Paulinha Carvalho

Compartilhe conhecimento

A cantora e compositora carioca Paulinha Carvalho começou a fazer músicas antes de ter visibilidade pública. Ao longo de duas décadas, sua escrita foi amadurecendo, entre a poesia e os palcos, estúdios, rodas musicais, rádio e experiências de vida que ampliaram a densidade da sua obra.

Paulinha Carvalho nasceu no Rio de Janeiro e construiu em Araruama uma parte essencial da sua maturidade artística. Compositora e cantora, desenvolve uma obra que atravessa samba, blues, MPB, rock e canção brasileira com naturalidade autoral. Sua presença artística não busca rótulo: busca a verdade.

Cantar nunca foi apenas som. Sempre foi permanência. Antes da voz, veio a escrita. Antes do palco, veio a escuta do mundo. Sua música nasce do que atravessa: memória, afeto, luta, liberdade e permanência. Escreve porque algumas emoções não aceitam silêncio. Canta porque algumas verdades precisam respirar.

Em 2026 completará 50 anos, celebra não apenas sua idade, mas a força e a coragem que a trouxeram até aqui. Suas composições transitam entre romance, liberdade, memória e futuro, sem evitar temas sociais como racismo, feminicídio, violência doméstica e reconstrução emocional. Há sempre um eixo central: transformar dor em travessia.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Paulinha Carvalho para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 10/04/2026:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Paulinha Carvalho: Nasci no dia 14/07/1976, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Essa origem carioca é algo muito presente em mim, porque o Rio de Janeiro tem uma musicalidade própria, uma pulsação cultural muito forte, e de alguma forma isso sempre esteve dentro da minha formação humana e artística. Registrada como Paula Carvalho Agnello e mãe da linda Ariel Agnello (10 anos de idade).

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Paulinha Carvalho: Eu nasci em um lar muito musical. Minha mãe (Eloisa Carvalho) foi cantora de circo e chegou a cantar com grandes nomes do rádio, como Elizeth Cardoso. Meu pai (Miguel Agnello) era um grande admirador de Nat King Cole e gostava muito de blues, rock, música negra americana e até ópera.

Meus irmãos (Marcos Agnello, Márcia Agnello, Cidimar Marinho) mais velhos também tinham uma influência muito forte dentro de casa, porque ouviam muito disco music dos anos 70, colocavam caixas de som com músicas da época, e eu cresci ouvindo tudo isso. Então, desde muito pequena, a música já fazia parte da minha vida de forma natural.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Paulinha Carvalho: Minha formação musical passou por cursos livres de técnica vocal, principalmente com o professor José Roberto Lourenço, da família do grupo Trio Ternura, que foi uma pessoa muito importante no meu aprendizado vocal. Mas sou autodidata no estudo musical.

Fora da música, eu tenho formação técnica em Processamento de Dados no segundo grau, o que inclusive me deu facilidade com aplicativos, tecnologia e até com inteligência artificial hoje em dia. Também cursei quatro períodos de Matemática na Universidade Federal do Rio de Janeiro.Trabalho como bancária no Banco do Brasil.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Paulinha Carvalho: Minha formação sempre foi muito eclética. Em casa eu escutava muitos gêneros. Depois cresci frequentando Escolas de Samba e fui compositora da Escola de Samba Portela, onde conheci Ari do Cavaco, que se tornou meu padrinho musical.

Também ouvi muito grupo Sempre Livre e Jon Secada. Hoje continuo extremamente aberta musicalmente: ouço Pink, Anitta, IZA, Pedro Sampaio, Gloria Groove, Forró, Reggae, RAP, Rock. Eu costumo dizer que depende muito do meu sentimento no dia.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Paulinha Carvalho: Apesar de cantar desde criança pelos corredores de casa, a profissionalização veio quase por acidente. Eu gostava de cantar em videokês e numa dessas ocasiões fui cantar na rua da Portela.

Ali fui ouvida por uma pessoa da harmonia, o Nelson, que comentou de mim com Ari do Cavaco. Em 2006, Ari me chamou para cantar numa feijoada do Escola de Samba Império Serrano. Em determinado momento ele simplesmente me deixou sozinha no palco e disse: “Vai aí, Paulinha”.

A partir dali eu nunca mais parei. Paralelamente, como eu já escrevia poesia desde jovem, comecei a compor. Minha primeira música foi Amor Cigano, que nasceu de uma poesia minha que musiquei.

06) RM: Quantos álbuns lançados?

Paulinha Carvalho: Em 2026, lancei cinco álbuns: Sweet Desire; Direção; Caminho de Volta; Meu Samba; Deixa Fluir. Cada álbum fala de um assunto diferente, pois minhas obras, assim como eu, são ecléticas. Nestes álbuns optei por usar a voz/interpretação e parte instrumental usando os recursos da Inteligência Artificial, porque escolhi focar mais nas minhas composições para apresentá-las aos artistas que queiram gravá-las.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Paulinha Carvalho: Meu estilo musical é eclético e emocional. Eu abordo sentimentos, mas também temas importantes como racismo, violência doméstica, feminicídio e reflexões sociais. Minha música vai além do que eu sinto; ela também fala do que observo e daquilo que considero importante contribuir como cidadã.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Paulinha Carvalho: Sou bastante autodidata na música, mas fiz cursos livres e preparação vocal com José Roberto Lourenço. Além disso, estudei por mídias sociais, observando, ouvindo, tentando e aprendendo. E os palcos também ensinaram muito.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Paulinha Carvalho: A voz é um instrumento, como um violão que precisa estar com cordas cuidadas e bem regulado. A técnica vocal faz com que esse instrumento esteja sempre apto a ser usado da melhor forma possível.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Paulinha Carvalho: Hoje, admiro muito IZA. Também admiro profundamente Mariah Carey, Beyoncé, Aretha Franklin, Etta James, Elizeth Cardoso, Agnaldo Rayol, Agnaldo Timóteo, Emílio Santiago, a obra completa de Jorge Vercillo e Djavan me encantam, as vozes irretocáveis de Elis Regina e Clara Nunes. Tim Maia e Michael Jackson igualmente gênios e eternos! Como compositora, minha maior inspiração é Dona Ivone Lara pelo conjunto da obra e pelo exemplo de vida.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Paulinha Carvalho: No início, meu processo de composição começou a partir de poemas que eu já escrevia. Eu escrevia poesia desde muito nova, então as primeiras músicas nasceram assim: eu pegava meus poemas e pedia a amigos músicos criassem melodias para eles.

Depois, com o tempo, fui desenvolvendo uma forma muito própria de compor: comecei a ouvir a música inteira dentro da minha cabeça, como se ela já viesse pronta internamente.

Muitas vezes eu escuto mentalmente a melodia, cantarolo pequenos trechos, e a partir disso vou construindo a letra. Em outros momentos acontece o contrário: uma frase ou um tema surge primeiro, e a música vai se formando junto com a palavra.

Então é um processo misto, que depende muito do que estou sentindo, do que estou observando e do que me toca emocionalmente. Eu sou uma pessoa muito observadora da sociedade.

Muitas músicas minhas nascem de experiências pessoais, mas outras vêm de histórias próximas, de situações humanas que me impactam. Já escrevi, por exemplo, sobre adaptação emocional de um casal após uma perda gestacional. Nem tudo precisa acontecer comigo diretamente para me atravessar artisticamente.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Paulinha Carvalho: A maior parte das minhas músicas foi composta sozinha, mas ao longo desses vinte anos tive três parceiros muito importantes em momentos específicos da minha trajetória.

Um deles é Alexandre Velloso, compositor da Escola de Samba Portela, com quem compus “Sede de Amor” e “Minha Encantada”. Outro parceiro importante é Miguelzinho Beserra, da Vizinha Faladeira, que musicou minha letra

“Sobrevivência”, que está no álbum Meu Samba. E tenho também Adilson Gavião, que além de parceiro é um grande amigo, produtor, uma pessoa de enorme generosidade humana e artística.

Com Adilson compus “Love in Home Again”, que depois se transformou em uma ópera chamada “Torna da Me”. Adilson é autor de “Batucada dos Nossos Tantãs”, gravada pelo Fundo de Quintal e mais recentemente pelo Sorriso Maroto em Abbey Road Studios. Tenho enorme admiração por ele como artista e como pessoa.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Paulinha Carvalho: A maior vantagem da carreira independente é a liberdade criativa. Eu posso ser eclética, posso trabalhar diferentes temas, diferentes sonoridades, sem precisar me encaixar em um nicho determinado por mercado ou por gravadora. Isso preserva muito a autenticidade.

Quando existe uma estrutura empresarial muito rígida em torno do artista, às vezes há um direcionamento excessivo do que se deve fazer, do que é comercialmente mais aceito, e isso pode limitar a criatividade. Por outro lado, a desvantagem da independência é o volume de trabalho.

Você precisa assumir muitas funções ao mesmo tempo: produção, pós-produção, divulgação, investimento financeiro, estratégia de mídia, vídeo, administração. Produzir música é caro. Nem sempre quem tem talento tem poder aquisitivo para sustentar tudo isso.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Paulinha Carvalho: Essa parte é bastante desafiadora, porque eu concilio muitas funções. Hoje eu moro em cidade do interior, então minhas apresentações são menos frequentes do que eu gostaria.

Além disso, tenho um trabalho formal, que é de onde vem meu sustento principal neste momento, e ele ocupa grande parte do meu dia. Fora isso, existe minha vida doméstica, minha função de mãe, minhas responsabilidades pessoais. Então a produção artística muitas vezes começa quando o restante do dia já terminou.

Normalmente organizo meu tempo em blocos: dias voltados para produção, dias voltados para divulgação, dias voltados para desenvolvimento de conteúdo e dias em que preciso respeitar o descanso físico, porque corpo e mente também precisam estar preservados para continuar criando.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver sua carreira musical?

Paulinha Carvalho: Hoje minhas ações empreendedoras estão muito ligadas ao ambiente digital. Eu invisto em anúncios nas redes sociais, impulsionamento de vídeos, divulgação segmentada das minhas músicas e presença constante nas plataformas digitais.

Além da postagem orgânica, existe um investimento consciente em mídia paga para aumentar o alcance do trabalho. Atualmente esse é o principal caminho de empreendedorismo dentro da minha realidade artística.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Paulinha Carvalho: A internet hoje é uma grande aliada, porque praticamente todo o meu trabalho circula por ela. É onde divulgo, onde mostro minhas músicas, onde faço conexões e onde consigo atingir pessoas que talvez nunca alcançaria fisicamente.

O lado mais delicado são os comentários que não têm caráter construtivo. Não me refiro à crítica séria, porque crítica faz parte, mas àquelas observações vazias, muitas vezes contaminadas por julgamentos que não têm relação direta com a obra, como misturar política de forma agressiva com música sem necessidade.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Paulinha Carvalho: A grande vantagem do home studio é a autonomia. Você consegue produzir com qualidade sem depender de deslocamentos, horários rígidos ou altos custos de estúdio profissional. Para quem mora no interior, isso faz muita diferença, porque um estúdio de padrão elevado geralmente exige deslocamento até a capital.

Além disso, existe a liberdade de trabalhar em horários alternativos, inclusive de madrugada. A desvantagem está no aspecto técnico: resolver sozinha questões de áudio, captação, edição e produção exige aprendizado constante e nem sempre é simples para quem não tem formação específica.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Paulinha Carvalho: Um dos caminhos para se diferenciar hoje é não fazer apenas mais do mesmo. Eu escolhi conscientemente ser eclética, não me prender a um único nicho, porque isso preserva minha identidade. A diversidade, quando vem com verdade, se torna uma marca própria.

19) RM: Como você analisa cenário da Música Popular Brasileira? Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Paulinha Carvalho: Eu gosto muito da nova MPB. Vejo artistas surgindo com vozes muito particulares, propostas interessantes, identidade própria. Existe uma renovação acontecendo. Mas também acredito que os grandes nomes da MPB permanecem insubstituíveis, porque construíram uma base histórica e afetiva muito forte na música brasileira.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Paulinha Carvalho: Já vivi situações muito inusitadas. Uma delas foi cantar enquanto precisava cuidar da minha filha ao mesmo tempo, porque sou mãe solteira. Então era literalmente um olho na música e outro na criança.

Outra situação curiosa aconteceu quando fui fazer uma apresentação de fim de ano em uma grande emissora de televisão e, na volta, percebi que um dos meus sapatos tinha desaparecido. Voltei de madrugada, de ônibus, descalça. São histórias que mostram que a vida artística também é feita de bastidores muito humanos.

21) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Paulinha Carvalho: O que mais me deixa feliz é perceber que a música ganha espaço e chega às pessoas de verdade. Ver alguém apreciando meu trabalho, perceber emoção real, perceber que alguma reflexão foi despertada por uma música minha — isso é profundamente gratificante.

Este ano, por exemplo, foi muito marcante para mim nesse sentido: vi músicas minhas produzidas em nível profissional como sempre sonhei, vi pessoas dançando minhas músicas, crianças cantando, pessoas chorando ao se emocionarem com uma canção minha.

Tudo isso junto gera uma sensação muito forte de realização. Muitas vezes as pessoas associam carreira artística primeiro ao glamour ou à fama, e eu entendo isso, mas para mim a arte pela arte ainda é central.

O que me entristece é que ainda existe uma visão muito limitada sobre o artista, como se fosse alguém sem propósito, sem estudo, sem trabalho real. A arte exige muita dedicação, muita disciplina, muito investimento emocional e intelectual.

22) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Paulinha Carvalho: Eu acredito que sim, existe dom musical. Existem vozes que quando a gente ouve percebe imediatamente que há algo extraordinário ali, algo que parece ultrapassar o comum. Basta ouvir Luciano Pavarotti, por exemplo, ou lembrar dos agudos de Mariah Carey. São vozes que marcam gerações. Claro que o dom precisa ser lapidado, desenvolvido, estudado, mas ele existe.

23) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Paulinha Carvalho: Eu, pessoalmente, sinto que não nasci com esse dom específico da improvisação em grau elevado, embora admire profundamente quem tem. Quando vemos artistas como Jovelina Pérola Negra, Xande de Pilares, Bezerra da Silva, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho versando, percebemos claramente que improvisar é um talento raro. Seja no instrumento, na voz ou no verso, a improvisação exige rapidez mental, sensibilidade e presença artística muito forte.

24) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Paulinha Carvalho: A improvisação nasce de forma espontânea, porque existe um impulso criativo imediato, uma resposta muito viva ao momento. Mas ela também pode ser desenvolvida e refinada. A prática constante e o estudo ajudam muito a dar estrutura para que essa espontaneidade aconteça com mais qualidade.

25) RM: Prós e contras dos métodos de improvisação?

Paulinha Carvalho: A grande vantagem da improvisação é que ela transforma a apresentação em algo único. Mesmo que se tente repetir depois, nunca será exatamente igual, porque aquele momento pertence só àquela apresentação. Isso dá uma força artística muito grande e faz com que a obra ganhe um brilho especial. O lado delicado é quando a pessoa perde o equilíbrio e exagera, saindo demais do roteiro da música, a ponto de se perder e comprometer a própria apresentação.

26) RM: Prós e contras do estudo de harmonia funcional?

Paulinha Carvalho: Eu não vejo um lado negativo no estudo da harmonia funcional. Todo conhecimento dentro da música é válido e amplia possibilidades. O que eu considero um risco é quando a técnica passa a dominar demais e a emoção perde espaço. Música precisa de estrutura, mas também precisa de alma.

27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Paulinha Carvalho: Hoje, é muito difícil conseguir espaço sem algum tipo de investimento forte ou sem estrutura de mercado. Mas assim como em muitos outros setores profissionais, o networking ainda sustenta muito quem não tem grande poder aquisitivo. Relações humanas, conexões e consistência ainda fazem diferença.

28) RM: O que diz para quem quer seguir uma carreira musical?

Paulinha Carvalho: Diria que humildade é fundamental, junto com consciência do próprio valor. É preciso muita força de vontade, muito trabalho, muita dedicação. E embora pareça clichê, a primeira pessoa que precisa acreditar no seu sonho é você mesma.

29) RM: Festival de Música revela novos talentos?

Paulinha Carvalho: Festival de música sempre revelou e acredito que continuará revelando. Há muitos talentos espalhados por toda parte; muitas vezes o que falta é visibilidade. O festival ajuda justamente nisso: faz a pessoa subir um degrau, sair do anonimato e ser vista.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Paulinha Carvalho: Ainda existe uma relação muito forte entre espaço midiático e poder financeiro. Quem tem dinheiro tende a ocupar mais espaço. Quem não tem, muitas vezes precisa contar com sorte, insistência e oportunidades alternativas. Mas a mídia social mudou muito esse cenário, porque permitiu que pessoas antes invisíveis alcançassem público através do digital.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Paulinha Carvalho: São instituições extremamente importantes para o fortalecimento cultural. Elas mantêm espaços de expressão artística vivos, fomentam teatro, música, shows, humor, exposições e ajudam a manter uma circulação cultural que a grande mídia muitas vezes não sustenta sozinha. Muitos artistas do samba, por exemplo, encontraram espaço e continuidade em palcos como esses.

32) RM: Quais os seus projetos futuros?

Paulinha Carvalho: Tenho um sonho muito claro: gostaria de realizar pelo menos uma vez um show profissional em formato voz e piano, com produção completa, iluminação, palco bem pensado, identidade visual com meu logo e uma concepção artística cuidada. É um sonho que carrego com muito carinho.

Mas atualmente estou muito focada na minha carreira como compositora, buscando intérpretes e artistas que possam gravar minhas músicas e desenvolver esse repertório. Meu trabalho está presente nas redes sociais e nas plataformas digitais.

33) RM: Quais seus contatos?

Paulinha Carvalho: https://linktr.ee/Paulinha.Carvalho

| https://www.instagram.com/paulacarvalhocompositora

Canal:  https://www.youtube.com/@paulacarvalhocompositora

Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=IhDJqKYqy14&list=PLeOMP5yJ_ByWNQ6-5toPCST0h43zdbQlc


Compartilhe conhecimento

Leave a Comment

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Related Post

Revista Ritmo Melodia
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.