Aquiles Faneco

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O guitarrista, violonista, produtor musical, compositor paulista Aquiles Faneco viveu seus primeiros 25 anos imerso na atmosfera tranquila e criativa da sua cidade natal, Rio Claro – SP. Depois, sua jornada artística o levou a viver em metrópoles vibrantes como Los Angeles, Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas – experiências que enriqueceram sua visão da música.

Desde a infância, Aquiles respirava arte. Cresceu cercado de inspiração, influenciado por sua mãe, artista plástica, e por um lar sempre cheio de cores, sons e encontros com outros artistas. Ainda menino, dividia seu tempo entre o desenho, os esportes e o aeromodelismo, até que descobriu a música, e tudo mudou.

A paixão surgiu ao ouvir os discos de Elvis Presley, Chuck Berry e Eric Clapton. Aqueles sons despertaram algo poderoso: o desejo de ser músico. Aos 12 anos, começou a estudar violão e, com a ajuda de seu primeiro professor, mergulhou no universo de grandes nomes como Jimi Hendrix, Joe Pass, George Benson, Hélio Delmiro e Pat Metheny, além de violonistas clássicos que ampliaram ainda mais seu repertório.

​Criativo e inquieto, rapidamente formou bandas com os amigos e teve a oportunidade perfeita para colocar em prática tudo o que aprendia. Logo, estava se apresentando em escolas, festinhas e festivais, dando os primeiros passos no caminho que o levaria a se tornar o que é hoje.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Aquiles Faneco para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 28/08/2026:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Aquiles Faneco: Nasci no dia 23/05/1969 em Rio Claro – SP. Registrado como Aquiles José de Oliveira Faneco.

    02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

    Aquiles Faneco: Comecei a estudar violão por volta dos 12 anos de idade. Curiosamente, uma das primeiras referências foi Elvis Presley — eu tinha um violãozinho que cheguei a pintar de preto tentando deixá-lo parecido com o dele. Mas meu contato com a arte veio antes da música. Minha mãe é pintora e restauradora e cresci cercado por quadros, cores e referências visuais. Meu avô, Aquiles, também tocava sanfona. Acho que a arte já estava no ambiente antes mesmo de eu perceber que seria músico.

      03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

      Aquiles Faneco: Minha formação sempre esteve muito concentrada na música. Estudei inicialmente Violão Popular, tive uma passagem pelo Conservatório de Tatuí – SP e pela música erudita, inclusive tocando contrabaixo acústico em orquestra.

        Depois estudei guitarra e harmonia com diversos professores no Brasil e me especializei no Guitar Institute of Technology, em Los Angeles, onde tive contato com músicos como Scott Henderson, Frank Gambale e Sid Jacobs. Mais tarde aprofundei harmonia com Cláudio Leal Ferreira e frequentei cursos de extensão e pós-graduação como aluno especial na UNICAMP. Fora da música, desenvolvi também trabalhos ligados à criação visual, tecnologia e webdesign.

        04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

        Aquiles Faneco: No início minhas influências eram muito ligadas ao rock, blues, jazz e à guitarra norte-americana. Com o tempo fui incorporando cada vez mais a música brasileira, soul, funk, pop e outras linguagens. Hoje minha influência é menos um determinado guitarrista e mais tudo aquilo que desperta alguma ideia estética. Não diria que antigas influências perderam importância; elas apenas deixaram de ser modelos a serem seguidos. O amadurecimento talvez seja justamente transformar referências em vocabulário próprio.

          05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?

          Aquiles Faneco: Comecei profissionalmente entre os 17 e 18 anos de idade (em 1987). Foi um processo bastante natural: em algum momento entendi que a música não seria uma atividade paralela, mas a profissão que eu havia escolhido. Desde então são mais de 35 anos divididos entre palcos, gravações, produção, ensino, composição e trabalhos como sideman.

            06) RM: Quantos álbuns lançados? Cite os álbuns que atuou como guitarrista/violonista?

            Aquiles Faneco: Tenho cinco álbuns lançados: Músicas de Guitarra (1999), Orgânico Trio (2004), Roots (2008), Cenas (2014) e Brasil Elétrico (2022), além de vários singles lançados posteriormente.

              Como guitarrista, violonista, arranjador, produtor ou diretor musical participei de mais de 50 CDs e DVDs, em trabalhos envolvendo artistas como Falamansa, Flávia Bittencourt, Luiz Melodia, Alceu Valença, Alcione, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Nando Cordel, Roberta Campos, Cris Delanno, Antúlio Madureira, Altemar Dutra Jr, Fernanda Porto, John Secada, Banda Black Rio, Artur Maia, Dulce Quental, Banda Rio Soul, Cláudio Zoli, Tânia Mara, Allison Lima e outros. Com orquestras: Zélia Duncan, Jota Pê, Zeca Baleiro, Sandra de Sá, Paulo Miklos, Frejat, Fafá de Belém, Paula Lima, Blitz, Derico, Ed Rock.

              07) RM: Como você define o seu estilo musical?

              Aquiles Faneco: Continuo gostando de uma definição que usei muitos anos atrás: sou jazzista na alma, principalmente pela relação com a improvisação. Mas minha música não é necessariamente Jazz. Ela transita pela música brasileira, blues, soul, funk, pop e pela linguagem da guitarra. Talvez a palavra mais correta seja fusão, mas hoje prefiro simplesmente pensar em música sem a obrigação de caber perfeitamente em uma prateleira.

                08) RM: Como é o seu processo de compor?

                Aquiles Faneco: Para mim existem dois momentos. Primeiro vem algo intuitivo: uma melodia, um acorde, um ritmo, uma atmosfera. Depois entra o trabalho racional, que organiza e desenvolve aquela matéria-prima. Compor é um bom equilíbrio entre deixar acontecer e saber o que fazer quando acontece. Muitas vezes também componho a partir da própria guitarra e da improvisação.

                  09) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

                  Aquiles Faneco: Sempre tive uma relação muito forte com os músicos com quem toco. Mesmo quando a composição parte de mim, considero a interação fundamental, porque baixo, bateria, percussão, piano ou voz podem modificar completamente uma ideia. Gosto mais da ideia de parceiros musicais do que simplesmente parceiros de assinatura. Música boa quase nunca acontece isoladamente.

                    10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

                    Aquiles Faneco: A grande vantagem é a liberdade. Você decide sua estética, seu repertório, seus prazos e até onde quer correr riscos. A desvantagem é que essa mesma liberdade vem acompanhada de responsabilidade: produção, divulgação, orçamento, contratos, redes sociais e planejamento muitas vezes recaem sobre o próprio artista. O músico independente precisa aprender a ser artista sem deixar de ser gestor.

                      11) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

                      Aquiles Faneco: Penso a carreira como um conjunto de frentes que precisam conversar: performance, produção artística, gravações, ensino, conteúdo digital e projetos específicos. Dentro do palco procuro entregar identidade e experiência; fora dele, é necessário pensar posicionamento, imagem, repertório, relacionamento profissional e continuidade. Talento sem estratégia pode produzir bons momentos; carreira exige construção.

                        12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

                        Aquiles Faneco: Produzo meus próprios projetos, desenvolvo cursos e materiais didáticos, trabalho com aulas presenciais e online, gravações, arranjos, produção musical, shows em diferentes formatos e produtos digitais. Acho importante entender que empreendedorismo artístico não significa transformar arte apenas em produto. Significa criar condições para que ela continue existindo.

                          13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?

                          Aquiles Faneco: A internet democratizou a divulgação e eliminou muitos intermediários. Hoje um músico pode produzir, ensinar, gravar e conversar diretamente com pessoas de qualquer lugar do mundo. Por outro lado, criou uma quantidade gigantesca de informação e uma certa ansiedade por presença permanente. Às vezes parece que é mais importante aparecer fazendo música do que fazer música.

                            14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home studio)?

                            Aquiles Faneco: De um tempo pra cá, podemos registrar uma ideia com qualidade que algumas décadas atrás exigiria um estúdio caríssimo. O problema aparece quando a possibilidade de corrigir tudo começa a substituir a preparação do músico. Eu gosto da tecnologia, mas gosto ainda mais quando existe alguma verdade antes do plugin.

                              15) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

                              Aquiles Faneco: Não penso no caminho da quantidade, mas na identidade. Depois de tantos anos tocando, minha preocupação é cada vez menos mostrar tudo o que sei fazer e cada vez mais reconhecer o que realmente tem a minha assinatura. Timbre, repertório, escolha das notas, espaço, dinâmica e interação dizem muito mais sobre um músico do que uma demonstração permanente de habilidade.

                                16) RM: Como você analisa o cenário musical brasileiro? Quem foram as revelações musicais nas duas últimas décadas, quem permaneceu com obras consistentes e quem regrediu?

                                Aquiles Faneco: O Brasil continua produzindo músicos extraordinários, talvez até mais do que o mercado consegue absorver. Gosto muito de artistas que apresentam identidade, como Hamilton de Holanda, Mestrinho, Yamandu Costa, Amaro de Freitas e, em outro universo, Jota Pê, entre vários outros.

                                  Temos também artistas de gerações anteriores que continuam produzindo música relevante porque nunca pararam de pesquisar. Não gosto muito de apontar quem “regrediu”. Uma carreira artística tem ciclos; às vezes o artista muda e às vezes somos nós que deixamos de nos identificar com aquilo que ele faz.

                                  17) RM: Quais as principais diferenças das técnicas e estudo do Violão e da Guitarra?

                                  Aquiles Faneco: Compartilham afinação e muitas estruturas, mas são instrumentos com comportamentos bastante diferentes. A guitarra envolve amplificação, diferentes possibilidades de timbres, efeitos, bends, articulação e uma relação muito particular entre as mãos e o equipamento. O violão exige outra relação com dinâmica, projeção, ataque e independência. Estudar um pensando que é simplesmente uma versão do outro limita os dois.

                                    18) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado e etc)?

                                    Aquiles Faneco: Depois de mais de 35 anos de carreira musical, já houve palco sem estrutura, equipamento que resolveu parar justamente na hora do show, cachê que virou promessa, públicos maravilhosos em lugares improváveis e situações em que a solução precisou ser musical e psicológica ao mesmo tempo. Mas isso também ensina uma coisa importante: profissionalismo é conseguir fazer música mesmo quando quase tudo ao redor decidiu colaborar para o contrário.

                                      19) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

                                      Aquiles Faneco: O que mais me deixa feliz é aquele momento em que a música realmente acontece entre os músicos e chega ao público. É difícil explicar, mas todo músico reconhece quando acontece. O que me entristece é perceber que muitas vezes a arte é tratada como algo supérfluo justamente em uma sociedade que precisa tanto dela.

                                        20) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

                                        Aquiles Faneco: No modelo tradicional de rádio comercial sempre existiram interesses econômicos muito fortes em torno da programação. Mas hoje eu já não colocaria a rádio como condição para uma carreira existir. Streaming, redes, playlists e comunicação direta com o público mudaram completamente essa equação. Prefiro construir audiência a depender de uma única porta de entrada.

                                          21) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

                                          Aquiles Faneco: Digo que estude muito, mas não estude apenas o instrumento. Aprenda a ouvir, trabalhar em grupo, cumprir horários, lidar com pessoas, administrar frustrações e entender o mercado. E tenha paciência. Técnica pode ser desenvolvida relativamente rápido; construir uma voz artística leva uma vida.

                                            22) RM: Quais os guitarristas que você admira?

                                            Aquiles Faneco: São muitos e por razões diferentes: Dos americanos Grant Green, Wes Montgomery, George Benson, Pat Metheny, John Scofield, Scott Henderson, Robben Ford, Jeff Beck, Jimi Hendrix, entre vários outros, e dos brasileiros Ricardo Silveira, Hélio Delmiro, Heraldo do Monte, Heitor TP, e os sul americanos Léo Amuedo e Torcuato Mariano. Hoje admiro menos o guitarrista que toca “mais” e mais aquele que você reconhece depois de três notas.

                                              23) RM: Quais os compositores eruditos que você admira?

                                              Aquiles Faneco: Bach é uma referência incontornável pela arquitetura musical. Gosto também de Debussy, Ravel, Stravinsky e Villa-Lobos. Mesmo trabalhando predominantemente com música popular, há nesses compositores soluções harmônicas, melódicas, rítmicas e de textura que atravessam estilos.

                                                24) RM: Quais os compositores populares que você admira?

                                                Aquiles Faneco: Tom Jobim, Dori e Dorival Caymmi, Ivan Lins, Milton Nascimento, Djavan, Chico Buarque, Gilberto Gil, Edu Lobo, Caetano Veloso, Stevie Wonder, Sting, Enio Morricone, Henry Mancini, e muitos outros. Tenho especial interesse por compositores cuja música continua revelando coisas depois de muitas audições.

                                                  25) RM: Quais os compositores da Bossa Nova que você admira?

                                                  Aquiles Faneco: Tom Jobim está no centro, sem dúvida. João Gilberto não é lembrado principalmente como compositor, mas sua maneira de reorganizar ritmo, harmonia e interpretação mudou definitivamente a música brasileira. Também admiro Carlos Lyra, Roberto Menescal, Johnny Alf e Marcos Valle, entre outros.

                                                    26) RM: Você criou algum método para o estudo da Guitarra/Violão?

                                                    Aquiles Faneco: Sim. Ao longo de quase 40 anos ensinando fui desenvolvendo meu próprio material e uma maneira muito particular de organizar o estudo.

                                                    Minha preocupação sempre foi diminuir a distância entre compreender um conceito e conseguir transformá-lo em música. Tocar bem é mais do que dominar técnica, é compreender o som, sentir o ritmo e transformar conhecimento em expressão!

                                                      29) RM: Quais dos seus métodos que estão à venda?

                                                      Aquiles Faneco: Alem das aulas particulares, tenho materiais e cursos online, entre eles os cursos: “Guitarra Criativa” e “Voinicings e Clichês Harmônicos” além do e-book “Extensões Melódicas”, todos disponíveis na plataforma Hotmart.

                                                        28) RM: Quais as principais técnicas que o aluno deve dominar para se tornar um bom Guitarrista/Violonista?

                                                        Aquiles Faneco: Mais do que colecionar técnicas, é preciso desenvolver ritmo, articulação, dinâmica, percepção, conhecimento harmônico, domínio do braço, repertório e principalmente capacidade de ouvir. Técnica serve para transformar uma intenção musical em som. Quando ela vira o objetivo final, existe o risco de termos muito mecanismo e pouca música.

                                                          29) RM: Quais os principais vícios e erros que devem ser evitados pelo aluno de Guitarra/Violão?

                                                          Aquiles Faneco: Tocar sempre rápido demais, estudar sem metrônomo, ignorar ritmo, decorar desenhos sem entender os sons, negligenciar dinâmica e achar que tocar sozinho no quarto é suficiente. Outro erro bastante comum é passar mais tempo procurando material novo do que estudando profundamente o que já possui.

                                                            30) RM: Quais os principais erros na metodologia de ensino de música?

                                                            Aquiles Faneco: Ensinar todos os alunos como se fossem a mesma pessoa. Cada um possui referências, dificuldades, tempo disponível e objetivos diferentes. Outro problema é transformar teoria em um fim. O aluno não precisa apenas saber o nome de uma escala; precisa ouvir aquilo, reconhecer e conseguir fazer música com ela.

                                                              31) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

                                                              Aquiles Faneco: Acredito que existam predisposições: percepção mais rápida, coordenação, memória, sensibilidade rítmica. Podemos chamar isso de dom. Mas o dom sem trabalho costuma chegar menos longe do que uma pessoa curiosa, disciplinada e apaixonada.

                                                                32) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

                                                                Aquiles Faneco: Improvisar é compor em tempo real utilizando um vocabulário que foi construído anteriormente. Há conhecimento de escalas, acordes, ritmo e linguagem, mas há também risco, escuta e reação ao momento. É exatamente essa combinação entre preparação e imprevisibilidade que constitui o que chamamos de improvisação.

                                                                  33) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

                                                                  Aquiles Faneco: O método organiza o caminho e apresenta possibilidades que talvez o aluno demorasse muito para descobrir sozinho. O risco é acreditar que improvisar é simplesmente aplicar escalas sobre acordes. Quando o método substitui a escuta, ele deixa de ensinar improvisação e passa a ensinar combinações matemáticas.

                                                                    34) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

                                                                    Aquiles Faneco: Existem s duas duas formas de improvisação. Ninguém improvisa do nada; carregamos tudo o que ouvimos e estudamos. Mas a maneira como combinamos esse repertório naquele segundo pode ser genuinamente nova. É parecido com uma conversa: aprendemos todas as palavras antes, mas não decoramos tudo o que vamos dizer.

                                                                      35) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

                                                                      Aquiles Faneco: Harmonia é uma ferramenta extraordinária para compreender relações e ampliar possibilidades. O problema acontece quando o músico começa a acreditar que a teoria veio antes da música. A teoria explica algo que já aconteceu artisticamente. É um mapa muito útil, mas ninguém deve confundir o mapa com a viagem.

                                                                        36) RM: É mais importante tocar muitas notas por compassos ou tocar só o que a música pede?

                                                                        Aquiles Faneco: Tocar o que a música pede. E eventualmente ela pode pedir muitas notas. O problema nunca foi a quantidade; é a falta de intenção. Uma nota colocada no lugar certo pode dizer mais do que vinte, e vinte notas extraordinárias podem ser exatamente o que aquele momento necessita. Música não é concurso de economia nem de velocidade, é equilíbrio e graça!

                                                                          37) RM: Quais os prós e contras de ser multi-instrumentista?

                                                                          Aquiles Faneco: A vantagem é ampliar a compreensão de arranjo, composição e função de cada instrumento, e com isso ter mais possibilidades de trabalhos. O risco é desenvolver uma relação superficial com todos eles. Particularmente gosto de conhecer outros instrumentos, mas sempre soube qual é a minha casa: a guitarra.

                                                                            38) RM: Quais os seus projetos futuros?

                                                                            Aquiles Faneco: Continuar produzindo música, mas cada vez mais selecionando projetos que façam sentido artístico. Tenho trabalhado em novos formatos de shows, projetos em duo, música instrumental, gravações e também na expansão dos cursos e materiais didáticos online. Depois de muitos anos de carreira, meu interesse não é simplesmente fazer mais coisas — é fazer coisas melhores, que me conectem mais com as pessoas!

                                                                              39) RM: Quais seus contatos?

                                                                              Aquiles Faneco: www.aquilesfaneco.com.br | [email protected] | https://linktr.ee/aquilesfaneco | https://www.instagram.com/aquiles_faneco

                                                                                Canal: https://www.youtube.com/@GUITARRACRIATIVAAquilesFaneco

                                                                                Podcast com o Guitarrista Aquiles Faneco: https://www.youtube.com/watch?v=4e4-8U6VVGs


                                                                                Compartilhe conhecimento

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