Flávio Saturnino e Tília participam do “Estrelas da Casa” em papo sobre fãs, fandoms e carreira
O que transforma um seguidor em fã? E o que faz um fã se tornar tão engajado a ponto de ajudar a impulsionar a carreira de um artista? Flávio Saturnino, fundador e CEO do POPline, e Tília participam do “Estrelas da Casa”, da TV Globo, em uma conversa justamente sobre a força dos fandoms e das comunidades na música.

Flávio conduz uma edição especial do “Vida de Artista”, em formato de podcast, ao lado de Tília e dos participantes do programa. A dinâmica parte da relação dos próprios artistas com seus públicos para discutir os diferentes níveis de conexão que podem existir entre um fã e um artista.
Durante o papo, Flávio apresenta uma espécie de “jornada do fã”, que começa na descoberta, passa pelo interesse e pelo consumo até chegar aos níveis mais altos de engajamento, quando surgem os superfãs. Mais do que acompanhar lançamentos, esse público compra ingressos e produtos, participa de ações, produz conteúdo, divulga músicas espontaneamente e ajuda a formar comunidades ao redor dos artistas.

Tília participa da conversa trazendo a perspectiva de quem vive essa relação do outro lado. A cantora integra uma geração de artistas que desenvolveu sua carreira em um ambiente no qual música, redes sociais, criação de conteúdo e contato direto com o público estão cada vez mais conectados.
“Eu comecei o POPline como fã. Então, esse é um assunto que atravessa toda a minha trajetória. Antes de existir o POPline como empresa, existia um adolescente apaixonado por música criando conteúdo na internet. Vinte anos depois, as plataformas mudaram completamente, mas continuo acreditando que são os fãs que ajudam a transformar um projeto artístico em uma carreira”
Flávio Saturnino
Fandom não é só número de seguidores
Um dos pontos centrais da conversa é justamente a diferença entre audiência e comunidade. Ter milhões de seguidores não significa necessariamente possuir uma base de fãs mobilizada.
Para os participantes, a provocação é especialmente importante. A exposição proporcionada pelo “Estrelas da Casa” pode fazer com que milhares de pessoas descubram seus trabalhos em pouco tempo, mas o desafio após essa primeira conexão é fazer com que parte desse público continue acompanhando suas carreiras.

A discussão passa por estratégias que ajudam a fortalecer esse sentimento de pertencimento, desde nomes e símbolos de fandoms até linguagens próprias, experiências exclusivas e formas de reconhecer quem acompanha o artista desde o início.
O programa também coloca os participantes diante de outra consequência da exposição: os haters. O papo aborda a necessidade de diferenciar críticas construtivas de ataques e de entender que nem toda repercussão nas redes sociais precisa determinar os rumos de uma carreira.
De fã a fundador do POPline
O tema também se conecta diretamente à história de Flávio Saturnino. O comunicador criou o POPline em 2006, aos 16 anos, a partir da própria experiência dentro da cultura de fãs de música pop na internet.
Duas décadas depois, o POPline acompanha justamente uma nova transformação nesse ecossistema. Além da cobertura jornalística de música e entretenimento, a marca lançou em 2026 o POPline Creators, plataforma que conecta criadores de conteúdo a artistas, gravadoras, festivais e marcas e já reúne mais de 2,5 mil creators.
A lógica é semelhante à discutida no “Estrelas da Casa”: em um ambiente digital cada vez mais fragmentado, fãs e criadores deixam de ocupar apenas o papel de audiência e passam também a participar ativamente da circulação da música e da construção das narrativas em torno dos artistas.
“Durante muito tempo, a indústria ficou obcecada pelo número de seguidores. Só que seguidores não são necessariamente fãs. Uma comunidade menor, mas apaixonada e mobilizada, pode ser muito mais importante para sustentar uma carreira. O desafio do artista é transformar atenção em conexão e conexão em comunidade”, completa Flávio.

