Lívia Ellen
A cantora e compositora baiana Lívia Ellen é uma artista que trilhou um caminho inspirador no mundo do Hip Hop.
Desde a infância, influenciada por sua família e pela música local, nacional e internacional, ela se dedicou à arte, explorando diferentes vertentes e ritmos. Sua jornada musical é marcada por uma paixão genuína pelo RAP, que se manifesta em suas canções cheias de ritmo e poesia.
O primeiro contato de Lívia com a música autoral aconteceu no FACE (Festival Anual de Canção Estudantil), onde ela se apresentou a capela, conquistando o título de melhor intérprete. Essa experiência foi um marco em sua trajetória, despertando o desejo de seguir carreira musical.
Após o FACE, Lívia participou de bandas de garagem, explorando tanto músicas autorais quanto covers. Ela também se tornou veterana em renomados saraus da cidade, como o Sarau Hotel Mambembe, Multiverso Sarau e Deixa eu Falar, consolidando sua presença no cenário cultural local.
Em 2016, Lívia se juntou ao grupo CIPA RAP, ao lado de Miro Mc e Bit Macário, marcando uma nova fase em sua carreira. Em 2021, o grupo lançou seu primeiro álbum, intitulado “Enfrentando Dragões”, com 12 músicas gravadas em Vitória da Conquista – Ba e São Bernardo do Campo – SP, consolidando a presença do CIPA RAP no cenário musical.
O repertório autoral de Lívia Ellen é vasto e diversificado, com diversos lançamentos nas plataformas digitais. Ela possui dois álbuns, oito videoclipes, 14 cyphers, seis feats, onze solos, três remixes e quatro músicas onde participou cantando refrões e vocalizações. No total, são 40 músicas online, abrangendo diferentes ritmos e estilos.
Lívia Ellen explora uma variedade de ritmos e estilos em suas músicas, demonstrando sua versatilidade artística e capacidade de se conectar com diferentes públicos.
A trajetória musical de Lívia Ellen é marcada por diversas influências, desde sua família até artistas locais, nacionais e internacionais. Ela se inspirou em nomes como Pitty, Rita Lee e Sabotage, realizando covers de suas músicas.
Lívia também foi vocalista da banda Jane Roots, se apresentando em eventos como Ancestral Sound System, Dancestral, Abalo, Chupa esse Pirulito, Quinta do Reggae, UESB, interpretando releituras do reggae e suas primeiras músicas autorais.
Ela dividiu o palco com artistas renomados como Capittu, Ramanaia, Ahaze, Vinnz, Tkdelo, Doanzinho, Wubeko, Rodrigo Freire, CtRap, Ravi Lobo, Dj Lil Chen, Rosas do Gueto, La Lunna, Smcrew, k+1, Arquivo X, Sidy Loko, Renshin, Inv, Traff, Luiza Audaz, Rua 77, Cijay, SRD, Dexter e Nog Costa Gold.
Lívia também colaborou com diversos artistas locais e nacionais em produções e sons ao vivo, incluindo Philip Andra, Zeca Metal, Marcus Vinicius, Fernando Martins, André Dikson, Léo Soares, Rafael Guimarães, Chicô, Duda Santana, Miro Mc, Bit Macário, Dj Thigaz, Dj Kboco, Mano Zk, Marix, Onda Black, Yhalú Martins, WN$, Brendin Mc, Jaque Capittu, Ayack, Set Black, Salles, Tr Mc, Dj Guerrero, Emissário Rael, Zikinho da Zo, Loro Vudu, Rasta Bass, Dom José, Rael Fernandes, Dj Canga Soul, Pago Drop, 404, Gabriel Santana, Áquila Dalila, Klebão Vieira, Marcelão, Dan Cruz, Daniel Araújo, GRO mc, Nem Tosco Todo, David Prates, Dinha Andrade, Cayari, JuPorto, Kathiely, Bruw Roots, Rafael Gomes, Sensato, Banda o Ciclo, Celestino Rodrigo.
Lívia Ellen trabalhou com estúdios e produtores renomados do cenário local e nacional, como Dj Serginho Mpc, Dj Bruno Mixer, Dj Kboco, Joab Beats, Moot Beats, Daniel Drummond, Luart Studio, Ngo Jhon, Rb Alves, Mortão Vmg, Freeze nos Beatz, Nem Tosco Todo, Banca Sul, QG Records, Romario Sousa, Paulo Henrique, Yago Souza.
Ela se apresentou em diversos locais, incluindo Lions Sound Bar, Manifesto, Underground Pub, Teatro Carlos Jehovah, Teatro Camilo de Jesus Lima, Concha Acústica, Dalí Happy Hour, Praça da Juventude, Circuito do Espeto, Beco Alternativo, Centro Cultural Segundo Vento, Estação da Juventude, Bar Copacabana, Canto do Sabiá, Rancho Uchoa, Espaço Fênix, Lounge 6, El Patron, Praça CEU, Culinária Intuitiva, Lar Doce Bar, Condomínio Conde 1, Ginásio de Esportes Raul Ferraz, Cultura Bacana, Comic’s Hamburgueria, Espaço Oxente Bruno Bacelar, Rei da Tilapia (SP), Almafrica (Ilhéus), Condomínio Ouro Ville (Barra do Choça).
Lívia também atuou como jurada em batalhas de rap, como New Street, Hip Hop em Ação na Barra do Choça e Conquista Slam. Ela se apresentou em diversas cidades e estados, incluindo Vitória da Conquista, Barra do Choça, São Bernardo do Campo, Ituaçu, Ilhéus e Boa Nova.
Lívia Ellen foi reconhecida por seu trabalho, sendo indicada ao prêmio 5° elemento Hip Hop 2023 na categoria melhor artista ou grupo feminino do ano, ao lado de mulheres de todo o Brasil, incluindo a cantora e mc Negra Lee.
Ela também foi selecionada pela chamada aberta do projeto Toca Autoral! – II Temporada, apresentando seis de suas canções autorais na Casa Memorial Régis Pacheco, um dos mais importantes espaços culturais públicos de Conquista.
Lívia Ellen é filiada à Associação de Hip Hop VDC e à Abramus – Associação Brasileira de Música, Artes e registro de obras. Sua música é distribuída digitalmente e monetizada pela One Rpm.
Lívia Ellen é um exemplo de como a música independente pode reunir grandes pessoas e ideias, ocupando espaços icônicos com iniciativa e boa vontade. Suas parcerias e apresentações ao vivo trouxeram ainda mais visibilidade ao seu trabalho, dando continuidade ao sonho de viver de sua música, sendo mulher e mãe solo de duas meninas, representando e dando voz à liberdade de expressão e ao movimento de rua.
Lívia Ellen é uma artista talentosa e inspiradora, que utiliza sua música para expressar sua paixão, suas experiências e sua visão de mundo. Sua trajetória é um exemplo de perseverança, dedicação e amor à arte, mostrando que a música pode ser um veículo poderoso de transformação social e cultural.
Segue abaixo entrevista exclusiva com Lívia Ellen para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 08/04/2026:
01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?
Lívia Ellen: Nasci no dia 05/05/1995 em Vitória da Conquista, sudoeste baiano. Uma cidade muito rica em arte e cultura em seus diversos estilos, que fez eu querer me encontrar e mergulhar no mundo da música. Filha de Jacqueline Rocha Amaral e Valfrides Amaral Junior. Registrada como Lívia Ellen Rocha Amaral.
02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.
Lívia Ellen: A música está presente na minha vida desde que me entendo por gente. Ainda na minha infância, por parte de mãe, lembro um pouco do meu avô (Edson Rocha – Cigano) dedilhando no violão músicas Sertaneja Raiz. E lembro de minha mãe (Jacqueline Rocha Amaral) indo ao conservatório tentar aprender a tocar violão, mas logo deixou de lado para se dedicar a outros dons e estudos.
Meu tio, Lincoln Lafitte, uma grande referência para mim, ele gravou dois álbuns espírita autoral. Em 2007 ele faleceu com a namorada no mar de Ilhéus e deixou muita saudade na nossa família e na comunidade espírita da nossa cidade.
Por parte de pai, meu tio avô, Pinta Bonfim, gravou dois álbuns de forró autoral. E tocava nos barracões de São João, na cidade onde eu passava minhas férias com meus avós, Ribeirão do Largo – BA, e região, ele brincava de chamar eu e minha tia para ensaiar e dizia que íamos cantar no palco com ele (mas isso nunca aconteceu). Meu tio entrou para igreja e parou de cantar.
Meu pai (Valfrides Amaral Junior) sempre gostou de karaokê, tenho uma lembrança de cantar “Maria chiquinha” de Sandy e Junior, com ele no parque de exposição de Vitória da Conquista – BA. E até hoje faz parte da nossa diversão em família. Sempre o vi cantando e tocando sua guitarra e violão, e escrevendo, ele chegou a gravar uma de suas composições.
Começamos a ensaiar algumas músicas, e cantamos juntos nos centros espíritas, Caminheiros da Esperança, Humberto de Campos, e Jesus de Nazaré de Conquista e da Barra do Choça – BA. Nós dois cantávamos e ele tocava violão. Eu devia ter uns 13,14 anos de idade.
Em sua juventude meu pai cantava e tocava com uma banda rock, forró, e românticas internacionais. Em casa meu pai gostava de ouvir música alta nos domingos e cresci acompanhando seu gosto musical, como Iron Maiden, Metallica, Amorphis, Angra, Shaman, Pet Shop Boys, System of Down e foi meu pai que me apresentou as divas Amy Winehouse, Rihanna, Gaga e por aí vai.
Na quarta série tive minha primeira “banda” éramos duas meninas e dois meninos, e a gente ensaiava em um trailer, onde eu cantava músicas da banda Calcinha Preta e banda Magníficos e ali já era observada minha afinação e gosto por cantar. Ficávamos pensando em nomes para banda e sonhando em tocar na rádio.
Já na minha adolescência, no Ensino Fundamental, fiz minha primeira composição para o FACE (Festival Anual de Canção Estudantil) onde me apresentei sem acompanhamento (a capela) fiquei em “quarto lugar” como melhor intérprete, ganhei um CD, não conhecia o cantor, e nunca me lembrei da música que apresentei nesse dia.
Mas a partir daí eu já estava inserida nesse contexto de ser cantora, tive bandas de garagem, até começar a me apresentar profissionalmente com covers e barzinhos, e me encontrar dentro do movimento hip hop a partir de 2016 onde gravei minha primeira música e álbum com o grupo CiPA RAP.
03) RM: Qual a sua formação musical e\ou acadêmica fora da área musical?
Lívia Ellen: Minha formação é construída na vivência e na troca constante entre artistas e produtores. Tenho ensino médio completo, mas fui mãe muito cedo, pretendo, mas ainda não cursei uma faculdade.
Sou mãe solo de duas meninas, moro sozinha com elas, levo para escola, cuido de casa, pago as contas, e me viro para ser artista buscando reconhecimento e espaço. Cheguei a entrar no conservatório de música, alegando querer tocar minhas composições, mas eu era muito nova e saí ainda na parte teórica.
Aprendo fazendo, pesquisando, indo ao estúdio gravar, estudando métrica, flow, respiração, presença de palco e estratégia de carreira na prática. Me profissionalizo ao longo do caminho, registrando e distribuindo obras e fonogramas e aprendendo mais sobre posicionamento artístico.
04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?
Lívia Ellen: Eu fui uma criança fã de Sandy e Junior e Rebelde como muitas e isso perdeu sua importância quando fui crescendo e descobrindo meus gostos e novos gêneros. Tive várias fases e hoje sou muito eclética quanto às minhas playlists.
Eu ouvia e ouço muita música alternativa, um bom reggae como: Ponto de Equilíbrio, Mato Seco. Sou fã da MPB, Marisa Monte, Vanessa da Mata, Adriana Calcanhotto, Chico Buarque, entre tantos outros.
A diva que habita em mim ainda ouve Lady Gaga, Rihanna, Beyoncé. O RAP old school tem seu lugar, Racionais MC’s, Sabotage, Black Alien, mas confesso que o mainstream do RAP nacional tem meu coração, Filipe Ret, Matuê, Rael, Flora Matos, Duquesa. Entre muitos outros nomes que fazem a cabeça da nova geração.
05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?
Lívia Ellen: Eu considero que minha carreira musical começou oficialmente quando passou a ser um compromisso.
Eu já cantava desde criança, participei do FACE, tive uma banda de axé music que não saiu da garagem, fiz apresentações em barzinhos voz e violão com Fernando Martins, e em outro momento com Jaque Capitu, com um repertório diverso.
Fiz quatro apresentações com banda cantando cover de Pitty. Participei diversas vezes do Sarau Hotel Mambembe, e o Multiverso Sarau. Tive uma banda de reggae chamada Jane Roots. Tocamos em diversos locais pela cidade e região. Sempre frequentando e ocupando os espaços culturais da cidade.
Por volta de 2016, conheci a batalha Chapa Halls, que acontecia toda quinta-feira na praça 9 de novembro, onde conheci Miro e Bit. A partir daí passei a me reconhecer mais enquanto artista dentro do movimento Hip Hop, nós três formamos o grupo CIPA RAP, onde gravamos e lançamos a “Enfrentando Dragões” com vídeo clipe. Minha primeira composição.
Ali foi o divisor de águas. Eu estava escrevendo minha própria história, fortalecendo minha identidade. Passei a tratar a música como carreira, e com propósito. Foi quando entendi que eu não estava só participando da cena, eu estava construindo meu lugar nela.
06) RM: Quantos álbuns lançados?
Lívia Ellen: O primeiro álbum “Enfrentando Dragões”, com o grupo CIPA RAP, ao lado de Miro Mc, e Bit Macário. Foram 14 músicas produzidas em São Bernardo do Campo – SP por Dj Serginho MPC, e em Vitória da Conquista – BA pela Traficando Ritmos (2021).
Um EP “LIVEX Bregadeira”, com sete músicas produzidas por pelo DJ Bruno Mixxer (2023).
Um EP audiovisual ao vivo, pelo projeto Toca Autoral! de Plácido Oliveira, com seis músicas (2024).
Lancei oito videoclipes, três cyphers, oito feats, três remix, a maioria registrado e distribuído nas plataformas. E contando, tem mais lançamentos vindo aí.
07) RM: Como você define seu estilo musical dentro do RAP?
Lívia Ellen: Pelo meu repertório posso dizer que sou uma artista híbrida. Meu som não é engessado, consigo transitar entre um boom bap, R&B, drill, trap, funk, e elementos do reggae, do rock. Trago uma estética feminina forte, sensual quando eu quero, política quando precisa ser, vulnerável quando é verdade.
Minha música fala de território, maternidade, autoestima, desejo, sobrevivência e ascensão. No meio do caminho vou tentando aperfeiçoar, métrica, flow, respiração, interpretação. Mas o que sustenta tudo é identidade e personalidade.
08) RM: Você estudou técnica vocal?
Lívia Ellen: Não tive uma formação em técnica vocal tradicional, mas busquei conhecimento em momentos distintos, através da prática: ensaiando, cantando, gravando. Com o tempo vou aprendendo a projetar minha extensão vocal e interpretação sem fugir da minha realidade.
A voz é instrumento físico. Ela envolve musculatura, respiração, sem preparo o risco de fadiga vocal, rouquidão crônica, e nódulos aumenta significativamente. Flow, dicção, e resistência em shows mais longos exigem preparo. O cuidado também passa por hábitos: hidratação constante, evitar excessos, dormir bem e respeitar os limites do corpo. Cuidar da voz faz parte de cuidar da carreira.
09) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?
Lívia Ellen: Eu observo artistas que não apenas cantam, mas constroem estética, posicionamento e legado. Isso me inspira tanto quanto a música em si. Artistas que têm identidade forte, consistência de carreira e domínio de palco, independente do gênero. Admiro a sensibilidade poética, autenticidade e coragem.
Fora os artistas que já citei e que são minhas referências, posso mencionar a Azzy, Julia Costa, Cynthia Luz, Emicida, Clara Lima, Tasha e Tracie, Marcelo D2, Marina Sena, Pitty, e por aí vai. Eu até ouço músicas internacionais, mas eu gosto de entender o que escuto e sou apaixonada pela música nacional que é muito rica.
10) RM: Como é o seu processo de compor?
Lívia Ellen: Confesso que não estou compondo muito ultimamente, justamente pelas composições que já estão pra serem lançadas, ou pelas inúmeras letras abarrotando meu bloco de notas, algumas antigas que nunca saíram de lá, outras novas que vou pensando e escrevendo aleatoriamente.
Eu gosto de escrever sozinha. Escrevo quando algo me atravessa. Uma situação pessoal, uma indignação social, uma relação afetiva. A qualquer hora eu to anotando uma coisa ou outra.
Mas quando há um momento propício, e com o beat certo, elas vão tomando corpo, se misturam, se encontram, não me cobro muito, só deixo rolar. A partir daí, penso na melodia flow, tudo ao mesmo tempo.
Até chegar a hora de ir para o estúdio ajusto muita coisa. Tenho me cobrado mais em concluir os projetos que às vezes parecem empacar no tempo, seja por depender de outras pessoas, ou por deixar o sentimento passar, eu não sei, dizem que tudo tem seu tempo certo pra acontecer.
Recentemente fui convidada a participar do show de Carol Ivo no ‘Point do Rock’ e juntas fizemos uma música inédita. Carol me mandou uma guia e uma batida no violão, a música era linda e ficou fácil de construir uma junção, nos encontramos uma vez para um ensaio no estúdio e deu tudo certo. Fiz minha participação no show, tinha muita gente, foi incrível. agora estamos com uma música pronta pra gravar e lançar.
11) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?
Lívia Ellen: Minha trajetória desde o começo foi atravessada por trocas que se fortaleceram em projetos colaborativos como cyphers e feats. Nessas experiências a troca de conhecimentos é muito rica, cada artista traz sua vivência, sua estética e sua métrica, e isso amplia a construção da música. Também considero os produtores musicais como parceiros de composição.
A construção do beat, os ajustes de mixagem e masterização influenciam diretamente na forma final da música. Então posso dizer que minha principal parceira de composição sou eu mesma (risos), mas que tive a alegria de compartilhar a maioria dos meus lançamentos com outros artistas que muito admiro, entre eles:
Philip Andra, Miro Mc, Bit Macário, WN$, Brendin Mc, Jaque Capittu, Zikinho da Zo, Rasta Bass, Dom José, 404, Gabriel Santana, Áquila Dalila, Marcelão, Dan Cruz, GRO, Nem Tosco Todo, Antonio Sergio, David Prates, Dinha Andrade, Cayari, JuPorto, Kathiely, Sensato, Banda o Ciclo, Loro Vudu, Dj Serginho Mpc, Dj Bruno Mixer, Dj Kboco, Joab Beats, Moot Beats, Daniel Drummond, Luart Studio, Traficando Ritmos, Rb Alves, Lethal Selecta, Freeze nos Beatz, Carol Ivo.
Mesmo quando a escrita é individual, o resultado é fruto do coletivo, e mesmo quando isso se desfaz ao longo do tempo, a composição sempre fica, ou quase sempre… E nesses 10 anos posso dizer que foi um começo com dois pés na porta. A meta agora é focar em trabalhos solos, aumentar meu repertório, e quem sabe o que me reserva pros próximos 10 anos, novos sons e parcerias.
12) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?
Lívia Ellen: Desenvolver uma carreira independente tem suas vantagens, mas também exige maturidade e resistência. Você decide estética e timing de lançamento. Não precisa moldar sua arte para caber em uma prateleira de mercado. Sem interferências externas o artista se desenvolve com mais autenticidade. Você mantém domínio sobre suas obras e fonogramas e isso significa autonomia financeira a longo prazo. Ou pelo menos é o que se espera.
Em contraponto você acumula funções, precisa se desdobrar pra ser artista, produtora executiva, social media, assessoria, logística. Isso exige energia e organização. Gravação, clipe, tráfego pago, identidade visual, tudo sai do seu bolso até que a receita comece a girar. Sem estrutura passamos depender muito de estratégia digital e networking para expandir.
No meu caso, ser independente me ensina a ter consciência e pé no chão. Tenho feito o que posso, com os recursos que tenho e com uma grande ajuda de parceiros que acreditam em meu trabalho.
13) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?
Lívia Ellen: Eu enxergo minha carreira como um projeto que estou construindo ao longo da vida, desde a fase de composição e ensaios, registro das obras e distribuição digital. Participações em festivais, cyphers e colaborações com a cena fortalecem minha presença no mercado.
Pro palco, penso em criar um setlist especial pra cada show, uma abertura forte, momento de conexão, um fechamento marcante. Figurino, domínio de palco fazem parte, e a cada laboratório que tenho oportunidade de fazer vou aprendendo como eu posso melhorar e fazer do meu show uma experiência, não só execução musical. Enquanto mulher, mãe solo e artista do interior da Bahia, eu entendo que também ocupo um espaço simbólico.
Fora do palco mantenho uma produção constante de conteúdo nas redes, mesmo que isso seja um pouco desgastante. Costumo usar o que já tenho disponível para manter minha presença ativa, como os vídeos dos ensaios e shows. Querendo ou não hoje o artista precisa dialogar diariamente com seu público, e é aquilo né, quem não é visto não é lembrado. Eu acho que cheguei num ponto em que as pessoas vão lembrar de mim quando pensarem em uma mulher MC da Bahia. E isso é o mais importante quando penso que preciso abrir novas portas. e alcançar novos lugares.
14) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?
Lívia Ellen: Eu entendo que preciso ver minha carreira como um trabalho criativo em constante desenvolvimento e para isso preciso de ações que vão além da música. Planejar lançamentos com antecedência, atingir o meu público, e alcançar mais, extrair cortes, bastidores, e trechos que prolongam a vida útil de cada faixa.
Sempre em busca de parcerias, conexões, editais e projetos culturais. Construindo uma rede de relações com produtores, fotógrafos, videomakers, DJs e outros artistas, criando uma colaboração coletiva que fortalece todos os envolvidos.
Apesar de me pegar uma vez ou outra um tanto desanimada sobre questões de retorno financeiro, eu tenho uma visão de crescimento a longo prazo. Quando vejo que tenho muito a desenvolver ao continuar com minha música e meus lançamentos nas plataformas.
15) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?
Lívia Ellen: A internet é uma ferramenta muito poderosa para artistas independentes, porque ela democratizou o acesso. Hoje eu consigo lançar minhas músicas, divulgar meu trabalho, criar conteúdo e alcançar pessoas que talvez nunca tenham estado em um show meu presencialmente. As redes também permitem que o público acompanhe minha trajetória mais de perto, conheça minha história e crie uma conexão real com o que eu faço.
Além disso, a internet possibilita autonomia pro artista independente. Eu consigo registrar momentos da minha carreira, mostrar bastidores do estúdio, dos shows e da minha rotina. Isso ajuda a manter o público próximo.
Mas existem desafios. A quantidade de conteúdo é enorme e a disputa por atenção é muito grande. O artista precisa produzir constantemente para continuar sendo visto, e isso pode gerar pressão e desgaste. Além disso, os algoritmos mudam o tempo todo, então nem sempre o alcance depende apenas da qualidade do trabalho.
Então eu vejo a internet como uma grande aliada, mas que exige inteligência, equilíbrio e consistência para que ela realmente contribua para o desenvolvimento da carreira artística.
16) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?
Lívia Ellen: O acesso de gravação em home estúdio trouxe uma grande transformação para a música, principalmente para artistas independentes. Hoje é possível gravar ideias rapidamente, testar flows, melodias, composições e até produzir músicas completas sem depender de um estúdio tradicional. Isso acelera o processo criativo e permite experimentar mais.
Gravar em estúdios profissionais pode ser caro, então ter acesso a equipamentos e softwares mais acessíveis permite que muitos artistas iniciem seus projetos e construam portfólio mesmo com poucos recursos. Também facilita muito a produção contínua. O artista consegue registrar demos, enviar guias para produtores, desenvolver projetos colaborativos à distância e manter uma frequência maior de lançamentos.
Por outro lado, nem sempre a qualidade técnica de um home estúdio alcança o nível de captação, tratamento acústico e mixagem de um estúdio profissional. Isso pode impactar o resultado se não houver cuidado. Outra questão é que o excesso de autonomia pode gerar sobrecarga, porque o artista acaba acumulando muitas funções: compor, gravar, produzir, editar, divulgar.
Então eu vejo o home estúdio como uma ferramenta muito importante para a produção musical, mas que funciona melhor quando existe também troca com produtores e técnicos para garantir a melhor qualidade possível no produto.
17) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?
Lívia Ellen: Hoje, mais do que conseguir gravar, o desafio é ser lembrada. Então busco uma diferenciação a partir de identidade, consistência e conexão. Eu não tento me encaixar em um padrão pronto. Minha força está justamente nessa mistura, trago referências do rap com trap, funk, rock, reggae.
Atravessando temas como vivências de rua, além da maternidade, feminilidade e sobrevivência. Isso cria uma assinatura artística. Mantenho presença constante, tanto musical quanto digital. Isso faz com que o público acompanhe minha evolução. A recorrência constrói reconhecimento.
Mostro bastidores, rotina, desafios reais. As pessoas não se conectam só com a música, mas com quem eu sou. Isso gera identificação principalmente com mulheres, mães e pessoas que se veem na minha trajetória.
Tudo isso sabendo que há espaço para todos os artistas se expressarem e serem quem são. O que vejo muito entre os colegas de trabalho é que alguns se dedicam mais que outros. E querendo ou não isso meio que define quem é “visto e lembrado”.
18) RM: Como você analisa o cenário do RAP brasileiro. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?
Lívia Ellen: Eu vejo o cenário muito mais amplo, diverso e estratégico do que há um tempo. Ele saiu de um lugar mais marginalizado e ganhou espaço no mainstream, nas plataformas digitais, na tv aberta e em grandes festivais, sem perder totalmente sua função de denúncia e expressão social.
Ao mesmo tempo, essa expansão trouxe uma mudança de linguagem. Hoje o RAP dialoga com o trap, funk, pop e outras sonoridades, o que abriu portas para novas estéticas e públicos, mas também gerou debates sobre essência e identidade dentro do movimento.
A nova geração trouxe nomes muito fortes que entenderam não só a música, mas também o jogo do mercado e da internet. Artistas como Matuê, Ret, WIU, Duquesa e Flora Matos representam diferentes formas de se posicionar dentro desse novo momento.
Eu acredito que nomes como Racionais MC’s continuam sendo uma referência muito sólida, não só pela história, mas pela permanência de discurso, estética e impacto ao longo do tempo. Sabotage, Black Alien, Negra Li entre outros que também permanecem com um legado muito forte dentro do RAP nacional.
Agora sobre regressão, eu prefiro não apontar nomes específicos. O que eu observo é que alguns artistas acabam se perdendo quando deixam de ter conexão com a própria verdade ou passam a seguir apenas tendências de mercado.
O RAP exige identidade, e quando isso se dilui o público sente. No geral, vejo um cenário potente, em constante transformação. O desafio hoje não é só fazer música boa, mas sustentar uma narrativa consistente ao longo do tempo.
19) RM: Quais os músicos já conhecidos do público que você tem como exemplo de profissionalismo e qualidade artística?
Lívia Ellen: Eu admiro artistas que conseguem equilibrar o fazer arte com visão de carreira, isso exige disciplina e consistência. Tenho como referência de profissionalismo e longevidade os Racionais MC’s, pela forma como construíram uma trajetória sólida, com coerência de discurso e respeito dentro e fora da cena.
Emicida também é um grande exemplo, não só pela música, mas pela forma como estruturou sua carreira de maneira independente e expandiu sua atuação para além do RAP.
Também observo artistas que conseguem se manter relevantes ao longo do tempo sem perder identidade, mais do que sucesso momentâneo. Eu me inspiro em quem constrói carreira com base, e legado.
Admiro muito Filipe Ret, pela consistência de lançamentos e construção de marca dentro do mainstream. Matuê, pela visão estética e estratégia que trouxe uma nova linguagem pro trap nacional. A Duquesa, pela identidade visual e posicionamento na nova geração.
O Djonga, pela constância e profundidade lírica. A Marina Sena também, que mesmo vindo de outra vertente, mostra muita personalidade, presença e inteligência na forma de se posicionar artisticamente.
São artistas que, cada um à sua maneira, conseguem alinhar qualidade musical com estratégia de carreira, mantendo relevância e identidade em um mercado altamente competitivo.
20) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?
Lívia Ellen: O que mais me deixa feliz na música é o poder de criar e gerar conexão. É quando uma pessoa chega para mim e diz que se identificou com uma letra, que se sentiu representada, que encontrou força em algo que eu escrevi.
O palco também é um lugar muito especial é onde eu sinto que tudo faz sentido, onde a troca com o público é real e imediata. Também me realiza perceber minha evolução, olhar pra trás e ver o quanto cresci como artista, como mulher e como profissional, mesmo com todos os desafios.
Por outro lado, nem sempre o esforço, o investimento e a dedicação são reconhecidos na mesma proporção. Também é difícil lidar com a instabilidade: financeira, emocional.
A música exige muito, e nem sempre o retorno vem no tempo que a gente espera. Mas acredito que continuar trabalhando vai viabilizar que novas oportunidades apareçam cada vez mais.
No geral, até as partes difíceis fazem parte do processo. A felicidade de viver da arte e construir minha própria história ainda fala mais alto. E eu sou muito teimosa mesmo.
21) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?
Lívia Ellen: Eu acredito que possa ser uma realidade em muitos espaços, principalmente em rádios comerciais, e isso influencia o que ganha mais rotação. Mas também existem profissionais que realmente se comprometem com a música e com a descoberta de novos artistas.
Um exemplo disso é o trabalho de Plácido Oliveira, que eu admiro muito justamente por essa escuta atenta e por abrir espaço para artistas independentes. como pude perceber ao fazer parte de seu projeto chamado “Toca Autoral”.
Na programação da Rádio UESB FM, tenho três faixas tocando: “Enfrentando Dragões” com o CIPA RAP, a cypher “Hip Hop Resistência” e minha música solo “Litoral Mágico”.
Também tive a oportunidade de dar entrevistas ao vivo tanto pra UESB FM quanto na Rádio Câmara aqui de Vitória da Conquista, onde pude apresentar meu trabalho de forma mais completa, inclusive cantando ao vivo faixas como “Psiu”, “A Gente Só Se Lasca”, “New Day” e “Brisa”. Um diferencial importante foi levar o beat instrumental e performar ao vivo dentro da rádio, o que foge do formato mais tradicional.
Então, apesar das barreiras, eu acredito que existem caminhos construídos com base em conexão e oportunidade. Quando o trabalho é consistente, esses espaços também começam a se abrir.
22) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?
Lívia Ellen: Eu diria, antes de tudo: tenha clareza do porquê você quer seguir na música. Porque só o “gostar de cantar” não sustenta uma carreira. A música cobra disciplina, constância e resistência emocional.
É importante estudar mesmo que não seja de forma acadêmica, mas entender sua voz, sua escrita, seu estilo, seu posicionamento. Treinar, errar, melhorar. A prática é o que constrói. Também é fundamental entender que hoje o artista precisa ir além da arte. Você vai precisar aprender sobre divulgação, redes sociais, mercado e direitos autorais. Talento sem estratégia dificilmente se sustenta.
Outra coisa: não se compar. Cada trajetória tem um ritmo. Foque em evolução, não em validação imediata. E principalmente, seja verdadeiro. Sua vivência, sua história e sua identidade são o que vão te diferenciar no meio de tanta gente. A música pode ser um caminho incrível, mas não é um caminho fácil. Então, se for pra seguir, que seja com consciência, propósito e pé no chão.
23) RM: Quais os prós e contras do Festival de Música?
Lívia Ellen: Os festivais de música têm um papel muito importante na formação e projeção de artistas, principalmente pra quem está construindo uma carreira independente. Os festivais colocam o artista em contato com novos públicos e outros profissionais da cena.
Em 2024, por exemplo, fui selecionada para cantar no palco principal do Agosto de Rock, representando o Hip Hop. Foi um espaço muito importante, tanto pela visibilidade quanto pela oportunidade de registrar material audiovisual para lançamentos futuros.
Recentemente, em março, participei do show de Carol Ivo no Point do Rock, até já comentei, levamos uma música inédita com a banda. Foi uma experiência muito rica, porque levei o RAP para um público majoritariamente do rock, ampliando meu alcance e gerando novas conexões, rolou até entrevista (risos).
Ser selecionada para festivais também representa reconhecimento. Fui escolhida para cantar no Festival Suíça Bahiana, que acontecerá em outubro e que reúne artistas nacionais e internacionais. Eu já vinha tentando há dois anos, então é uma conquista muito significativa e também uma grande responsabilidade na preparação do repertório.
Bom, mas nem sempre todos os estilos ou propostas são contemplados igualmente dentro dos festivais. O artista precisa entender que o impacto pode vir a médio ou longo prazo. O importante é continuar trabalhando, tentando e vivendo as oportunidades que vão construindo e consolidando sua trajetória.
Mais do que apenas se apresentar, os festivais são um espaço de conexão e crescimento. É sobre aproveitar cada oportunidade para fortalecer sua presença na cena e abrir novos caminhos.
24) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?
Lívia Ellen: Eu vejo que a grande mídia ainda tem um recorte muito específico do que ela escolhe mostrar. Normalmente prioriza o que já está consolidado ou o que tem potencial de retorno comercial imediato, o que acaba deixando muitos artistas independentes e movimentos locais à margem dessa visibilidade.
Ao mesmo tempo, é inegável que houve avanços. O RAP, por exemplo, hoje ocupa espaços que antes eram muito mais restritos. Ainda assim, muitas vezes essa cobertura vem filtrada, destacando mais a estética e o hype do que a profundidade das narrativas e das vivências que constroem o gênero.
Existe uma centralização muito forte nos grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto cidades do interior, como Vitória da Conquista, têm uma produção cultural potente, mas com menos espaço na mídia nacional.
Por outro lado, com a força da internet e das mídias independentes, esse cenário vem sendo tensionado. Hoje existem outras formas de furar essa bolha e construir relevância sem depender exclusivamente da grande mídia.
Então, eu analiso como um espaço ainda seletivo, mas que já não é mais o único caminho. A cena está se movimentando de forma mais descentralizada, e os próprios artistas estão criando suas formas de comunicação e alcance.
25) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI, Itaú, Banco do Brasil e CAIXA Cultural para cena musical?
Lívia Ellen: Instituições como essas permitem que artistas se apresentem e alcancem novos públicos, valorizando propostas autorais e a diversidade cultural. Claro que ainda existem barreiras de acesso, principalmente para quem está fora dos grandes centros, mas no geral são iniciativas muito importantes.
E sobre quem crítica a quem busca essas oportunidades, eu vejo como falta de visão. Editais e circuitos culturais são ferramentas reais de crescimento, visibilidade e profissionalização. Buscar esses espaços é entender o jogo e saber ocupar ele com inteligência. Apesar que realmente não vi, nem tive acesso a exatamente esses programas aqui na minha região.
26) RM: O circuito de Bar na sua cidade é uma boa opção de trabalho para os músicos?
Lívia Ellen: Sim, o circuito de bares em Vitória da Conquista é uma opção de trabalho, principalmente para ganhar experiência de palco e visibilidade. Eu mesma já tive oportunidades de me apresentar em alguns espaços, mas com cachês baixos e alguma consumação. Como eu canto e não toco instrumento, também dependo de outros músicos, o que acaba impactando ainda mais na viabilidade financeira dessas apresentações.
Muitas vezes o artista precisa se adaptar a formatos mais comerciais, como covers, e outros estilos musicais para atender à demanda do público e dos estabelecimentos.
Além disso, existe a dificuldade de acesso, muitos contatos ficam concentrados e acabam contratando sempre as mesmas pessoas, o que limita a entrada de novos artistas.
Então eu vejo o circuito de bares como um espaço importante de prática e construção, mas que ainda precisa avançar na valorização do artista. É uma porta de entrada, mas não pode ser o único caminho dentro da carreira.
27) RM: Quais os seus projetos futuros?
Lívia Ellen: No momento, já tenho alguns projetos importantes em andamento. Vou participar do fórum da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop e fui selecionada para o Festival Suíça Bahiana, que reúne diversos nomes nacionais e internacionais, sendo uma oportunidade muito significativa na minha trajetória.
Também tenho lançamentos já gravados, como o feat “Só Deus” com Denis Fábulas, com produção da Traficando Ritmos, e vai sair com um video clipe que também já gravamos; o feat “No Dia a Dia” com Capittu, com produção de Kboco; e a faixa solo “Minha Voz”, produzida por Serginho MPC.
Além disso, pretendo desenvolver um novo projeto, escrevendo um EP, mas ainda pensando na estrutura que eu gostaria de entregar.
Ao mesmo tempo, estou muito focada em viver o presente, plantando, construindo e aproveitando cada oportunidade. Meu objetivo é expandir meu público, fazer mais shows e conquistar uma condição melhor para mim e para as minhas filhas. Aradeço de coração pelo espaço, abraço!
28) RM: Quais seus contatos?
Lívia Ellen: (77) 98881 – 0548 | [email protected] | https://www.instagram.com/liviaellen.mc
Canal: https://www.youtube.com/@liviaellen_mc
Playlist Youtube: https://youtube.com/playlist?list=PLKqMBouL5jcmbrIpOAioyBIcMadQ1EGqG&si=GkXz1eLaDv8J4BFf
Playlist Spotify: https://open.spotify.com/playlist/2bwQHgxz6JQa3Z2OTHxxm7?si=D5WFkH38RmeACWikNd66TA


Leave a Comment