Danilo Bayão

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O cantor, compositor e violeiro mineiro Danilo Bayão, desde criança, gosta de Música Sertaneja e na convivência na propriedade rural de seu pai, com um funcionário que ele adorava, passou a gostar muito de Sérgio Reis.

Em 1990, assistindo a novela Pantanal, aquele mesmo ambiente de fazenda, casos de onça e ainda com a participação do Sérgio Reis, Danilo descobre seu grande ídolo e influência, o violeiro Almir Sater.

Em 1993, aos 16 anos de idade, Danilo quis estudar música e começa a tocar violão. Em 1998, ao ver pela primeira vez uma pessoa tocando viola caipira em sua frente, acontece a mágica: “aquele som me arrebatou de uma tal forma que fiquei atordoado. Percebi que algo em mim havia mudado e nesta época eu já era ouvinte assíduo do programa Trem Caipira da rádio Inconfidência, o que foi importantíssimo para eu aprofundar no conhecimento e gosto pela música caipira.”

Na Rádio comunitária FM Lagoinha, onde participava com regularidade do programa de esporte e durante um ano e meio apresentou o programa Hora da Viola, Danilo conhece o violeiro Fernando Viola, que o ajudou a comprar sua primeira Viola, em 1999, e passou a lhe dar aulas. Com isso, Danilo mergulha de cabeça no universo da Viola, até que conhece toda turma de Viola do Mercado Novo, onde passa a frequentar as rodas.

Procurava assistir e acompanhar a tudo, até que em 2000, assistiu, pela primeira vez, ao show de Almir Sater no Minas Centro. Nesta oportunidade, em que já apresentava o programa Hora da Viola, conseguiu entrevistar Almir Sater. Depois deste nunca mais perdeu um show dele, salvo raras exceções.

Em maio de 2002, foi convidado a fazer parte da Orquestra Mineira de Violas, período em que viajou muito fazendo shows, até 2008. Danilo passa um período afastado da música e dos palcos e em 2018, começa a estudar Viola com o professor Fernando Sodré, violão erudito com o professor José Lucena e um pouco de guitarra, já com a convicção que queria se dedicar exclusivamente à música instrumental.

Danilo teve a ideia do disco, assistindo a um show de Fernando Sodré, Enéias Xavier e o baterista Neném: “Quando este último fez um solo e eu imaginei a música Estradeiro do Almir solada por cima daquela percussão, no dia seguinte, levei a ideia para Fernando Sodré que a adorou; e tudo começou.”

“Este CD é fruto de minha profunda admiração por Almir Sater. Venero a arte do músico sul-mato-grossense e a admiração que nutro pelo compositor e intérprete, porém, foi além do trabalho musical e artístico. Almir Sater desenvolve projetos ambientais importantes, além de ter idealizado uma escola pantaneira com o objetivo de alfabetizar crianças da região. A paixão pela virtuosidade da expressão musical de Sater foi crescendo. Aos 21 anos, adquiri minha primeira viola. A partir de então comecei a estudar este fabuloso instrumento, que sempre tocou o meu coração. Agora, após um período de intenso trabalho e dedicação, tenho o prazer de lançar meu primeiro disco como instrumentista e oferecê-lo aos ouvintes.”

O show de lançamento do álbum “Danilo Bayão toca Almir Sater” foi realizado em 14 de dezembro de 2024, no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil em Belo Horizonte e contou com a direção musical de Fernando Sodré e um super time de grandes instrumentistas mineiros: Danilo Bayão (Viola), Eneias Xavier (baixo), Fernando Sodré (viola e vocais), Rogério Delayon (violão e banjo), Serginho Silva (timbatera), Bárbara Barcelos (vocais), Sergio Rabello (cello), Marcelo Jiran (teclado e acordeon).

Segue abaixo entrevista exclusiva com Danilo Bayão para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 06/04/2026:

01) RitmoMelodia: Qual a data de nascimento e sua cidade natal?  

Danilo Bayão: Nasci no dia 11/03/1977 em Belo Horizonte – MG. Registrado como Danilo Bayão Gomes.

02) RM: Fale sobre seu primeiro contato com a música. 

Danilo Bayão: Este contato aconteceu na fazenda que meu pai (José Hamilton Gomes) tinha na década de 80. Eu era muito apegado a um dos seus funcionários que gostava de música sertaneja. Por isso, mesmo contra o gosto do meu pai, me apaixonei por este estilo musical. 

03) RM: Qual sua formação musical e ou acadêmica fora da área musical? 

Danilo Bayão: Sou formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Fafi/ UNI-BH e Direito pela Faculdades de Direito Milton Campos.

04) RM: Quais são as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância? 

Danilo Bayão: A minha primeira influência foi o cantor e compositor Sérgio Reis, pois o funcionário do meu pai gostava muito dele.

À medida em que fui conhecendo mais, ouvindo a versão original das músicas que ele cantava e me tornei violeiro, passei a ser influenciado pelas grandes duplas sertanejas como: Tião Carreiro e Pardinho, Zé Mulato e Cassiano, Cacique e Pajé, Liu e Léu, Tonico e Tinoco, Zico e Zeca e muitos outros. Além disso, tenho muita influência do rock, choro, música erudita e MPB.   

Sinto profunda admiração por Almir Sater. Venero a arte do músico sul-mato-grossense e a admiração que nutro pelo compositor e intérprete, porém, foi além do trabalho musical e artístico. Almir Sater desenvolve projetos ambientais importantes, além de ter idealizado uma escola pantaneira com o objetivo de alfabetizar crianças da região. A paixão pela virtuosidade da expressão musical de Sater foi crescendo.

Aos 21 anos, adquiri minha primeira viola. A partir de então comecei a estudar este fabuloso instrumento que sempre tocou o meu coração. Agora, após um período de intenso trabalho e dedicação, tenho o prazer de lançar meu primeiro disco como instrumentista e oferecê-lo aos ouvintes.”

05) RM: Quando como e onde você começou sua carreira musical? 

Danilo Bayão: Em 1999, comecei a tocar Viola. Nesta época fiz parte da Orquestra Mineira de Violas. Em 1998, no interior de Minas Gerais assisti a um violeiro tocar na minha frente em uma reunião familiar. Nesta ocasião me apaixonei pelo instrumento e decidi que iria ter uma viola. Em maio de 1999, conheci uma pessoa que me ajudou a adquirir meu primeiro instrumento, Fernando Viola. Hoje ele é um irmão que tenho. 

06) RM: Quantos álbuns lançados? 

Danilo Bayão: Em dezembro de 2024, lancei meu primeiro álbum “Danilo Bayão Toca Almir Sater” (Instrumental). 

Ficha técnica do álbum: Gravado no Engenho Estúdio em Belo Horizonte – MG. Gravação, mixagem e masterização: André Cabelo. Produção e arranjos: Fernando Sodré.  Fotos: Felipe Sodré.  Artes encarte: Pinho. Figurino e direção de arte: Mirna de Moura. Revisão dos textos: Manuela Ribeiro. 

Músicos: Danilo Bayão (Viola), Eneias Xavier (Baixo acústico, elétrico e piano), Rogério Delayon (Violão, bandolim e banjo), Serginho Silva (Percuteria), Fernando Sodré (Viola e Vocal), Christiano Caldas (Acordeon), Sergio Rabello (Violoncelo), Jorge Continentino (Flauta), Claudia Duarte (Vocais).

Repertório do álbum:

1. ESTRADEIRO – Danilo Bayão: viola / Enéias Xavier: baixo fretless / Rogério Delayon: violão e bandolim / Serginho Silva: cavalgada com coquinho, tunísia, caixa de folia, búfalos drooms, pratos, caxixi e tambor de mola / Cláudia Duarte: voz / Fernando Sodré: voz

2. TERRA DE SONHOS – Danilo Bayão: viola / Enéias Xavier: baixo elétrico / Rogério Delayon: violão e charango / Jorge Continentino: flauta / Serginho Silva: shaker, caxixi, matraca, coco e efeitos

3. PEÃO – Danilo Bayão: viola / Fernando Sodré: viola / Enéias Xavier: baixo fretless / Serginho Silva: reco-reco, caixa, shaker, efeitos e palmas / Rogério Delayon: violão

4. BOIADA – Danilo Bayão: viola / Enéias Xavier: baixo fretless / Serginho Silva: rio, água, castanhas e búfalo / Sérgio Rabello: violoncelo

5. UM VIOLEIRO TOCA – Danilo Bayão: viola / Enéias Xavier: baixo acústico / Rogério Delayon: violão / Serginho Silva: percussão, timbatera e caxixi

6. BRASIL POEIRA – Danilo Bayão: viola / Enéias Xavier: baixo fretless / Cláudia Duarte: voz / Christiano Caldas: acordeom / Serginho Silva: moringa e efeitos

7. CANOA – Danilo Bayão: viola / Enéias Xavier: baixo acústico e piano / Rogério Delayon: violão / Serginho Silva: moringa, shakir, tambor, congas e pratos

8. CAPIM DE RIBANCEIRA – Danilo Bayão: viola / Enéias Xavier: baixo acústico e piano / Rogério Delayon: violão / Serginho Silva: timbatera, surdos, tambores, pandeiro, moringa, efeitos e caxixi

9. KIKIÔ – Danilo Bayão: viola / Fernando Sodré: viola / Enéias Xavier: baixo acústico / Serginho Silva: moringa e caxixi / Christiano Caldas: acordeom

10. TREM DE LATA – Danilo Bayão: viola / Enéias Xavier: baixo fretless / Rogério Delayon: violão / Serginho Silva: timbatera

11. BOIEIRO DO NABILEQUE – Danilo Bayão: viola / Enéias Xavier: baixo fretless / Rogério Delayon: violão / Serginho Silva: efeitos

12. RASTA BONITO – Danilo Bayão: viola / Rogério Delayon: banjo / Enéias Xavier: baixo acústico / Cláudia Duarte: voz / Fernando Sodré: voz / Serginho Silva: tunísia, caxixi, moringa, efeitos

13. TOCANDO EM FRENTE – Danilo Bayão: viola / Enéias Xavier: baixo acústico e piano / Rogério Delayon: violão / Sérgio Rabello: violoncelo / Serginho Silva: timbatera

07) RM: Como você se define como violeiro? 

Danilo Bayão: Tento ser um violeiro eclético que toca de tudo e não ficar apenas na música caipira. 

08) RM: Quais afinações você usa na viola? 

Danilo Bayão: Cebolão em Mi maior e um pouquinho de Rio Abaixo. 

09) RM: Quais as principais técnicas que um violeiro tem que conhecer?

Danilo Bayão: Isto depende muito do que o violeiro quer tirar de sonoridade da Viola. Posso citar o exemplo daquele violeiro que quer tocar pagodes do Tião Carreiro; este precisa muito de desenvolver a técnica do polegar. Então, o que define a técnica a ser aprimorada não é o instrumento em si, mas sim o som que ele quer tirar.   

10) RM: Quais os violeiros que você admira?  

Danilo Bayão: Almir Sater, Fernando Sodré, Tião Carreiro, Zé Mulato e muitos outros. 

11) RM: Como é seu processo de compor?  

Danilo Bayão: Não tenho músicas próprias ainda. 

12) RM: Quais as principais diferenças técnicas entre a viola e o violão?  

Danilo Bayão: São dois instrumentos (Viola e Violão) que se completam perfeitamente. A Viola tem um som agudo; 03 ares oitavados, o que proporciona um timbre diferenciado para solar. Enquanto o Violão tem um som mais sóbrio, grave.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente? 

Danilo Bayão: O principal ponto positivo é fazer o trabalho sem nenhuma interferência de terceiros. O trabalho sai do jeito que quero. Já o contra é a falta de apoio na divulgação, o que torna o trabalho muito mais árduo e com difícil retorno. Por isso, iniciativas como a revista RitmoMelodia, é tão importante para nós artistas e violeiros.

14) RM: Quais as estratégias de carreira musical dentro e fora do palco? 

Danilo Bayão: Fora do palco: estudar muita Viola, ouvir muita música, frequentar shows e só pensar em subir no palco quando estiver muito preparado técnica e emocionalmente e cercado de bons companheiros e grandes instrumentistas.

Procuro também me cercar de uma equipe muito profissional como produção, assessoria de imprensa, redes sociais, técnicos de som e iluminação e músicos que me dão cada vez mais estrutura para seguir meu propósito.

No palco: estando bem-preparado, feito todo o trabalho anterior fora do palco que citei acima, é a hora de me expressar e me divertir fazendo o que amo.

15) RM: Quais as ações empreendedoras você pratica para sua carreira? 

Danilo Bayão: Procuro estudar muito e cada vez mais profissionalizar meu trabalho tendo condições de estar o mais apto possível para construir minha carreira e tocar por esse mundão.

16) RM: O que a internet ajuda ou prejudica no desenvolvimento de sua carreira? 

Danilo Bayão: Penso que a internet só ajuda. Isto porque ela faz o trabalho chegar a um número infinitamente superior àquele que eu conseguiria atingir sem ela.  É uma ferramenta cada vez mais necessária à divulgação do nosso trabalho sendo usada de forma ética.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação home estúdio? 

Danilo Bayão: Não vejo desvantagem no uso do home estúdio.  A tecnologia proporciona um refinamento maior do trabalho. Ela não pode ser utilizada para suprir uma limitação técnica humana, sendo em casa ou em um estúdio comercial. Não é o local que define um trabalho, mas a tecnologia disponível e o material humano que a utiliza.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira.  Hoje gravar o CD não é mais o grande obstáculo. Mas concorrência de mercado se tornou grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical? 

Danilo Bayão: Em primeiro lugar tento me aprimorar cada vez mais no instrumento (Viola) para que este seja meu diferencial e estruturar ao máximo que posso minha equipe e profissionalizar e trabalhar as estratégias para conseguir me manter no mercado musical.

Trabalho muito os conteúdos e divulgação nas redes sociais e veículos de imprensa. Tenho sempre material de divulgação atualizado e formatado profissionalmente e me cerco dos melhores profissionais possíveis em todos os setores.

Com certeza, a concorrência é grande e às vezes desleal, mas sigo fazendo o que amo e acredito ser verdadeiro e ético para minha carreira.

19) RM: Como você analisa o cenário da música sertaneja? Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram? 

Danilo Bayão: Penso que a autêntica Música Sertaneja não é atrativa financeiramente e isso dificulta o surgimento de novos talentos. Considero que a dupla Zé Mulato e Cassiano continua fazendo um trabalho sertanejo belíssimo. Sou fã deles.

Não considero que o trabalho do Almir Sater seja Música Sertaneja, embora utilize a Viola, mas Almir Sater continua muito bem. Por outro lado, o trabalho do Sérgio Reis regrediu, pois passou a gravar outros ritmos musicais muito diferentes e incoerentes com os que o consagraram na música, como se ele seguisse a onda e a moda musical da vez.

20) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical? 

Danilo Bayão: O show é o momento sublime de um artista é quando me sinto mais feliz.

Assim como nos ensaios, nas trocas que tenho com meus amigos e parceiros musicais.

Por outro lado, a falta do show é o que me deixa mais triste.  A vontade é de estar sempre tocando e mostrando meu trabalho, cada vez mais e melhor.

21) RM: Quais os outros instrumentos musicais que você toca? 

Danilo Bayão: Violão e Guitarra. 

22) RM: Quais são as semelhanças e diferenças entre a Música Sertaneja atual e Sertaneja Caipira? 

Danilo Bayão: A semelhança é o cantar dueto. A diferença é que a Música Caipira tinha como principal temática o sertão, o que não acontece com a moderna Música Sertaneja. A Música Caipira é mais simples; trata-se, de uma forma geral, de uma Viola ou acordeon e um Violão e o talento dos cantadores. Já a moderna Música Sertaneja conta com uma infinidade de recursos, tanto tecnológicos quanto financeiros. 

23) RM: Quais os vícios técnicos o violeiro deve evitar? 

Danilo Bayão: A Viola é um instrumento que é utilizado muito para solar. Por isso o músico deve evitar notas sujas mesmo quando está em um solo que exija rapidez. 

24) RM: Quais os erros no ensino da viola? 

Danilo Bayão: A Viola é um instrumento muito particular. Muitos professores escolhem tonalidades “simples” e fáceis para que o aluno aprenda a tocar, mas pecam ao não explorar toda a potência do instrumento e do aluno. O ensino da viola é ainda muito voltado à cultura caipira que é sua raiz, mas poderia ser muito mais diversificada, abrangente e propagar ainda mais seu uso e alcance.

25) RM: Tocar muitas notas por compasso ajuda ou prejudica a musicalidade?

Danilo Bayão: A música nos apresenta situações distintas, por isso o excesso de notas em um compasso pode ser uma solução em um momento e um problema em outro.

26) RM: O que você diz para quem quer trilhar uma carreira musical? 

Danilo Bayão: Muita dedicação, estudo, muita paciência, muita perseverança. E saiba ouvir críticas. Muito sucesso pode ser a colheita.

27) RM: Existe dom musical? Qual sua definição de dom musical? 

Danilo Bayão: O dom é o quanto o músico gosta da música. A pessoa pode ser limitada tecnicamente, mas se ela tiver abnegação pela música ela irá estudar muito e conseguir ser um músico.

28) RM: Qual sua definição de improvisação? 

Danilo Bayão: É uma habilidade do músico de criar em cima da harmonia proposta algo que não estava planejado.

29) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois? 

Danilo Bayão: Sim, é fato que há improvisação. Mas para isso, o músico precisa, para improvisar realmente, de uma base forte e bagagem musical.

30) RM: Quais os métodos que você indica para o estudo de leitura à primeira vista? 

Danilo Bayão: Sou deficiente visual. Por isso, leio partituras em braille, e não conheço um método de leitura para uma pessoa que tem a visão total. 

31) RM: Como chegar a um nível de leitura à primeira vista? 

Danilo Bayão: Muito treino. E para os deficientes visuais ainda é necessária uma excelente memória, pois não há como ler uma partitura enquanto se está tocando. 

32) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia do cenário musical brasileiro? 

Danilo Bayão: A cobertura feita pela grande mídia do cenário musical brasileiro é lamentável. Hoje, os grandes músicos têm cada vez menos espaço e uma música superficial tomou conta de quase todo espaço. 

33) RM: Qual a importância de espaços como o Sesc, Itaú Cultural, Caixa Cultural, Banco do Brasil Cultural para o cenário musical brasileiro? 

Danilo Bayão: São fundamentais. Estes espaços buscam valorizar os músicos que não têm espaço na grande mídia. 

34) RM: Quais os projetos futuros? 

Danilo Bayão: Pretendo lançar outros álbuns e levar o meu trabalho para um número cada vez maior de pessoas. 

35) RM: Quais seus contatos? 

Danilo Bayão: (31) 99600 – 0651 (Lílian Macedo) | [email protected] | www.instagram.com/danilobayao

Canal: https://www.youtube.com/@DaniloBay%C3%A3o

O álbum “Danilo Bayão toca Almir Sater”: https://www.youtube.com/watch?v=rSNfCC-yR1s&list=OLAK5uy_nDU3nlpIHtV623HTT_wm0a47auK9MyZXM


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