Mônica Marina
Mônica Marina consolida trajetória na música e prepara novo EP autoral para as plataformas digitais. A cantora e compositora paulistana reúne quase três décadas de carreira, três trabalhos fonográficos, premiações e uma nova fase voltada à produção autoral.
Natural da Mooca, tradicional bairro da cidade de São Paulo, a cantora e compositora Mônica Marina construiu uma trajetória marcada pela versatilidade, dedicação à música brasileira e intensa atuação em palcos do interior paulista. Após iniciar sua carreira profissional em 1996, a artista vem conquistando reconhecimento por sua interpretação, presença de palco e, mais recentemente, por suas composições próprias.
Seu primeiro CD foi lançado em 2000, com apoio cultural da Brastemp, marcando o início de uma discografia que seria ampliada posteriormente com novos trabalhos lançados em 2007 e 2012. Após o primeiro álbum, Mônica intensificou sua agenda artística, realizando apresentações em eventos culturais, casas noturnas e festivais em diversas cidades do estado de São Paulo.
Ao longo da carreira, desenvolveu importantes parcerias musicais. Trabalhou ao lado do violonista Felipe Gonçalves e contou com a colaboração de músicos renomados de Piracicaba, entre eles os professores Nilton Lopes, Du Barsotti e Jair Pires. Atualmente, divide os palcos com o músico, parceiro artístico e marido André Moschetta, que a acompanha em bares, casas noturnas, festas e eventos.
Entre os momentos marcantes de sua carreira está a abertura do show da cantora Alcione, realizada em 2006, no Clube Ginástico, em Rio Claro. A artista também participou como atração musical em tradicionais eventos como Festas das Nações, comemorações promovidas pelo Lions Clube e celebrações de Réveillon.
Nos últimos anos, Mônica Marina passou a dedicar especial atenção ao trabalho autoral, ampliando sua atuação também como compositora. Essa nova fase culmina no lançamento de um EP inédito, previsto para 2024/2025, que estará disponível nas principais plataformas digitais e reforça sua identidade artística.
Em 2025, a cantora conquistou mais um importante reconhecimento ao vencer o Concurso Canto Maduro 2, realizado em Rio Claro, reafirmando sua qualidade vocal e interpretação. Paralelamente, apresenta o espetáculo “Mônica Marina canta Marisa Monte”, um tributo à consagrada artista brasileira, acompanhada de banda e com participação do guitarrista convidado Aquiles Faneco.
Com quase 30 anos de carreira, Mônica Marina segue ampliando sua presença no cenário musical brasileiro, conciliando interpretações de grandes clássicos com um repertório autoral que evidencia sua maturidade artística e sensibilidade como compositora.
Segue abaixo entrevista exclusiva com Mônica Marina para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 22/07/2026:
01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?
Mônica Marina: Nasci no dia 06/08/1964, no bairro da Mooca em São Paulo. Registrada como Mônica Marina Bonifácio da Silva.
02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.
Mônica Marina: Desde pequena tive contato com a música. Minha mãe (Marly Laura Carreira da Silva) e meu irmão mais velho (Décio Bonifácio da Silva) eram pianistas. Meus pais sempre gostaram de receber visitas e ouvir música em casa e eu cresci ouvindo muita música boa: Chico Buarque, Gilberto Gil, Fafá de Belém, Joana, Benito de Paula, Agepê, Alcione, Clara Nunes, Bete Carvalho, Martinho da Vila, Roberto Carlos, Beatles, Elvis Presley, Berry White, Frank Sinatra e muitos outros.
03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?
Mônica Marina: Sou formada e pós graduada em Nutrição, pela Faculdade São Camilo – SP. Estudei violão e canto (estudo até hoje), estudo empírico.
04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?
Mônica Marina: Fui casada (de 1981 a 2000) com o baterista Fernando Gonçalves, um músico de carreira consagrada, que trabalhou com Vanderléia, Raul Seixas, Jessé, Belchior, Vanderlei Cardoso, Sílvio Brito, Angela Maria, Joelma, entre outros. Então, eu sempre estava em shows profissionais e tudo me maravilhava e me influenciou bastante.
Comecei a cantar na noite em 1996 com as preferências marcantes com cantores que sempre admirei demais como: Elis Regina, Leila Pinheiro, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Marisa Monte, Jane Duboc, Rita Lee, Lulu Santos, Marina Lima e muitos outros. Meu repertório foi se ampliando cada vez mais nessa trajetória de 30 anos. A música sempre fez parte da minha vida e hoje, ainda mais, depois que comecei a compor e gravar minhas músicas próprias.
05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?
Mônica Marina: Em 1992 me mudei com a família (Fernando Gonçalves e dois filhos: Flávio Gonçalves da Silva, Felipe Gonçalves da Silva) para Rio Claro – SP. Em 1996 comecei a cantar na noite do interior de São Paulo, então tudo começou em Rio Claro, num pequeno Restaurante LDC, bem no centro da cidade e desde então venho me apresentando em bares, restaurantes, eventos, festas particulares, clubes, Hotéis, Festivais, Concursos e sempre ampliando pelas cidades próximas e São Paulo.
06) RM: Quantos álbuns lançados?
Mônica Marina: Três álbuns: “Uma voz na noite” (1999); O melhor do samba (2007); “Um pouco de mim” 2012. E um EP que se encontra nas plataformas digitais, com cinco músicas inéditas e próprias: “Mônica Marina” (2025). Atualmente, estou no estúdio gravando mais cinco músicas inéditas.
07) RM: Como você define seu estilo musical?
Mônica Marina: MPB e Samba, mas passeio por todos os estilos musicais.
08) RM: Você estudou técnica vocal?
Mônica Marina: Sim, e continuo me aperfeiçoando sempre. Professores: Irme Magno Brasil, Filomena Camilo, Aislan de Jesus, Maria do Carmo Diniz e atualmente com Nathielle Rodrigues.
09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?
Mônica Marina: Importância máxima o estudo de técnica vocal. A Voz é meu instrumento de trabalho tanto no atendimento nutricional como na voz cantada. Requer cuidados diários e constantes.
10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?
Mônica Marina: Elis Regina, Leila Pinheiro, Jane Duboc, Marisa Monte, Rita Lee, Marina Lima, Gal Costa, Adriana Calcanhoto, Kid Abelha, Djavan, Jorge Vercilo, Ivan Lins, Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Toquinho, Guilherme Arantes, Lenine, Zé Ramalho, Alceu Valença, Elba Ramalho, Gonzaguinha, Alcione, Bete Carvalho, Clara Nunes, Martinho da Vila, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ivete Sangalo e muitos outros.( MPB E SAMBA, todos).
11) RM: Como é seu processo de compor?
Mônica Marina: Escrevo a letra e cantarolo no celular gravando a idéia da melodia. Depois vou aperfeiçoando até ficar como imaginei e me agrade. Depois peço para músicos profissionais escreverem a partitura do que fiz intuitivamente. Sempre dá certo!
12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?
Mônica Marina: Meus parceiros: André Moschetta (esposo), Jair Pires e Rodrigo Sperandio.
13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?
Mônica Marina: Prós: poder escolher os gêneros musicais que quero cantar livremente. Gravar as músicas que gosto mais e as minhas próprias canções autorais. Aceitar ou não participar de algum evento, conforme as características e identificação com o referido evento.
Contras: não ter apoio de uma equipe técnica para realizar os eventos e principalmente, para marcar datas para shows mais bem renumerados e em evidência; Cachês menores.
14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?
Mônica Marina: Atualmente: ter uma pessoa cuidando das redes sociais( marketing) , além de mim para postar os principais acontecimentos e fatos que estão acontecendo na carreira. Contar com uma assessora de imprensa para divulgar meus shows e acontecimentos em blogs, sites , jornais e TV. Ter maior visibilidade como artista da área musical.
15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?
Mônica Marina: Divulgo meu trabalho no Instagram e Facebook. Tenho um assessora de imprensa para me ajudar a estar em evidências nas mídias ( Jornais, Rádios e TVs). Continuo compondo minhas músicas próprias, além de fazer shows com músicas já conhecidas. Quando componho logo efetuo o registro das novas canções na Biblioteca Nacional.
Tenho feito a gravação de músicas inéditas e próprias em estúdio local. Depois fazemos a divulgação das músicas nas plataformas digitais e nas redes sociais (Instagram e Facebook). Escrita de projetos culturais relacionados à musica. Atualmente estou em busca de patrocínio para Projeto Mônica Marina canta Adoniran Barbosa aprovado pela Lei Rouanet e em fase de captação de verba para realização.
16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?
Mônica Marina: A internet tira o artista do anonimato. Divulga shows. Traz novos seguidores. Ajuda a vender shows.
17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?
Mônica Marina: Tornar possível a gravação de um disco com músicas próprias. Grande concorrência nas plataformas digitais. Alcançar um número significativo de ouvintes das músicas gravadas e postadas nas plataformas digitais.
18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?
Mônica Marina: Procuro ter um produtor musical competente e bons músicos para fazer as gravações de músicas inéditas. Tornar o trabalho de boa qualidade. Divulgo minhas músicas nas plataformas digitais e Youtube.
19) RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira? Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?
Mônica Marina: Cantores com Vanessa Da Mata, Djavan, Seu Jorge, Ivete Sangalo, Maria Rita, Lenine, Jorge Vercillo, Ana Carolina e Marisa Monte sabem administrar muito bem suas carreiras. Os admiro por isso.
20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?
Mônica Marina: Fazer o Carnaval em um lugar que não houve público, porque a cidade tinha pelo menos 8 blocos gratuitos na cidade e não receber o cachê.
21) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?
Mônica Marina: Feliz: cantar com bons músicos e gravar minhas músicas. Triste: dificuldade para entrar em certos circuitos musicais, que dariam projeção e melhoras financeiras para mim e para os músicos que me acompanham.
22) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?
Mônica Marina: Sim existe. A pessoa pode nascer com uma voz muito bonita, mas só o dom não resolve. É necessário desenvolver a voz aprendendo a usá-la atrás de orientações técnicas pertinentes, ou seja, ter professores de canto e até fonoaudiólogos envolvidos no desenvolvimento e cuidados com a voz.
23) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?
Mônica Marina: Criar algo diferente e brilhante no meio de uma música comum. Fazer diferente do convencional e destacar partes que se tornam marcantes em uma música. Isso a torna uma música bem construída, bonita e especial. Gosto muito de ter esse tipo de recurso nas minhas composições.
24) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?
Mônica Marina: Acredito que os improvisos bem feitos são aqueles que são estudados, feitos durante ensaios e experimentados de alguma forma. Pode até haver um algo mais no momento da execução, mas o básico deve ser elaborado antes.
25) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?
Mônica Marina: Um improviso absoluto pode não dar um bom resultado. Entretanto, se o músico se dedica, estuda e aprende a criar improvisos bonitos, aí sim isso se torna um diferencial de muito valor em uma música. Gosto de trabalhar com ensaios em minhas bandas, dando liberdade para os músicos criarem solos bonitos. Porém, acredito na disciplina e dedicação de todos os envolvidos nos projetos musicais para ser um trabalho de boa qualidade.
26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?
Mônica Marina: Estudar sempre é positivo, não vejo nada de negativo em estudar harmonia. Ganhei muita experiência na música cantando na noite nesses últimos 30 anos, usando em meu repertório músicas de cantores(as) que valorizam a harmonização musical. Sei que os músicos sempre tem grande resultados com esses estudos.
27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?
Mônica Marina: Música é um produto e para existir, vender e aparecer para o grande público são feitos investimentos consideráveis. Não considero uma situação democrática, mas na prática é o que acontece. Poucas rádios tocam músicas por vontade própria e sem interesses econômicos.
28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?
Mônica Marina: Seja persistente e junte-se com pessoas competentes e que tenham a ver com você. Escreva bons projetos, busque apoio de algumas empresas e reze bastante para encontrar seu caminho certo.
29) RM: Festival de Música revela novos talentos?
Mônica Marina: Sim revela. No Brasil tivemos grandes nomes que foram revelados em festivais. Elis Regina, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Gilberto Gil, Rita Lee, Jessê, Jair Rodrigues e muitos outros. São oportunidades reais de mostrar o talento e habilidade que o músico possui.
30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?
Mônica Marina: Para os famosos há sempre espaço. Para os músicos menores nem sempre. O SESC, SESI e os diversos editais abertos para música abrem espaços para artistas desconhecidos do grande público. Artistas como eu se sentem entusiasmados ao participar das programações desses espaços culturais e de editais.
31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?
Mônica Marina: SESI, SESC E ITAÚ CULTURAL são equipamentos muito importantes para todos os artistas do Brasil, em especial os músicos, pois dão chances e oportunidades dos artistas realizarem seus trabalhos e existirem no cenário musical. Também oferecem uma infra estrutura ideal para bons espetáculos, em lugares agradáveis e com fácil acesso à população, ou seja, são espaços culturais, que além serem preocupados em levar entretenimento as pessoas, ajudam a Cultura a acontecer no Brasil! Estão de parabéns!
32) RM: Quais os seus projetos futuros?
Mônica Marina: Mônica Marina canta Adoniran Barbosa (na fase de realização). Mônica Marina Canta Rita Lee. Mônica Marina (músicas autorais). Temas marcantes das Novelas Brasileiras. Mulheres no samba.
33)RM: Quais seus contatos?
Mônica Marina: (19) 99767 – 8712 | https://linktr.ee/monicamarinacantora | [email protected] | https://www.instagram.com/monicamarinacantora
Assessoria de imprensa – Érika: (19) 99779 – 6622
Canal: https://www.youtube.com/@monicamarinacantora


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