Banda Flores de Plástico

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A banda Flores de Plástico, oriunda do Rio de Janeiro, se destaca por construir uma sonoridade que transita com personalidade entre o Pop Rock e o Indie, sempre guiada por uma perspectiva sensível e marcadamente feminina.

A banda incorpora, de forma orgânica, influências de artistas e bandas como Tame Impala, Marina Lima, Terno Rei, Titãs e The Strokes, resultando em uma identidade musical contemporânea, atmosférica e, ao mesmo tempo, acessível.

Inserida no cenário independente regional, a Flores de Plástico vem consolidando sua trajetória por meio de uma atuação ativa e estratégica, não apenas nos palcos, mas também na articulação cultural.

A banda tem investido na realização de minifestivais e eventos autorais, fortalecendo a cena local e ampliando sua conexão com o público. A cada apresentação, conquista novos ouvintes, reforçando uma base de fãs que cresce de forma consistente e engajada.

No campo criativo, suas composições funcionam como verdadeiras crônicas urbanas, abordando relacionamentos, afetos, rupturas e dilemas existenciais com profundidade e autenticidade.

Essa carga emocional é equilibrada por uma estética sonora envolvente, marcada por grooves dançantes, camadas de sintetizadores, guitarras bem trabalhadas e arranjos cuidadosamente elaborados, que ampliam a experiência sensorial do ouvinte.

Até o momento, a banda acumula sete singles lançados e um EP composto por cinco faixas, consolidando um repertório coeso e em constante evolução. Além disso, o grupo já projeta novos passos para sua discografia, com três lançamentos colaborativos previstos para 2026, sinalizando uma fase de expansão criativa e fortalecimento de parcerias dentro da música independente.

Segue abaixo entrevista exclusiva com a banda Flores de Plástico para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 24/04/2026:

01) RitmoMelodia: Qual a formação da banda Flores de Plástico?

Banda Flores de Plástico:A formação atual da banda: Luli Nepomuceno nos vocais, trazendo presença e identidade à frente do projeto; Murillo Peres nos teclados e sintetizadores, responsável pelas texturas e atmosferas sonoras; Gabriel Cabral na bateria, sustentando a base rítmica com precisão; Arthur Bergo no contrabaixo, contribuindo com linhas marcantes e pulsantes; Érico Campos na guitarra, adicionando camadas melódicas e energia às composições. Juntos, os integrantes constroem uma linguagem musical coesa, que reflete tanto a individualidade de cada músico quanto a força do coletivo.

02) RM: Qual a formação musical e/ou acadêmica fora da área musical dos músicos da banda?

Banda Flores de Plástico:A banda é formada por músicos com trajetórias diversas, que se complementam artisticamente. Embora a base principal seja a vivência prática e criativa dentro da música, os integrantes também possuem experiências acadêmicas e profissionais fora do meio musical, o que contribui para uma visão mais ampla, estratégica e organizada da carreira.

03) RM: Quantos álbuns e singles lançados?

Banda Flores de Plástico:A banda lançou um EP, composto por cinco músicas, além de sete singles já disponíveis nas plataformas digitais.

04) RM: Como você define seu estilo musical da banda?

Banda Flores de Plástico:Definimos nosso som como um Pop Rock Indie com forte identidade contemporânea, guiado por uma estética sensível, atmosférica e com olhar feminino. Misturamos elementos dançantes com camadas emocionais profundas.

05) RM: Você estudou técnica vocal?

Banda Flores de Plástico:Sim, o estudo de técnica vocal é parte importante do desenvolvimento artístico, especialmente para quem está à frente dos vocais.

06) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Banda Flores de Plástico:É fundamental o estudo de técnica vocal para garantir longevidade da voz na carreira, melhorar a performance ao vivo, evitar lesões e ampliar possibilidades interpretativas.

07) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Banda Flores de Plástico:Os prós são a liberdade criativa e o controle total sobre a carreira. Os contras envolvem a necessidade de assumir múltiplas funções, além de limitações financeiras e estruturais.

08) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Banda Flores de Plástico:Trabalhamos com planejamento de lançamentos, presença digital constante, produção de eventos próprios e construção de networking dentro da cena independente.

09) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Banda Flores de Plástico:Produção de mini-festivais, organização de shows autorais, parcerias com outros artistas e investimento contínuo em identidade visual e marketing digital.

10) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Banda Flores de Plástico:A internet ajuda na divulgação, no alcance de público e na democratização do acesso. Por outro lado, aumenta a concorrência e exige constância e estratégia para se destacar.

11) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Banda Flores de Plástico:A vantagem é a autonomia criativa e redução de custos. A desvantagem pode ser a limitação técnica e a ausência de uma equipe especializada em alguns momentos.

12) RM: Como você analisa o cenário do Rock no Brasil? Em sua opinião, quais foram as revelações musicais nas últimas décadas?

Banda Flores de Plástico:O Rock no Brasil continua vivo, mas mais nichado. A cena independente tem revelado muitos artistas relevantes, especialmente dentro do Indie, que vêm renovando a linguagem e dialogando com novas gerações.

13) RM: O que os deixam mais feliz e mais triste na carreira musical?

Banda Flores de Plástico:O mais gratificante é a conexão com o público e ver as músicas ganhando significado na vida das pessoas. O mais difícil são os desafios estruturais e a instabilidade da carreira independente.

14) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Banda Flores de Plástico:Acreditamos que o “dom” existe como uma predisposição, mas ele só se desenvolve plenamente com prática, estudo e dedicação contínua.

15) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Banda Flores de Plástico:Existe improvisação, mas ela geralmente é baseada em repertório, estudo e experiência acumulada. É liberdade construída sobre conhecimento.

16) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Banda Flores de Plástico:Tenha persistência, disciplina e verdade artística. Entenda que além da arte, existe gestão, planejamento e resiliência envolvidos.

17) RM: Festival de Música revela novos talentos?

Banda Flores de Plástico:Sim, festivais de música são importantes vitrines e ajudam a dar visibilidade para artistas emergentes, além de fortalecer a cena.

18) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Banda Flores de Plástico:A cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira ainda é limitada e concentrada, muitas vezes priorizando artistas já consolidados.

19) RM: Apresente a cantor, compositora, DJ Thewinter.

Banda Flores de Plástico: TheWinter é mais do que um projeto musical; é uma experiência transmídia que transcende as fronteiras tradicionais da arte e da música.

Levando a trilha sonora de TheOdyssey para o palco, TheWinter imerge o público em um universo auditivo e visual singular. A jornada começou na vibrante cena da música eletrônica quando Priscila Winter iniciou sua carreira como DJ em 2016, fazendo apresentações memoráveis ​​em eventos como o Universo Paralello.

Sua paixão pela produção musical a levou a uma colaboração com o músico e produtor André Paixão, resultando em uma fusão de música eletrônica com trilhas sonoras inspiradas em Giorgio Moroder, H.R. Giger, Serpieri e Jean-Michel Jarre. A banda de electro-industrial é formada por Priscila Winter (CDJ, vocais, sintetizadores), Nervoso (bateria, backing vocals), Godinho (baixo) e Albert Cruz (guitarra elétrica). Essa mistura de elementos analógicos e digitais cria uma paisagem sonora única, proporcionando uma jornada musical e visual cativante.

Em 2025, TheWinter expande seu universo transmídia com Space Wagon – The Psychedelic Universe of Allie O., um podcast de ficção científica que mescla narrativa, design de som imersivo e música eletrônica. Disponível em português e inglês, a série aprofunda a mitologia de TheOdyssey e convida o público para uma experiência multidimensional.

Como parte do coletivo Rockarioca, com 13 singles lançados, TheWinter está pronto para deixar sua marca com seu álbum de estreia e o curta-metragem Venus Calling em 2026, reforçando seu papel como uma força pioneira na música e arte transmídia.

20) RM: Thewinter, quais as influências musicais no passado e no presente. e quais deixaram de ter importância para você?

Thewinter: Sempre gostei de cantar e sempre me imaginei artista. Minha primeiríssima referência foi, sem dúvida nenhuma: Rita Lee. Me lembro que, aos quatro anos de idade, eu escrevi o nome dela na areia da praia da Barra da Tijuca – RJ com um graveto e a onda apagou. Tenho claramente esta lembrança. A Rita Lee, dediquei um álbum inteiro, regravando vários hits.

Para quem gosta de cantar, quanto mais notas longas, melhor, então em seguida, vieram Elis Regina, Caetano Veloso, Chico Buarque. Lembro-me que, aos doze anos de idade, eu cantava músicas que Emilinha Borba interpretou nos seus álbuns e a minha mãe ficava impressionada de onde eu tirava isso, já que ninguém nem escutava Emilinha Borba! Dos meus pais, vieram a influência da Disco Music dos anos 70 e a música clássica.

Ainda criança, as boas rádios da época, trouxeram as bandas nacionais Blitz, Legião Urbana, Kid Abelha e Os Abóboras Selvagens, Os Paralamas, Lulu Santos e todas aquelas bandas e artistas maravilhosos dos anos 80. Eu simplesmente conhecia e adorava todos.

Em seguida, já na adolescência, aconteceu uma curiosidade: eu não era muito boa em matemática e ficava em recuperação. Para tirar o tédio dos exercícios, eu comecei a estudar, ouvindo rock muito pesado. Achava que era a combinação perfeita, pois eu ficava mais inteligente. E até passei a gostar mais de matemática.

Eu já vinha do rock nacional, então ali, eu mergulhei profundamente em todas as eras do rock: anos 50, Woodstock, clássicos dos anos 60 e 70, rock eletrônico dos anos 80, indie rock dos anos 90 etc. Nessa época, eu praticava bodyboarding também, então era fissurada em surf music, bandas australianas e reggae.

Como eu sempre gostei de dançar, também não posso deixar de mencionar que todo o pop me representa: Madonna, Michael Jackson, George Michael, Cindy Lauper etc. Nos anos 90, entraram novos artistas no meu repertório, advindos da MTV, Hollywood Rock e Rock In Rio, além do Hip-Hop. Também nessa época, ainda sonhando em ser cantora, Marisa Monte e Cássia Eller tiveram muita presença na minha vida. Até Axé, eu escutei. Vê se pode! Sem esquecer de mencionar Ivete Sangalo, é claro.

Na virada de 2010 para 2011, aconteceu o meu turning point: eu saí do Rio de Janeiro para passar um festival na Bahia, sem ter a mínima ideia para onde estava indo, mas com a certeza de que eu iria ouvir axé music. Só que não. Eu fui parar no Universo Paralello, o maior festival de música eletrônica do Brasil, que mudou a minha vida completamente, ao ponto de querer ser DJ e (re)construir toda a minha vida baseada nesse foco.

Nunca mais ouvi axé music e um bando de artistas que aqui mencionei, além do reggae que já tinha me dado ojeriza também e passei a achar muito artista chato e banda ruim. A música eletrônica, definitivamente, foi uma lavagem cerebral no meu repertório.

Hoje, posso dizer que os sons que mais me identifico e escuto são Rock e Música Eletrônica. E todas as infinitas vertentes de ambos. Exceto EDM (na música eletrônica) e heavy metal pesado.

21) RM: Thewinter, você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Thewinter: Como música é entretenimento, todo entretenimento só tem dois caminhos para acontecer: ou fura-se a bolha sozinha, numa sorte tremenda, ou sim, paga-se para ser notado.

22) RM: Thewinter, quais os seus projetos futuros?

Thewinter: Eu sou criadora de um IP e desenvolvo um projeto transmídia chamado TheOdyssey. Este projeto surgiu a partir das minhas músicas autorais – uma fusão de música eletrônica com trilha sonora – em parceria com o produtor André Paixão (Nervoso). Meus contatos são: https://linktr.ee/Thewinterdj e https://www.instagram.com/Thewinterdj

A princípio, meu objetivo como Thewinter era ser DJ do underground, mas com a presença dos sintetizadores eu despertei para criação de narrativas para as músicas, que acabaram se transformando em um grande projeto de entretenimento.

Além das músicas, que acabaram se tornando a trilha sonora das narrativas, TheOdyssey já tem lançado a áudio série ‘Space Wagon – O Universo Psicodélico de Allie O. (PORT/ENG).

Serão lançados: um curta-metragem e o primeiro livro da saga do épico de ficção científica. O ano de 2026 começou acelerado: além dos projetos mencionados, recentemente lancei a música “Lembranças” em parceria com a banda Flores de Plástico. E já em abril, serei residente da rádio Function.FM com a programação mensal Thewinter IN TheHouse, em que trarei editorial, curadoria e mixagem ao vivo.

23) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?

Banda Flores de Plástico:[email protected] | https://www.instagram.com/floresdeplasticooficial

Canal: https://www.youtube.com/@floresdeplasticooficial

Lembranças – Flores de Plástico e Thewinter: https://www.youtube.com/watch?v=WjjXV-JzvMg

Playlists: https://www.youtube.com/@floresdeplasticooficial/playlists


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