertanejo sempre foi um mercado ativo e com muito investimento. Eu trabalho com a Música Sertanejo mais pop, porém se percebe que o investimento para algumas duplas se tornarem o “primeiro lugar nas plataformas” a fim do valor dos shows aumentarem, são incalculáveis.
Muitas as vezes, não existe qualidade musical e vocal, mas existe um investimento alto que faz duplas e músicas serem as “melhores do Brasil”.
Quanto as revelações nesses 20 anos que permaneceram no mercado são Cesar Menotti e Fabiano, Gusttavo Lima, Edson e Hudson, Jorge e Matheus, Luan Santana, Lauana Prado, Henrique e Juliano. Alguns desses artistas levaram o seu escritório para a cidade de Goiânia, hoje o maior polo comercial artístico do Brasil.
Quem regrediu foram alguns artistas que não conseguiram investidores e que estão com dificuldades para serem valorizados no mercado como Zé Henrique e Gabriel, Lucas e Luan, Jads e Jadson entre outros.
20) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?
Rodrigo Sperandio: O que me deixa mais feliz é que eu consigo VIVER e SOBREVIVER daquilo que eu mais gosto. Tenho a minha empresa em dia, faço trabalhos no qual o resultado sempre é positivo e tenho a oportunidade de conhecer vários lugares pelo mundo a fora. O momento mais triste foi quando eu precisei ficar afastado do meu trabalho por 6 meses para me recuperar de uma Tendinite.
21) RM: Quais os outros instrumentos musicais que você toca?
Rodrigo Sperandio: Eu toco violão, guitarra, cavaquinho, viola caipira, contrabaixo e ukulelê.
22) RM: Como você analisa o cenário da música Sertaneja Caipira?
Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?
Rodrigo Sperandio: Eu sempre trabalhei com artistas do cenário da música Sertaneja Caipira/Raiz e percebi que não existe muito investimento e planejamento de carreira por uma maioria, onde os mesmos, ainda acreditam que o nome conquistado ao longo do tempo faz com que não há a necessidade de se investir mais. Isso perde espaço e perde valor no mercado de shows.
As revelações musicais nas últimas décadas foram Mayck e Lyan, Marcos Paulo e Marcelo, Carreiro e Capataz, Thalys e Thiago, Sâmi Rico, entre outros. Os artistas que permaneceram com obras consistentes e que no momento estão com um novo cenário e atualizados foram Ronaldo Filho e João Carvalho e Peão Carreiro Filho e Praiano.
Além desses dois citados, tem a dupla Lourenço e Lourival que se atualizou no cenário do show business com produtores artísticos e escritórios modernos enchendo a agenda de shows e apresentações pelo Brasil todo. Os que regrediram ou ficaram estacionados foram Trio Parada Dura, Cacique e Pajé, Mococa e Paraíso entre outros.
23) RM: Quais os vícios técnicos o violeiro deve evitar?
Rodrigo Sperandio: O violeiro não deve tocar apenas pagodes ou músicas que estejam relacionadas a Tião Carreiro e Pardinho, João Mulato e Douradinho, enfim, aqueles que fizeram história e que até hoje fazem, mas sim, beber de outros estilos musicais e outras fontes, assim, sua técnica se eleva e seu repertório expande criando uma oportunidade de se apresentar em vários lugares.
24) RM: Quais os erros no ensino da Viola?
Rodrigo Sperandio: Um dos erros no ensino da Viola é a falta de teoria musical. Muitas vezes, o professor deixa de ensinar a harmonia, melodia, partituras. Em muitos casos, o próprio professor não tem esse conhecimento e ensina apenas o aluno tocar música, deixando-o assim limitado na viola caipira.
25) RM: Tocar muitas notas por compasso ajuda ou prejudica a musicalidade?
Rodrigo Sperandio: Dependendo do contexto da música, no caso do estilo de música espanhola ajuda sim, mas na maioria das situações estamos falando de música sertaneja caipira e raiz, onde o “menos é mais”, ou seja, um bom gosto musical com notas precisas e com poucas notas, deixa a música mais audível e o próprio instrumentista mais respeitado.
26) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?
Rodrigo Sperandio: Eu sempre pergunto ao artista o que ele procura, se é SUCESSO ou TRABALHO. Se ele escolhe o SUCESSO, como os atuais artistas que produzo me respondem, mostro as duas versões até ele entender e aplicar na sua carreira musical.
Quando exemplifico o TRABALHO, consigo mostrar ao mesmo que com uma agenda cheia e aos poucos criando suas próprias experiências do dia a dia, faz o artista se tornar um SUCESSO.
Do outro modo, quando exemplifico o SUCESSO, consigo provar que a duração da carreira pode ser curta e com muitas frustrações, no qual o mesmo por muitas vezes, cria uma expectativa e gera revoltas e frustrações por não conseguir atingir tal nível.
27) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?
Rodrigo Sperandio: O principia erro na metodologia de ensino de música é não fazer parte de uma grade escolar grandiosa.
Depois é não ter uma metodologia consistente e com uma ordem das matérias para o aluno conseguir compreender o que está fazendo e não apenas sentir. Outra coisa, é a desconexão do conteúdo com a realidade do aluno.
28) RM: Existe o Dom musical? Qual a sua definição de Dom musical?
Rodrigo Sperandio: Sim, existe dom musical. A definição é simples. Eu uso 3 momentos de teste. O primeiro é fazer o aluno cantar uma música em várias tonalidades. Se ele cantar afinado, possibilidade grande de ter dom musical.
Segundo momento, eu passo uma música para ele ouvir e fazer um ritmo em qualquer lugar do instrumento ou do seu corpo, se ele acompanhar a música e não perder o compasso, a chance de ter dom musical é grande. E por fim, o histórico familiar. Se alguém da família toca, ou se tem ou teve contato diário com a música sendo ela qualquer estilo.
29) RM: Qual a sua definição de Improvisação?
Rodrigo Sperandio: A improvisação vem do sentir e do conhecer. Através de um conhecimento amplo de escalas, acordes, ritmos e percepção geral, se consegue improvisar em quaisquer dos momentos de uma música.
30) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?
Rodrigo Sperandio: Eu acredito que os dois caminham juntos. Existe a improvisação e algo estudado antes e ao longo do tempo é aplicado. Eu sou prova disso (risos).
31) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?
Rodrigo Sperandio: Os contras é que o instrumentista que muito improvisa, ele dificilmente fará parte de um grupo musical que depende de uma leitura musical precisa para executar uma música.
Os prós é que sempre quando o regente ou produtor de um artista, grupo ou banda, não se encontra inspirado para criar solos, acordes, ou até mesmo por não ter tempo para pensar em um arranjo, pode contar com o improvisador instrumental que ele por muitas vezes achará um caminho ou uma solução musical positiva para o momento.
32) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?
Rodrigo Sperandio: A meu ver, um método de harmonia musical eficiente se torna importante para quem realmente pretende estudar. O importante é focar em estudos que te faça crescer musicalmente.
Exemplo disso, é quando escolhemos estudar harmonia popular de uma forma livre, ou seja, uma prática voltada para usar acordes, cifras, batidas, onde o foco principal é a liberdade de tocar sem seguir uma regra rígida. No caso da harmonia funcional, o foco maior é o estudo das sensações e emoções que os acordes transmitem dentro de uma tonalidade. Essa dinâmica cria movimentos e expectativas dentro da música e exige muito mais conhecimento musical.
33) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia do cenário musical brasileiro?
Rodrigo Sperandio: Eu analiso como negativo a cobertura feita pela grande mídia do cenário musical brasileiro. Penso eu, que seria importante e precisaria ser mais forte, uma regra ou testes para se tornar um profissional da música. Não vejo como: “a arte é livre para todos”.
A Grande Mídia, lança muitos artistas que por muitas vezes, não tem um histórico, não tem dom, não tem musicalidade e um portifólio considerável para se tornar um artista.
Infelizmente, através de “jabás”, “QIs”, conseguem ultrapassar lugares e situações favoráveis de um artista que está a muito tempo no mercado e por muitas vezes, nem é apontado ou chamado para estar nesse lugar, que por muitas vezes, seria o lugar dele, por “respirar” a música.
34) RM: Qual a importância de espaço como SESC, Itaú Cultural, Caixa Cultural, Banco do Brasil Cultural para a música brasileira?
Rodrigo Sperandio: Esses sistemas são importantes para o cenário musical e artístico. Além de proporcionar uma demanda grande de trabalhos e apresentações com artistas do mundo todo esses espaços promovem qualidade de vida para os espectadores, bem-estar social e desenvolvem a cultura para as comunidades em geral gratuitamente.
35) RM: Quais os seus projetos futuros?
Rodrigo Sperandio: Os meus projetos para o futuro são: finalizar o meu primeiro CD instrumental para divulgar nas plataformas digitais, captar recurso para o meu projeto 2512920 RITMOS REGIONAIS ser apresentado no Brasil todo, investir em equipamentos e microfones para o meu home estúdio e tocar pelo Brasil num motor home musical criado por mim mesmo.
36) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?
Rodrigo Sperandio: (19) 99795 – 2097 | [email protected] | https://www.instagram.com/orodrigosperandio
Canal: https://www.youtube.com/@RodrigoSperandio
Apresentação Ritmos Regionais: https://www.youtube.com/watch?v=VexACGhHRW8
Rodrigo Sperandio – Show instrumental de Violão, Viola e Cavaquinho: https://www.youtube.com/watch?v=Ki9wJ4DaPoY


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