Daniel Gnatali
Daniel Gnatali transita entre o folk-pop e a MPB em seu primeiro EP, “Antes do Sol”. Entre a névoa da madrugada e a luz do dia que se anuncia, Daniel Gnatali apresenta ANTES DO SOL, EP que inaugura um projeto dividido em dois lançamentos complementares.
Enquanto este primeiro trabalho se volta à suspensão, ao mistério e à contemplação, o segundo álbum, MANHÃ DE FESTA, previsto para ainda este ano, aponta para a experiência concreta, o corpo e a celebração. A novidade chega às plataformas digitais e pode ser conferida no link https://bfan.link/antes-do-sol
As canções de ANTES DO SOL transitam por um imaginário folk-pop com ecos das décadas de 1960 e 1970, dialogando com referências da canção internacional e da MPB. O repertório combina delicadeza melódica e elaboração harmônica em faixas que exploram temas como origem, deslocamento e transformação.
O EP abre com “Ventre a luz do mundo”, em atmosfera rarefeita, e percorre diferentes paisagens sonoras — do country-rock leve de “Estação” às baladas em inglês “Dear to Me” e “Lady Lo”, iniciadas ainda nos anos 2010 e agora finalizadas em estúdio. O fechamento com “Quando me mudei” marca um ponto de virada: ancorada no rock brasileiro dos anos 1970, a faixa articula deslocamento físico e reinvenção subjetiva, funcionando como ponte para o próximo lançamento.
“Antes do Sol” é um início. Ele representa o que ainda não foi revelado, mas que está em devir, em desvelo. E a memória. As atmosferas das canções são oníricas, sugerindo esse lugar onde o sonho e a realidade se confundem. Nessa espécie de preâmbulo do despertar, as letras falam de nascimento e pulsão de vida, mas também de nostalgia e resignação, sentimentos que são opostos complementares, como saudade e esperança – por vezes sentidos ao mesmo tempo. Mas entre a dúvida e a sublimação do mistério, os contornos são otimistas, dando ao EP um caráter contemplativo, onde a dor e a alegria convivem em paz – explica Gnatali.
A produção musical é assinada por Antonio Guerra, parceiro de longa data, responsável também pelos arranjos que ampliam as diferentes identidades do repertório, com coprodução de Gabriel Mayall nas duas faixas em inglês. Participam dos EPs as cantoras Nina Becker e Laura Becker — irmãs do compositor. Nina se destaca abrindo ANTES DO SOL, enquanto Laura fecha o arco na última faixa de MANHÃ DE FESTA, que conta também com a participação do grupo vocal Ordinarius e de Carlos Malta.
Em 2025, seu ano de estreia, foi premiado com seis troféus em festivais da canção no Rio de Janeiro e em Minas Gerais — incluindo “Música Revelação” e “Melhor Intérprete”. O talento vem de família, pois Daniel é sobrinho-neto de um dos maiores nomes da nossa música: Radamés Gnattali (arranjador, compositor e pianista, nascido no dia 27 de janeiro de 1906 em Porto Alegre – RS e falecido no dia 13 de fevereiro de 1988 no Rio de Janeiro).
O artista carioca apresenta neste lançamento um recorte significativo de sua produção enquanto mostra força no repertório recente, já munido de boas novas canções para o futuro próximo.
Com trajetória que transita entre a música e as artes visuais — assinando as capas de seus trabalhos —, Gnatali desenvolve uma obra marcada pela convivência de linguagens e pela atenção ao detalhe melódico. Ao longo dos anos, reuniu composições que atravessam diferentes momentos de sua vida, agora organizadas em um projeto que assume a dualidade como eixo central.
A divisão do projeto em dois EPs surge justamente do contraste entre esses universos. Em vez de diluí-los, Gnatali opta por evidenciar o movimento entre eles: do íntimo ao compartilhado, da introspecção à celebração. ANTES DO SOL é, assim, o início de um percurso que se desdobra ao longo do ano — uma passagem, do sonho à experiência.
Segue abaixo entrevista exclusiva com Daniel Gnatali para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 08/05/2026:
01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?
Daniel Gnatali: Nascido no dia 17/12/1985 no Rio de Janeiro – RJ.
02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.
Daniel Gnatali: Lembro da minha mãe, Lidia Becker, ouvindo a trilha sonora do filme “Help!”, dos Beatles, em fita K7 no carro. Eu era bem criança, não lembro a idade. E adorava as variações instrumentais do tema principal.
03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?
Daniel Gnatali: Eu cheguei a fazer faculdade de música na UNIRIO, onde meu pai (Roberto Gnattali) lecionou por mais de 30 anos. Mas na época já cursava desenho industrial. Assim, me formei como designer, logo incluindo a ilustração e as artes visuais no meu portfolio. Mas a música sempre correu em paralelo e a formação que me deu base foi a Escola Portátil (Casa do Choro, RJ), onde estudei por dois anos.
04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?
Daniel Gnatali: Do passado, muitas músicas de aberturas de seriados japoneses (Jaspion, Changeman, etc), animes, músicas de video game e metal. Do presente, gosto de escutar Hard Rock / AOR para malhar (risos) e tido uma inclinação para o forró, buscando conhecer mais o repertório de Dominguinhos, Cátia de França e Antonio Barros.
Também fico ligado em artistas da cena atual como a Ana Frango Elétrico e os Garotin. Mas carrego alguns medalhões que estão sempre junto: Beatles, Jorge Benjor e Gilberto Gil. Não sinto que alguma referência deixou de ter importância, pois todas fazem parte da minha personalidade e de alguma forma aparecem aqui e ali nas canções. Mas hoje, apesar de gostar, escuto muito menos metal, por exemplo.
05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?
Daniel Gnatali: Considero que comecei quando decidi gravar o disco a vera, em dezembro de 2023. Mas só fiz meu primeiro show solo (voz e violão) em julho de 2025 e lancei o primeiro single em outubro daquele mesmo ano. Cada passo parece um começo, uma estreia. Agora lancei o primeiro EP. O próximo passo é montar o show com banda completa, para o segundo semestre de 2026.
06) RM: Quantos álbuns lançados?
Daniel Gnatali: De trabalhos autorais na música, em 2026 lancei meu primeiro álbum “Antes do sol”.
FICHA TÉCNICA – ANTES DO SOL
1) Ventre a luz do mundo
Minutagem: 4’37’’
ISRC: BK5UK2600001
Autoria/ Música, letra: Daniel Gnatali
Produção musical: Antonio Guerra
Arranjo: Antonio Guerra, Daniel Gnatali
Engenharia de som/ Bateria, baixo: João Ferraz / Lontra Estúdios
Engenharia de som/ Piano, teclados: Antonio Guerra / Estúdio Amendoeiras
Engenharia de som/ Vozes: Daniel Sili / Estúdio Boca do Mato
Baixo: Pablo Arruda
Bateria: Claudio Infante
Guitarra: Gustavo Pereira
Percussão: André Siqueira
Piano, teclados: Antonio Guerra
Violões, voz: Daniel Gnatali
Voz: Nina Becker
Participação especial: Nina Becker
Mix: Duda Mello
Master: Alexandre Rabaço
2) Estação
Minutagem: 3’25’’
ISRC: BK5UK2500002
Autoria/ Música, letra: Daniel Gnatali
Produção musical, arranjo: Antonio Guerra
Engenharia de som/ Bateria, baixo: João Ferraz / Lontra Estúdios
Engenharia de som/ Banjo, guitarra, piano, violão: Antonio Guerra / Estúdio Amendoeiras
Engenharia de som/ Vozes: Daniel Sili / Estúdio Boca do Mato
Baixo: Pablo Arruda
Banjo: Marcelo Saboya
Bateria: Claudio Infante
Percussão: Mateus Xavier
Piano, synths: Antonio Guerra
Violão, vozes, coro: Daniel Gnatali
Participação especial: —
Mix: Duda Mello
Master: Alexandre Rabaço
3) Dear to me
Minutagem: 4’24’’
ISRC: BK5UK2600002
Autoria/ Música, letra: Daniel Gnatali
Produção musical: Antonio Guerra, Gabriel Mayall
Arranjo: Antonio Guerra, Daniel Gnatali, Gabriel Mayall
Engenharia de som/ Bateria, baixo: Musiversal
Engenharia de som/ piano: Antonio Guerra / Estúdio Amendoeiras
Engenharia de som/ Violão: Gabriel Mayall / Fábrica de Monstros
Engenharia de som/ Vozes: Daniel Sili / Estúdio Boca do Mato
Baixo: Bruno Migliari
Bateria: Filipe Caeiro
Guitarra: Daniel Gnatali
Arranjo de bateria: Marcelo Callado
Piano: Antonio Guerra
Violões, vozes: Daniel Gnatali
Participação especial: —
Mix: Duda Mello
Master: Alexandre Rabaço
4) Lady Lo
Minutagem: 3’28’’
ISRC: BK5UK2600003
Autoria/ Música, letra: Daniel Gnatali
Produção musical: Antonio Guerra, Gabriel Mayall
Arranjo: Antonio Guerra, Daniel Gnatali, Gabriel Mayall
Engenharia de som/ Bateria, baixo: João Ferraz / Lontra Estúdios
Engenharia de som/ Piano, teclados: Antonio Guerra / Estúdio Amendoeiras
Engenharia de som/ Violão: Gabriel Mayall / Fábrica de Monstros
Engenharia de som/ Vozes: Daniel Sili / Estúdio Boca do Mato
Baixo: Pablo Arruda
Bateria: Claudio Infante
Guitarra: Daniel Gnatali, Gabriel Mayall
Piano, teclados: Antonio Guerra
Violão, vozes: Daniel Gnatali
Participação especial: —
Mix: Duda Mello
Master: Alexandre Rabaço
5) Quando me mudei
Minutagem: 3’09’’
ISRC: BK5UK2500001
Autoria/ Música, letra: Daniel Gnatali
Produção musical: Antonio Guerra
Arranjo: Antonio Guerra, Daniel Gnatali
Engenharia de som/ Bateria, baixo: Felipe Larrosa Moura / Estúdio Frigideira
Engenharia de som/ Guitarra, piano, violões: Antonio Guerra / Estúdio Amendoeiras
Engenharia de som/ Vozes: Daniel Sili / Estúdio Boca do Mato
Apitos: Durval Pereira
Baixo: Adalberto Miranda
Bateria e tabla: Claudio Infante
Guitarra: Gustavo Pereira
Palmas: Daniel Gnatali, Laura Becker
Percussão: André Siqueira, Durval Pereira
Piano: Antonio Guerra
Violões, vozes: Daniel Gnatali
Participação especial: —
Mix: Duda Mello
Master: Alexandre Rabaço
Colaborei gravando violões em uma música do álbum “Gambito Budapeste”, da Nina Becker com o Marcelo Callado, mas isso foi lá em 2012. Eu, inclusive, assino a capa desse disco.
O meu portfolio de designer de capas de disco é bem mais vasto que o de músico (risos). Além de várias capas para a Nina, já fiz também de um compacto do Callado, as do Antônio Guerra, duas para os Ordinarius, entre nomes como Diogo Nogueira, Reginaldo Rossi e Martinho da Vila. Agora estou feliz em poder fazer as minhas próprias também.
07) RM: Como você define o seu estilo musical?
Daniel Gnatali: Tenho dificuldade de me definir, mas venho praticando por conta da lida com as plataformas. Eu costumo me inserir em “indie-folk” e “nova MPB”.
08) RM: Como é o seu processo de compor?
Daniel Gnatali: Normalmente a canção parte de um lampejo de inspiração, uma frase ou uma ideia de melodia. Se eu não estiver tocando na hora, eu gravo pra ouvir depois. Às vezes esqueço daquilo por semanas e volto pra revisitar (como eu costumava fazer em meus cadernos de desenho).
Então, sento pra tocar e tentar desenvolver aquela célula, sem saber se aquilo é o início, o meio ou o final de alguma coisa. Esse tempo com o violão é uma das coisas que mais me dá prazer. Testo melodia, harmonia, tudo muito mais intuitivo e empírico do que teórico.
Quando essa célula já está desdobrada e com mais corpo começo a “pensar” na letra. Fico cantando a melodia balbuciando palavras e “pesco” aquelas que sinto encaixarem melhor na rítmica e na melodia. É como fazer um crochê, mas sem saber direito de onde vem a linha. Às vezes não vem e tudo bem. Mas, como em qualquer atividade, quanto mais ativo estou, mais fácil acessar esse desconhecido.
09) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?
Daniel Gnatali: Das últimas 30 e poucas canções que escrevi apenas 5 são parcerias: “Aninhado” com o Leonardo Lichote; “Lulu le renard” com Maria May, “My belongings” com Anna Sartori; “Sinal falhou” com Mihay e “Those eyes” (a mais recente) com Katarina Assef.
10) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?
Daniel Gnatali: O pró é a liberdade de experimentar, sem compromisso com diretrizes ou play books de mercado, sonoridade X ou Y e ser 100% dono dos fonogramas. E os maiores contras são o alcance/distribuição e os custos.
11) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?
Daniel Gnatali: Fora do palco, a Nina (Becker, minha irmã) é a diretora criativa com quem troco ideias sobre a direção artística geral. Desde concepções de figurino para fotos, forma de cantar, até as capas. Também tenho uma produtora que me ajuda no planejamento de conteúdo, para manter as mídias ativas e inscrever editais.
A parte de prospecção de shows e lida com contratantes eu mesmo tenho feito, mas já também delegando pra ela quando estou com muita demanda. Concentro muitas funções, além de compor e tocar: desenhar as capas, dirigir e editar os clipes, fazer a comunicação visual dos shows e divulgações. Normal, é o que sempre fiz como diretor de arte que coloca a mão na massa, mas aos poucos estou formando uma equipe de pessoas que estão afim de colaborar.
Nos shows, conto sempre com a experiência do Rodrigo Grisalho na produção executiva e direção de palco. E essas parcerias são essenciais para o trabalho crescer, tem que ser pessoas que queiram muito estar junto. E gosto que seja assim, um aumento gradual e orgânico.
12) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?
Daniel Gnatali: Tenho observado que a carreira tem muitas esferas de atuação: composição, interpretação, comunicação (dentro e fora das mídias sociais), presença física (shows), presença digital (playlists, lançamentos, assessoria), colaboração, periodicidade, escritório (análise de dados, editais, festivais, prospecção). Todas essas áreas precisam ser ativadas ao mesmo tempo e isso exige muita organização e equipe. Acho que a minha maior ação empreendedora, depois de gravar e iniciar os lançamentos, está sendo reconhecer essa estrutura e direcionar esforços pra ela. Mas continuar a compor é o mais importante, a composição é o meu maior ativo. Até porque outros artistas poderão eventualmente gravar minhas canções. E pra isso preciso organizar tempo e espaço.
13) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento da sua carreira musical?
Daniel Gnatali: Atualmente acho que a internet só ajuda. Tanto para pesquisar e me informar, quanto para me apresentar. Ouço muita gente reclamando das mídias sociais, mas eu agradeço por ter a possibilidade de mostrar meu trabalho para centenas ou milhares de pessoas todos os dias.
O vício é realmente um problema, mas eu acredito que precisamos criar musculatura emocional e aprender a dar limite a nós mesmos. Se não está fazendo bem, para um tempo. Foca em outra coisa. Volta depois, se for o caso. O maior problema da internet, pra mim, é quantidade de distrações por segundo. Mas, de novo, o problema não é só a internet, mas também a minha dificuldade (ou resistência, sendo mais cirúrgico) em me concentrar no que REALMENTE importa.
14) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?
Daniel Gnatali: O acesso democrático permite que mais pessoas se expressem. Não tem como desejar o contrário. A “desvantagem” seria um excesso cada vez mais acelerado de informação. Mas se reduzir o excesso implica em privar o acesso, já não serve. Opto pelo acesso e formas de aprendermos a lidar com o excesso.
15) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?
Daniel Gnatali: Procuro trabalhar minha identidade. Mas isso não é exclusivo para o meu nicho musical. Sempre fui assim na vida, na minha carreira de artes visuais e, agora, na música. Acredito que aprofundar no que tenho de íntimo pra mostrar é o que fará com que meu trabalho seja único.
16) RM: Como você analisa o cenário da música instrumental no Brasil. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?
Daniel Gnatali: Não sei responder a essa perguntar. Eu gosto de música instrumental, mas não sou um ouvinte ativo a ponto de opinar sobre.
17) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?
Daniel Gnatali: Juliana Linhares, Rubel, Jotapê, Julia Mestre, Dora Morelembaum. Além de curtir o som, olho para eles como referências de artistas que dominam muito bem todo o seu espectro estético, desde o som até a comunicação visual.
18) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?
Daniel Gnatali: Minha carreira tem apenas um ano, mas ganhar seis prêmios em três festivais de música foi algo bastante inusitado. Algo que muitos participantes sinalizaram como “raro”, principalmente para um estreante.
19) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?
Daniel Gnatali: O que me deixa feliz é saber que estou me realizando em vida. O nosso tempo na Terra não é infinito e busco ter uma boa relação com essa consciência. Saber que vou envelhecer e morrer me ajuda a valorizar e priorizar. O que me deixa triste é perceber que, em termos de indústria, a música em si é apenas uma parte pequena e o alcance de uma boa canção não necessariamente faz jus à sua qualidade. Mas não reclamo, aceito que as coisas são assim e busco meu lugar.
20) RM: Você acredita que sem o pagamento do Jabá as suas músicas tocarão nas rádios?
Daniel Gnatali: Depende. Se for rádio tradicional, AM/FM, acredito, sim. Já tive músicas tocadas na Rádio Roquette Pinto duas vezes e na Rádio Nacional uma vez. É pouco, mas é viável. Tem que buscar os bons contatos. Mas se incluirmos playlists como “novas rádios”, aí a coisa muda. Hoje acho que uma parte grande do jabá se transferiu para as plataformas, onde você tem curadores, que são donos de playlists. Algumas dessas playlists tem milhares de downloads/ouvintes e ter uma faixa nelas pode gerar um alcance absurdo. E muitas delas são pagas. Mas encontrar esses curadores e passar no crivo deles também não é tão simples assim.
21) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?
Daniel Gnatali: Não perde o foco do sonho, mas olha bem pro chão.
22) RM: Quais os violonistas que você admira?
Daniel Gnatali: Temos muitos expoentes desse instrumento. Dois da nova geração que acompanho são: Pedro Franco e Daniel Ganc.
23) RM: Quais os compositores eruditos que você admira?
Daniel Gnatali: Conheço pouco, mas do pouco que conheço, adoro a obra do Radamés Gnattali. Não apenas por ser meu tio-avô, mas por transitar entre a música erudita e a música popular com muita ousadia e naturalidade. Dos eruditos mesmo gosto de Tchaikovsky e Rachmaninoff.
24) RM: Quais os compositores populares que você admira?
Daniel Gnatali: Muitos. Jorge Benjor, Tom Jobim, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Moraes Moreira, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Raul Seixas, Bob Dylan, Paul McCartney, Nick Drake, Brian Wilson, Jorge Drexler, Rubinho Jacobina, Seu Pereira, Rubel.
25) RM: Quais os compositores da Bossa Nova você admira?
Daniel Gnatali: Tom Jobim é o que conheço mais e o que mais gosto, talvez por isso conheça mais (risos).
28) RM: Quais as principais técnicas que o aluno deve dominar para se tornar um bom Violonista?
Daniel Gnatali: Como aluno, dominar as diferentes formações dos acordes foi um grande estudo, que aprendi na Escola Portátil, estudando o Choro, que tem muitas inversões de baixo.
30) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?
Daniel Gnatali: Acho que o dom é a capacidade de concentração e interesse em ficar muitas horas na mesma atividade. Isso serve para qualquer área.
36) RM: Quais os seus projetos futuros?
Daniel Gnatali: Além de lançar o EP “Manhã de festa”, tenho dois clipes em produção (para as faixas “Estação” e “Quando me mudei”) e já estou pensando em uma próxima produção, dando sequência a estes primeiros lançamentos.
37) RM: Quais seus contatos?
Daniel Gnatali: https://www.instagram.com/danielgnatali
Assessoria de imprensa: Carlos Pinho – @dicasdopinhao
Canal: https://www.youtube.com/@danielgnatali
Canal: https://www.youtube.com/channel/UCHZ5rb8OR8BWKrKtDI0KXYg
Recebo tudo pelo instagram 🙂 @danielgnatali


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