Os melhores violeiros, violeiras, repentistas
Não existe, até o momento, uma lista oficial da crítica especializada com os melhores violeiros brasileiros, equivalente às listas da Rolling Stone ou da Guitar Player para guitarristas. A crítica musical brasileira, pesquisadores, universidades e jornalistas especializados costumam destacar nomes em diferentes contextos (tradição caipira, viola de concerto, viola nordestina, viola pantaneira, música instrumental etc.):
Pioneiros: Cornélio Pires, Mandi, Arnaldo Pescuma, Zico Dias, Tião Carreiro, Bambico, Vieirinho, Pena Branca, Xavantinho, Zé Carreiro, Carreirinho, Lourival dos Santos, João Pacífico, Raul Torres, Zé Fortuna, Sulino, Tonico, Tinoco, Liu, Léu.
Mestres da Viola: Renato Andrade, Almir Sater, Helena Meirelles, Roberto Corrêa, Ivan Vilela, Paulo Freire, Pereira da Viola, Passoca, Tavinho Moura, Braz da Viola, Adelmo Arcoverde, Zé Mulato, Cassiano, Cacai Nunes, Levi Ramiro, Chico Lobo, Fernando Deghi, Ricardo Vignini, Zé Helder, Marcus Biancardini, Valdir Verona, João Ormond, Fernando Sodré, Gil Fenerich, Luiz Salgado, Rodrigo Zanc, Ricardo Anastácio, Victor Batista, Joaci Ornelas, Fábio Miranda, Carlinhos Veiga, Márcio Freitas, Marcos Mesquita, Claudivan Santiago, Rodrigo Delage, Luciano Queiroz, Amauri Falabella, Aparício Ribeiro, Índio Cachoeira, João Araújo, Júlio Santin, Ian Ferreira, Cléber Vianna, Francis Rosa, Junior da Violla, Mauro Albert, Sidnei de Oliveira, Manoel de Oliveira. Além de diversos representantes da viola pantaneira, nordestina, caiçara e de concerto que atuam em festivais e universidades.
Não existe, até o momento, uma lista oficial ou consensual dos maiores nomes femininos da viola caipira elaborada por críticos, pesquisadores ou instituições como a Academia Brasileira de Música ou a Associação Nacional de Pesquisadores da Música. Isso ocorre porque a presença feminina na viola ganhou maior visibilidade principalmente a partir das décadas de 1990 e 2000, embora existam pioneiras desde meados do século XX.
Uma lista das principais violeiras brasileiras, considerando importância histórica, reconhecimento artístico, pesquisa, carreira fonográfica e atuação na preservação da viola: Helena Meirelles, Inezita Barroso, Bruna Viola, Gaby Violeira, Adriana Farias, Carol Viola, Mel Morais, Laís de Assis, Mirian Violera, Ana Azevedo, Andréa Carneiro, Doroty Marques, Fabíola Beni, Karoline Violeira, entre outras.
Não existe uma lista oficial ou consensual dos “melhores violeiros e violeiras repentistas brasileiros”. Diferentemente de áreas como MPB ou cinema, o repente e a cantoria de viola não possuem um ranking consolidado por instituições ou pela crítica especializada. O reconhecimento costuma vir da tradição oral, de festivais, pesquisadores da cultura popular e da comunidade de cantadores.
Abaixo organizada alfabeticamente, nomes da história e da atualidade do repente brasileiro: Abraão Batista, Aderaldo Ferreira de Araújo, Afonso Pequeno, Agnaldo Ferreira, Alexandre da Mulatinha, Antônio Lisboa, Antônio Marinho, Antônio Travassos, Bastião da Viola, Biu Alexandre, Biu Dionísio, Cego Aderaldo, Chico de Assis, Chico Justino, Condor da Paraíba, Dimas Batista, Domingos Fonseca, Edmilson Ferreira, Elizeu Ventania, Erasmo Ferreira, Evaldo Severino, Fenelon Dantas, Francisco Linhares, Francisco Romano Caluête, Geraldo Amâncio, Gilmar de Oliveira, Helena Bezerra, Ivanildo Vila Nova, João Bandeira, João Furiba, João Lourenço, João Paraibano, João Quintino, Joaquim Bezerra, José Alves Sobrinho, José Cardoso, José Duda, José Galdino, José Limeira, José Pretinho, Judivan Lacerda, Lourival Batista, Louro do Pajeú, Luiz Amorim, Manoel Filó, Manoel Galdino, Manuel Camilo dos Santos, Mocinha de Passira, Moacir Laurentino, Nabor Filho, Naldo da Viola, Neto Ferreira, Nivaldo Ferreira, Nonato Costa, Oliveira de Panelas, Otacílio Batista, Pedro Bandeira, Pedro Costa, Pedro Ferreira, Pedro Milton, Raimundo Caetano, Rogério Menezes, Romano da Mãe d’Água, Ronaldo Cunha Lima, Sebastião Marinho, Severino Feitosa, Severino Pinto, Severino Pereira, Tião Simpatia, Tião de Oliveira, Valdir Teles, Vicente Campos Filho, Zé Cardoso, Zé de Cazuza, Zé Limeira, Zé Maria de Fortaleza, Zé Morais, Zé Pereira.
Não existe um ranking oficial das “mulheres mais importantes” da música sertaneja. A lista abaixo foi organizada com base na relevância histórica, influência artística, sucesso comercial, contribuição como compositoras e pioneirismo, contemplando desde a música caipira até o feminejo contemporâneo. Estudos recentes destacam que a participação feminina historicamente teve uma sub-representação, mas decisiva para a evolução do gênero:
Inezita Barroso, Inhana, Mary Galvão, Marilene Galvão, Nhá Zefa, Sulamita, Carmen Silva, Dora Lopes, Dilma Campos, Liu Macedo, Célia e Celma, Roberta Miranda, Sula Miranda, As Marcianas, Nalva Aguiar, Joanna, Jayne, Maraísa (da dupla As Mineirinhas), Valéria Barros, Lourdes Marques, Dina Marques, Paula Fernandes, Maria Cecília, Gabi Luthai, Yasmin Santos, Paula Mattos, Lauana Prado, Mariana Fagundes, Alice Monteiro, Cacique & Pajé (Maria Aparecida), Marília Mendonça, Maiara, Maraísa, Simone Mendes, Simaria, Naiara Azevedo, Ana Castela, Juliana Bonde, Gabriela Rocha (atua principalmente no gospel, com incursões no sertanejo), Karina Marques, Camila Ferreira, Maya e Mara, As Mineirinhas, Duda Bertelli, Luma Elpidio, Manu Bahtidão (transita entre gêneros), Mariana & Mateus (Mariana), Gislaine & Mylena, Day & Lara, Patrícia & Adriana, Thaeme Mariôto, Lucyana Villar, Sandy (fase sertaneja com Júnior), Bruna & Keyla, Jú Marques, Amanda & Ruama.
Abaixo alguns violeiros e violeiras com uma produção exclusivamente instrumental:
- Renato Andrade – pioneiro da viola de concerto; praticamente toda sua discografia é instrumental.
- Ivan Vilela – compositor e pesquisador; sua obra gravada é predominantemente instrumental.
- Roberto Corrêa – um dos maiores compositores instrumentais da viola, embora possua poucos registros acompanhando cantores.
- Fernando Deghi – carreira voltada à música instrumental.
- Enúbio Queiroz – sua discografia solo é essencialmente instrumental.
- Rogério Gulin – compositor e arranjador de música instrumental.
- Paulo Freire – reconhecido sobretudo pelos discos instrumentais.
- Almir Chediak – alguns trabalhos instrumentais para viola.
- Ney Marques – foco na composição instrumental.
- João Paulo Amaral – carreira centrada na viola instrumental.


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