Renato Enoch

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O cantor, compositor e artista visual mineiro Renato Enoch tem a música autoral como território de expressão e permanência. Ele constrói uma carreira consistente ao unir sensibilidade estética, independência criativa e uma escuta atenta do tempo presente.

Renato Enoch nunca tratou a música como algo apressado. Sua trajetória é marcada por escolhas cuidadosas, processos longos e uma relação profunda com a própria criação. Mineiro, ele surgiu na cena independente a partir de produções autorais que circularam de forma orgânica nas plataformas digitais, chamando atenção pela combinação de letras intimistas, arranjos contemporâneos e uma interpretação que carrega silêncio, densidade e intenção.

Desde os primeiros lançamentos, Renato demonstrou interesse em criar universos. Suas canções não se limitam à melodia ou à letra, mas dialogam com imagem, conceito e atmosfera. Essa característica tem relação direta com sua atuação também como artista visual e produtor audiovisual, o que lhe permite acompanhar cada etapa dos projetos com autonomia e coerência estética.

Ao longo dos anos, o artista consolidou um repertório autoral que transita entre o pop alternativo, a música brasileira e a experimentação sonora, acumulando milhares de ouvintes e ampliando sua presença nos palcos e nas plataformas de streaming. Projetos como seus EPs e singles recentes revelam um músico em constante refinamento, que não abandona a própria identidade em busca de fórmulas rápidas.

O reconhecimento veio de forma gradual, incluindo prêmios no circuito independente e convites para apresentações em diferentes cidades do país. Ainda assim, Renato mantém o compromisso que marcou o início da carreira: criar música com verdade, respeitando o tempo da obra e a inteligência de quem escuta.

Hoje, ele se prepara para novos lançamentos que aprofundam ainda mais sua linguagem artística, reafirmando seu lugar como um dos nomes mais consistentes da música autoral contemporânea brasileira.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Renato Enoch para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 04/03/2026:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Renato Enoch: Nasci no dia 20/09/1993, em Belo Horizonte (MG), cidade que moldou muito a minha personalidade e o meu olhar artístico.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Renato Enoch: Minhas primeiras memórias musicais vêm da infância, vendo fitas VHS da minha avó, que tocava piano e dava aulas. Ela partiu quando eu era muito novo, então essas fitas eram o meu elo com ela. Além disso, o lado materno da família sempre foi muito musical, com o hábito de escutar muita coisa e arranhar um pouco de violão. Mesmo sendo uma criança bastante tímida, comecei a cantarolar, percebi que era afinado e tinha prazer nisso, o que me despertou o desejo de aprender um instrumento. Aos poucos, fui me desenvolvendo e na adolescência comecei a buscar a coragem para mostrar.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Renato Enoch: Sou graduado em Design Gráfico pela UEMG. Minha formação musical aconteceu ao longo da vida, em cursos livres, estudo autodidata e prática constante. Atualmente curso uma pós-graduação em Pedagogia Vocal e também atuo como professor de canto. A formação em design influencia diretamente meu trabalho artístico, especialmente na relação entre música, imagem, audiovisual e narrativa.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Renato Enoch: Minhas influências passam pela MPB, pelo pop, R&B e soul, além de estilos mais contemporâneos e alternativos como artpop, synth-pop e trip-hop. As referências vão e voltam conforme as fases da vida. Não sinto que abandonei nada do que realmente já me atravessou. Algumas influências mudam de lugar, deixam de ser tão evidentes, mas acredito que continuam informando em alguma medida tudo que faço.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Renato Enoch: Sempre cantei, mas o início mais concreto da minha carreira aconteceu a partir de vídeos na internet e das primeiras participações na televisão, quando eu tinha cerca de 20, 21 anos, ainda cursando Design Gráfico. Foi nesse período que comecei a entender a música não só como expressão pessoal, mas também como caminho profissional possível.

06) RM: Quantos álbuns foram lançados?

Renato Enoch: Lancei o EP inteiramente autoral “antes de chegar”, que é um trabalho muito significativo para mim e conta com faixas como “a cruz” (com ilustre participação da Duda Salabert no clipe). Também lancei dois EPs de releituras, o “Recortes {A}”, com uma roupagem mais pop, e o “Recortes {B}”, focado na música brasileira dos anos 70. Além desses, tenho diversos singles, parcerias e releituras que nasceram da minha trajetória como intérprete e compositor independente.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Renato Enoch: É claro para mim que o que construí até aqui em termos de identidade e estilo vem de uma amálgama das fontes das quais bebi, da MPB à música pop, passando por R&B, artpop e trip hop, além de linguagens visuais. Ainda assim, costumo me interessar mais pelas percepções que os outros têm daquilo que produzo (quando há escuta atenta, algo cada vez mais raro), do que por nomenclaturas ou autodescrições muito fechadas. Sempre há também, na maneira como a gente canta e escreve, alguns mistérios que não sabemos bem de onde vêm ou como nomear, e eu espero que eles sigam mutáveis e misteriosos.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Renato Enoch: Sim. O estudo de técnica vocal faz parte da minha trajetória há muitos anos e sigo estudando pedagogia e me aprofundando em técnicas, especialmente por atuar como professor de canto.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Renato Enoch: A técnica é essencial para permitir uma expressão artística mais livre, ao contrário da ideia de “engessar” o canto, contanto que seja aliada ao desenvolvimento da escuta, da percepção e do repertório. Dominar melhor os recursos do próprio instrumento ampliam as possibilidades de escolha, ou seja, de interpretação, e a voz é um instrumento como qualquer outro (só que orgânico). Acredito que todo cantor desenvolve a sua própria técnica, seja de forma mais consciente e metodológica, seja de maneira autodidata e intuitiva, através da escuta, da experimentação e da prática.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Renato Enoch: Sempre admirei grandes vozes e personalidades femininas. Como um menino tímido e LGBTQIA+, eu via nelas uma coragem e uma liberdade que me inspiravam muito. Nomes de diferentes gerações como Elis Regina, Gal Costa, Elza Soares, Ella Fitzgerald, Bjork, Sade, Lauryn Hill, Marina Lima, Céu, Caroline Polachek, St. Vincent, Yebba, Madonna, Gaga e Kimbra foram fundamentais para eu querer ser artista. Ao mesmo tempo, também preciso citar vários cantores que amo e foram essenciais na minha formação, como Milton Nascimento, Caetano Veloso, Ney Matogrosso, Jeff Buckley, James Blake, Justin Vernon (Bon Iver), Stevie Wonder e outros.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Renato Enoch: É um processo muito livre e, muitas vezes, solitário. Pode partir de um verso solto, de uma frase melódica ou de uma imagem que vira som ou letra.

Precisei aprender a composição era possível como exercício e prática recorrente, porque ela veio para mim como uma forma de elaboração, de deixar “transbordar” para um outro lugar as coisas difíceis ou intensas. Como digo em “Lamento do Arremate”, uma faixa que lancei nos últimos tempos: “quando escrevo uma canção de amor / é para guardar o que transborda.”

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Renato Enoch: Minha parceria mais longa e constante é com o Fillipe Glauss, multi-instrumentista e produtor belo-horizontino que atua comigo na produção musical e nos arranjos das faixas. Além dele, ocasionalmente componho com outros parceiros talentosos.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Renato Enoch: O principal desafio é o acúmulo de funções, especialmente para quem tem esse perfil multitarefas. Você precisa gerir, criar, produzir e ainda manter a chama artística acesa em um mundo cheio de excessos e estímulos.

Por outro lado, a independência traz a necessidade de estar muito a par dos seus próprios desejos e de bancá-los. Difícil pra caramba, não só por questões materiais, mas também emocionais (pelo menos para mim).

No fim das contas, fazer música acaba sendo um imperativo vital, por motivos misteriosos e talvez pelo êxtase de poder se conectar com o outro através de algo que veio tão de si.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Renato Enoch: Busco uma construção que vá além da exposição imediata, mas considerando todas as ferramentas que temos ao nosso dispor. Fora do palco, isso envolve meu trabalho com a música em diferentes momentos, seja como criador gráfico e audiovisual, seja como compositor fazendo trilhas ou canções que não são pra mim, ou até como professor de canto.

O foco atual é poder encontrar formas de trabalhar como artista, e de um ponto de vista autoral construir um catálogo e um trabalho sonoro / visual que seja, em primeiro lugar, interessante e estimulante para mim. Daí é um eterno experimentar, colocar na balança e colocar no mundo, na esperança de que possa alcançar e se conectar com outras pessoas.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Renato Enoch: Atuo na produção musical e audiovisual dos meus projetos, busco integrar música e imagem de forma orgânica e desenvolver parcerias. Além disso, trabalho com outras frentes que ampliam as possibilidades para além da exposição direta e constante na internet, por mais que ela também seja necessária.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Renato Enoch: A internet possibilita conexões que antes seriam impossíveis, mas os modos atuais de funcionamento das redes muitas vezes não são benéficos para alguns perfis de artistas independentes.

É possível e necessário aprender a usar as ferramentas atuais a nosso favor, mas, ainda assim, acredito que a construção dos trabalhos em si, assim como as pontes, contatos e parcerias fora da internet, podem ser tão ou mais importantes do que a produção constante de conteúdo.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Renato Enoch: A vantagem é a liberdade criativa e a possibilidade de colocar sua expressão no mundo com menos recursos externos. A desvantagem é que essa lógica tão individual no fazer artístico (“faça você mesmo”) pode acabar isolando o artista de processos que são muito mais ricos quando coletivos, ou fazê-lo pular etapas importantes que se enriquecem muito nas trocas, processo pelo qual sinto que passei muitas vezes.

18) RM: O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Renato Enoch: Busco construir trabalhos que façam sentido como conjunto, onde som, visual e discurso se complementam. Nesses últimos anos entendi que quero colocar no mundo aquilo que eu realmente tive vontade de cantar, de escrever, que me toca. Mais do que volume ou velocidade, me interessam caminhos e processos que tenham algo de genuíno e que sejam (pessoalmente) sustentáveis no futuro.

19) RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira?

Renato Enoch: Vejo uma cena nova muito potente e intrigante vindo de diferentes estados e origens. Há muita gente boa produzindo coisas incríveis e que, muitas vezes, ainda não têm a visibilidade que merece.

É um cenário de muita resistência e criatividade. Vejo também um outro cenário onde há excesso de conteúdo e conteúdos muito saturados, repetidos e desinteressantes, que ganham no barulho e massificação.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical?

Renato Enoch: A carreira independente nos coloca em situações curiosas, desde problemas técnicos inesperados que nos desestabilizam, mudanças de plano inevitáveis e até momentos de alcançar pessoas que você admira de forma inesperada.

21) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Renato Enoch: O que mais me motiva é a percepção, que às vezes acontece, de que alguém se conectou de forma realmente significativa com algo que você criou. O que mais entristece é a desvalorização estrutural da cultura no Brasil, bem como a velocidade impossível com a qual as coisas têm acontecido hoje.

22) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Renato Enoch: Acredito em aptidões, sensibilidade e escuta como características que podem ser inatas, mas também adquiridas. Invariavelmente, só se transformam em um fazer artístico consciente e substancial quando estudadas, desenvolvidas e praticadas de forma intencional, corajosa e desejante. Pode ser fácil, mas no fim é sempre difícil.

23) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Renato Enoch: Para mim, improvisar é estar presente, disponível e ter a confiança de que existe uma base de onde partir. Ou seja, é o repertório que construímos aliado ao conceito do “sim, e”, que aprendi observando atores: você aceita o que vem do instrumento ou do parceiro e constrói algo em cima disso. No meu caso, só me sinto confortável com improvisos vocais e, mesmo assim, sou uma pessoa que gosta sempre de se preparar.

24) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Renato Enoch: Acredito que são as duas coisas. O estudo prévio e repertório acumulado é o que nos dá segurança e “vocabulário”. Mas a improvisação de fato acontece quando você usa esse vocabulário para responder a algo que está acontecendo agora, de forma mais espontânea e presente. É difícil.

Tem a construção prévia, mas também tem a ver com a “criança interior” que o artista precisa acessar em alguma medida. É ela que faz as coisas sem muito receio ou julgamentos internos. Adulto tem medo de tudo e às vezes faz burrada porque o medo toma conta; autocrítica (risos).

25) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Renato Enoch: Os métodos ajudam a dar nome e estrutura ao que ouvimos, o que é fundamental para a comunicação entre os músicos e ajuda muito na hora de compor e executar um instrumento. O cuidado é para não se tornar refém de métodos, convenções, academicismos e julgamentos que se dizem muito técnicos, mas que, no final das contas, são bastante subjetivos.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Renato Enoch: O rádio ainda tem um papel importante para alcançar determinados públicos. Ao mesmo tempo, acredito que hoje existem outros caminhos possíveis, por meio da internet, de curadorias, projetos culturais e circulação em diferentes espaços.

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Renato Enoch: Que a trajetória dificilmente será linear e que é preciso muito sonho, método e desejo. A construção de algo que te toca e te movimenta genuinamente é mais importante do que o alcance e reconhecimento imediatos.

Carreira musical não significa necessariamente viver só disso e você deve ter o direito de desistir ou de insistir o quanto quiser. Pode ser mais ou menos difícil dependendo de quem você é e de onde parte, mas sempre haverá dificuldades e resistência (interna e externa).

Você vai precisar se dedicar bastante, mas também precisa de parceiros e de ajuda. As coisas precisam de tempo mesmo, mas também não dá para ficar esperando um “ideal” de momento. Por fim, quem se autoriza a ser artista, no fim das contas, é você mesmo.

28) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Renato Enoch: Ainda é bastante concentrada, mas surgem brechas e iniciativas interessantes. Muitos artistas acabam criando seus próprios caminhos de comunicação.

29) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural?

Renato Enoch: São espaços fundamentais e necessários. Além de oferecerem estrutura e curadoria, permitem que trabalhos autorais e experimentais encontrem público, algo essencial para a saúde da cena musical.

30) RM: Em que momento você entendeu que a música seria mais do que um interesse pessoal?

Renato Enoch: Foi quando percebi que cantar e escrever canções poderia me conectar e encontrar eco em outras pessoas. A partir daí, a música deixou de ser apenas uma necessidade íntima e passou a ser também um meio de diálogo, o que deu mais coragem e me motivou a continuar fazendo.

31) RM: Sua obra carrega um forte senso estético. Isso é algo pensado desde o início?

Renato Enoch: Acho que tem muito a ver com o que eu sempre gostei de consumir e fazer. Além de ouvir música e cantar, quando criança eu desenhava e sempre gostei de experimentar com criações visuais.

Eu também sempre gostei bastante de cinema e de assistir videoclipes e, mais tarde, acabei me formando em design gráfico e trabalhando com produção audiovisual. De forma natural, o desejo pela criação visual integrada à música foi se consolidando.

32) RM: Como você descreveria seu processo criativo hoje?

Renato Enoch: Das coisas que escrevi e produzi, a maioria nasceu de forma bem espontânea e de um desejo bem genuíno de “guardar” sentimentos importantes em algum lugar. Dito isso, ao longo dos anos fui entendendo que também era possível tratar a criação mais como exercício, pois criar é um processo que exige uma certa disciplina.

A minha formação como designer me ajudou a pensar no processo de criação como algo que pode ter uma metodologia e, nesse sentido, tento sempre deixar as ideias iniciais fluírem de forma mais livre e intuitiva, seja para compor ou pensar em outro tipo de concepção, e só depois pesquisar e lapidar tudo com mais critério.

Também entendi que é normal existirem angústias e paralisias que precisamos superar no meio do processo. Também é importante saber quando parar para não cair na armadilha do perfeccionismo e achar que nunca está pronto, e isso é algo de que eu ainda preciso me lembrar sempre.

33) RM: O que mudou em você desde os primeiros lançamentos até os trabalhos mais recentes?

Renato Enoch: Hoje tenho um repertório cultural maior e acredito bem mais naquilo que crio. Também escuto mais e respeito mais o tempo das coisas, me angustiando menos. O mundo nos pede um senso de urgência pra tudo, mas acredito que respiros e uma certa calma são fatores importantes para se fazer arte. Talvez criar num ritmo um pouco menos frenético seja uma forma de resistir às imposições de produtividade do nosso mundo atual, mas claro que nem sempre isso é possível.

34) RM: Qual o papel das redes sociais na sua trajetória artística?

Renato Enoch: Foram plataformas como o Youtube que me possibilitaram colocar a minha voz e criações no mundo, me conectar com pessoas de outros lugares e começar a ter um reconhecimento.

No entanto, a lógica dos algoritmos mudou muito nos últimos anos e sempre tive dificuldades com a lógica de exposição das redes. Tento equilibrar isso e usá-las como ferramentas de extensão da arte, não como um fim em si mesmas.

35) RM: Os prêmios e reconhecimentos tiveram impacto na sua caminhada?

Renato Enoch: É inegável que os reconhecimentos me trouxeram um sentimento de validação e foram muito importantes para me manter motivado em momentos em que eu tinha muitas dúvidas, mas hoje entendo que, para mim, fazer arte tem muito a ver com me sentir vivo e faça sentido para as coisas. Acho uma ideia libertadora conseguir criar um pouco mais pelo movimento, pela capacidade de sonhar, e um pouco menos pela ideia de sermos vistos.

36) RM: O que você busca provocar em quem escuta suas músicas?

Renato Enoch: Ouvir música, ler e ver filmes sempre fez com que eu me sentisse menos sozinho. Foram muitos momentos de identificação, de desafogo e até a vontade de levantar-se da cama e de sonhar com novas coisas. Espero conseguir provocar alguma coisa nesse sentido.

37) RM: O que vem pela frente na sua carreira?

Renato Enoch: Novos lançamentos e um aprofundamento em um “universo” que comecei a criar. Quero continuar explorando possibilidades sem perder a essência daquilo que já criei e das coisas que me mais me movimentam.

38) RM: Quais seus projetos futuros?

Renato Enoch: Novos lançamentos (singles e disco) estão vindo aí.

39) RM: Quais seus contatos para shows e para os fãs?

Renato Enoch:  https://instagram.com/renatoenoch | [email protected] | [email protected] | https://linktr.ee/renatoenoch  

Canal: https://www.youtube.com/user/renatoenoch

Renato Enoch – No Escuro {Sigilo} (Clipe Oficial): https://www.youtube.com/watch?v=CONiDwi2bkA


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