A arte que permanece: o que eu percebi ao fazer a turnê de um álbum lançado há 13 anos, por Karol Conká

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(Foto: Divulgação)

A rapper Karol Conká é a sétima convidada da Coluna Pop, um espaço no POPline para os artistas expressarem suas opiniões, anseios e perspectivas sobre música e mercado, e compartilharem histórias pessoais, em comemoração aos 20 anos do portal.

A arte que permanece: o que eu percebi ao fazer a turnê de um álbum lançado há 13 anos, por Karol Conká
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Fala, pessoal do POPline! Aqui é a Karol Conká.

Quero começar agradecendo a essa equipe incrível pelo espaço aberto para mim aqui na coluna. Quando veio o convite, eu sabia que não queria entregar um texto genérico. A minha ideia era ter uma conversa sincera e direta com vocês, compartilhando o que de fato está se passando na minha cabeça e no meu coração neste momento da minha caminhada.

O Batuk Freak, meu álbum de estreia, foi lançado há mais de 13 anos. Ele foi o resultado de uma vida inteira de bagagens, referências e vivências de tudo o que eu já tinha passado, mesmo tão jovem. Quando a minha essência se uniu à genialidade do produtor NAVE, o disco tomou forma como uma arte feita sem pedir licença ou seguir manuais. Ele virou um marco no rap e na música brasileira justamente por carregar pura verdade.

Com o passar dos anos, meus fãs nunca pararam de pedir: “Karol, revisita essa era, traz o Batuk de volta!”. Eu entendia perfeitamente esse sentimento de nostalgia, porque ele carrega muito afeto. Ouvindo essa vontade do meu público, resolvi abraçar esse movimento e colocar na rua a turnê Especial Batuk Freak, cantando o disco na íntegra.

E ver o que está acontecendo nesses shows só confirma tudo aquilo em que sempre acreditei. Olhar lá do palco e ver a galera que ouvia esse som na adolescência cantando cada verso a plenos pulmões e revivendo memórias me trouxe uma reflexão sobre o impacto real da música na vida das pessoas. A minha maior busca sempre foi fazer arte atemporal. Eu recuso a ideia de música descartável; eu crio para que o som continue batendo forte por décadas, atravessando gerações e carregando sentimentos, memórias e experiências reais.

Revisitar o Batuk Freak agora não é viver do passado ou tentar repetir uma receita. De lá pra cá eu amadureci, acumulei ainda mais bagagem e expandi minhas referências. O som que estou criando hoje reflete a mulher e a artista que me tornei. A essência da minha entrega continua a mesma, e essa segue sendo a régua que uso para medir meu futuro: a sede de criar algo genuíno, eterno e duradouro.

Essa turnê é um presente para vocês que caminham comigo, mas também é o meu lembrete diário de que, quando a arte é de verdade, o tempo não apaga, ele consolida.

Confira as outras edições da Coluna Pop no POPline!


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