Lizzo vence processo por acusações de assédio e desabafa: “alegações ridículas”

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Crédito: Lizzo no IG

A cantora Lizzo venceu o processo movido por Asha Daniels, ex-figurinista de sua equipe, após anos de disputa na Justiça dos Estados Unidos. Nesta terça-feira (1º), a juíza federal Aenlle-Rocha rejeitou por completo a ação contra a Big Grrrl Touring, empresa responsável pela realização da Special Tour.

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Foto: X @lizzo

A ex-funcionária acusava a equipe da turnê de assédio racial, bullying e discriminação por deficiência durante o período em que trabalhou no projeto, em 2023. Em vídeo publicado no Instagram, Lizzo classificou o processo como “alegações ridículas” e celebrou a decisão judicial.

“A verdade prevaleceu. Fui processada e acusada de quebrar a unha de acrílico de alguém que nunca conheci”, declarou a cantora. ” […] Rezei para que a verdade viesse à tona e, graças aos meus incríveis advogados, a verdade prevaleceu. […] A verdade importa mais para mim do que qualquer coisa, e eu disse a vocês que não vou me conformar e continuarei lutando até que todas as acusações maldosas feitas contra mim e meus negócios sejam resolvidas.”

Lizzo

Por que a Justiça dos EUA rejeitou o processo contra Lizzo

De acordo com informações da revista Vogue, a magistrada Aenlle-Rocha concluiu que não existiam elementos suficientes para comprovar a existência de um ambiente de trabalho hostil contra mulheres ou tratamento discriminatório de gênero.

Na decisão, a juíza escreveu que “não identificou nenhuma conduta” que “demonstrasse hostilidade generalizada contra mulheres no ambiente de trabalho ou tratamento desigual entre homens e mulheres”. A análise apontou que os relatos apresentados não violavam as proteções trabalhistas do Título VII da legislação norte-americana.

“Essa conduta alegada e esses incidentes alegados, embora inadequados e pouco profissionais, estão dentro do escopo do que a Suprema Corte considerou estar fora da proteção do Título VII, fazendo parte das tribulações comuns do ambiente de trabalho”, explicou a magistrada no parecer.

Asha Daniels também sustentava que sua chefe direta na equipe de figurino, Amanda Nomura, havia utilizado termos racistas durante o período de trabalho conjunto. O argumento também foi descartado pela magistrada por falta de comprovação material.

“Não há provas que sugiram que Nomura tenha proferido algum insulto racial ou se referido a qualquer pessoa negra específica ou a pessoas negras em geral usando linguagem racialmente ofensiva”, registrou a juíza ao encerrar o caso.


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