Bea Duarte

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A cantora, compositora e multi-instrumentista Bea Duarte é a voz que transforma sensibilidade em identidade musical. Ela vem consolidando sua trajetória ao unir emoção, presença digital e uma linguagem musical autoral.

Bea Duarte encontrou na música um meio de transformar sentimentos em narrativa. Cantora e compositora, ela constrói uma carreira marcada pela sensibilidade artística e por uma relação próxima com o público, tanto nos palcos quanto nas redes sociais.

Seu percurso musical se desenvolveu de forma natural, acompanhando um processo contínuo de amadurecimento criativo. As canções carregam intimidade, vulnerabilidade e força, traduzindo experiências pessoais que dialogam com vivências universais. A capacidade de transformar emoções em letra e melodia se tornou uma das marcas centrais do seu trabalho.

Com o crescimento da carreira, Bea passou a enxergar as redes sociais como uma extensão da própria arte. Ao compartilhar bastidores, processos criativos e trechos de músicas, ela fortaleceu o vínculo com os fãs e ampliou o alcance do seu trabalho. O público acompanha não apenas os lançamentos, mas todo o caminho artístico por trás de cada canção.

Em um mercado musical cada vez mais acelerado, Bea Duarte se destaca por preservar a própria identidade. Longe de fórmulas prontas, sua presença se sustenta na coerência artística, na constância e na verdade emocional. O resultado é uma carreira em expansão, com novos projetos no horizonte e uma base de ouvintes cada vez mais engajada.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Bea Duarte para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 02/03/2026:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Bea Duarte: Nasci no dia 30/04/1997 em São Bernardo do Campo, SP. Registrada como Beatriz Duarte Leme.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Bea Duarte: Eu não me lembro do primeiro contato com a música, pois o contato foi a vida inteira, mas eu sei que tem uma foto minha de bebe com meu tecladinho que tocava aquela música da fazenda e eu não soltava por nada aquele teclado.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Bea Duarte: Sou formada em Canto Popular por conservatório e já fiz vários cursos variados de belting contemporâneo, de piano, de violão, de coral, de prática de banda, de guitarra…

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Bea Duarte: Minhas influências na infância eram muito do rock, Evanescence, Pitty, principalmente as divas do gótico com seu canto lírico. Na adolescência se tornou Disney, como Miley e Demi Lovato. Hoje em dia em mantenho todas as referência somadas a novos artistas que eu admiro muito a forma como criam e performam: Beyoncé, Hozier, Aurora e principalmente Stromae acima de todos.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Bea Duarte: Eu sempre estive em volta desse universo, sempre soube que ia ser cantora e trabalhei pra isso desde criança, já fiz muitas apresentações, compus músicas a vida inteira, trabalhei cantando em bares e restaurante e dei aula de música, mas eu gosto de dizer que oficialmente comecei minha carreira em 2019 com a música “Paz” porque foi quando eu finalmente consegui lançar uma música e entrar na indústria musical.

A música sempre esteve presente na minha vida, mas se tornou um caminho profissional quando comecei a compor de forma mais consciente. Percebi que minhas histórias poderiam dialogar com as de outras pessoas e que havia espaço para isso acontecer de forma real.

06) RM: Quantos álbuns lançados?

Bea Duarte: Lancei o EP – Mulheres que correm, e o álbum – Commedia D’arte.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Bea Duarte: Pop místico.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Bea Duarte: A vida inteira estudei técnica vocal, me formei e continuo estudando até hoje, pois eu defendo que a educação muda vida e o saber não ocupa espaço. Eu quero poder evoluir sempre mais.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Bea Duarte: Primeiro de tudo: seriedade com o seu trabalho. Cantar não é simplesmente querer, todo trabalho exige que a pessoa busque se profissionalizar, mas também, sem a técnica correta e domínio da própria voz e cuidados, para além de “entregar um trabalho o qual a pessoa não se preparou”, isso se torna perceptível com o tempo. E quanto mais shows e músicas, mais tem consequências de uma performance que se torna instável.

O corpo é o seu instrumento e ele precisa se preparar, você pode correr uma vez pela adrenalina, mas não pode correr todos os dias uma maratona sem preparo, cantar é a mesma coisa. Com o tempo, podemos nos machucar seriamente e perder muito das nossas capacidade se descuidarmos desse instrumento.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Bea Duarte: Beyoncé sempre, ela é o supra sumo da excelência vocal, junto com Celine Dion, Adele, Raye, Demi Lovato, Cynthia Erivo e Ariana Grande. Eu amo as divas do pop.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Bea Duarte: Eu estudo constantemente sobre todos os assuntos que existem na vida, uma hora algum desses assuntos, ou a própria vida, vai desencadear algo que eu queira muito falar sobre. E, nesse momento, a música geralmente é escrita em 10 minutos. Pelo menos as que eu quero lançar de fato, fluem muito rápido.

Mas num geral, eu sempre tento exercitar e me “forçar” a escrever algo. Eu faço sorteio de temas e gêneros musicais pra exercitar, porém essas músicas que eu faço por estudo raramente se conectam comigo a ponto de eu querer lançar, talvez seja superstição de “se eu demorei pra criar, talvez não seja algo tão legal pro mundo ouvir”.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Bea Duarte: Nas minhas músicas, só eu mesma.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Bea Duarte: Os prós são infinitos, liberdade criativa, de divulgação, sem riscos de sofrer muitos golpes que podem desviar totalmente sua carreira, etc. Os contras são poucos, mas fortes: Eu diria o dinheiro, mas sendo independente pelo menos você é dono 100% da sua marca, enquanto vemos muitos artistas que lotam shows caros, mas não veem nem um centavo. Então talvez o pior contra seja as portas fechadas na industria que é comandada por gravadoras.

Todos podem postar suas músicas, mas existem certos palcos, plataformas, acessos que só são permitidos a quem está associado a quem de fato “manda”, e isso gera um “desrespeito” do público de acreditar que só porque não estamos naquele evento comandado pelas major labels, que não somos artistas o suficiente, mesmo se tivermos mais números do que a maioria dos que estão na major (caso a pessoa queira computar números como sinal, porque isso também não significa profissionalismo, qualidade ou sucesso).

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Bea Duarte: Me conectar o máximo possível com a sociedade atual. O artista é uma antena da sociedade e se a gente estiver atento ao que estamos vivendo, a música vai ressoar.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Bea Duarte: Ainda estou descobrindo e entendendo o universo do empreendedorismo na industria, é bem diferente da arte em si, o que eu entendi até o momento é ir formando uma equipe de confiança pra ajudar onde não conseguimos ir sozinhos.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Bea Duarte: A internet possibilita muito da arte independente e também a conexão entre a arte e as pessoas, mas as vezes o efeito manada que surge de uma internet não regulamentada e muitas pessoas carentes que descobriram no “hate” um modo de conseguir atenção e validação, atrapalha muito a receptividade das pessoas. Deixa de ser sobre a música e se torna popularidade, charts e hype.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Bea Duarte: Só vejo vantagens até o momento, os equipamentos estão mais acessíveis, a arte pode ser feita de todos os lugares, não é mais engessada em estúdios específicos.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Bea Duarte: Eu acredito que todo mundo tem sua individualidade, quando a gente se empenha em se conhecer profundamente, estudar coisas variadas que genuinamente nos interessa, vamos encontrando nossa própria voz e isso automaticamente nos torna diferente. A questão é se estamos fazendo arte porque temos algo a dizer, de fato, ou só porque queremos a “fama” porque nesse segundo caso, corremos o risco de cair no “mais do mesmo”.

19) RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Bea Duarte: Eu não me sinto no local de falar sobre “regressão” haha tudo tem sua jornada de altos e baixos, mas definitivamente os novos nomes da música brasileira só tem trazido orgulho pro nosso cenário, como a Luisa Sonza que surpreenda a cada lançamento, Marina Sena é absolutamente inovadora, Jão quebrou barreiras e mostrou um modelo de show que ninguém acreditava ser possível no Brasil, etc…

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Bea Duarte: Até o momento nada muito grave, apenas os “perrengues” de sempre, geralmente em clipes, de precisar fazer as coisas em um cenário não muito ideal.

21) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Bea Duarte: Criar sempre me deixa feliz, o triste é a parte da industria musical quando tudo se torna apenas números…

22) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Bea Duarte: Não existe “dom”, existe o quanto a pessoa quer se dedicar aquilo. Eu não posso dizer que não tenho o dom para ginástica artística, por exemplo, simplesmente porque nunca me senti atraída e dedicada o suficiente pra desenvolver, enquanto tenho amigas que se encantavam e faziam algo relacionado desde crianças, pode parecer que elas tem facilidade, mas no final das contas, elas faziam mais por dia do que eu fazia no ano pra desenvolver aquela habilidade. A mesma coisa na música.

23) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Bea Duarte: Ter domínio o suficiente da técnica pra poder recorrer a ela sem precisar parar pra pensar no que será feito. O recurso tem que estar disponível na hora e isso se torna o improviso.

24) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Bea Duarte: Eu acredito que exista improviso, da mesma forma que improvisamos nossa fala enquanto conversamos. Se eu estou aprendendo um idioma ainda, talvez eu leve mais tempo pra formar a frase, cometa erros e precise praticar até me tornar fluente. A música é uma linguagem, quando nos tornamos fluentes, o improviso nada mais é do que uma conversa fluente.

25) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Bea Duarte: Apenas prós, harmonia funcional é um dos princípios básicos da música, não só pra voz, mas pra todos os instrumentos, isso muda toda a dinâmica da música.

26) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Bea Duarte: Eu quero acreditar que sim no meu coração, mas a gente sabe da verdade…

27) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Bea Duarte: Estude muito, todos os dias, de forma inegociável.

28) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Bea Duarte: Não é tanto uma “cobertura da cena” e mais uma cobertura do que certas pessoas decidiram que deve receber cobertura. Existe muita arte boa sendo feita que não recebe os olhos da grande mídia.

29) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Bea Duarte: Absolutamente incrível esses espaços, a arte precisa ser menos elitizada e o mais acessível possível.

30) RM: Como você define a identidade musical que vem construindo?

Bea Duarte: É uma identidade muito emocional. Escrevo sobre o que sinto e sobre o que vivo. Não penso tanto em rótulos ou gêneros, mas em criar músicas verdadeiras, que atravessem quem escuta.

31) RM: Seu processo criativo é mais intuitivo ou planejado?

Bea Duarte: Ele começa de forma bastante intuitiva. Muitas músicas nascem de uma frase, de um sentimento ou de uma situação específica. Depois vem o trabalho de lapidar, estruturar e transformar aquilo em canção.

32) RM: Qual a importância das redes sociais na sua carreira hoje?

Bea Duarte: As redes são fundamentais. Elas permitem mostrar não só o resultado final, mas todo o processo criativo. Isso cria uma relação mais próxima e mais humana com o público, que passa a acompanhar a construção da música.

33) RM: Quais são os principais desafios de construir uma carreira musical atualmente?

Bea Duarte: Manter a identidade em meio a tantas demandas. Existe uma pressão grande por produção constante, mas acredito que a música precisa de tempo para acontecer e amadurecer.

34) RM: O que você busca transmitir para quem escuta suas músicas?

Bea Duarte: A sensação de não estar sozinho. Se alguém se sente acolhido ou compreendido ao ouvir uma música minha, tudo já faz sentido.

35) RM: O que vem por aí nos próximos passos da sua carreira?

Bea Duarte: Em fevereiro de 2026, lancei “NÃO VAI LEVAR” que precisava ganhar o mundo agora, sem necessariamente representar uma nova fase artística. Paralelamente, estou finalizando a parte visual do projeto Commedia D’arte, que finalmente terá seu capítulo final com a música “Adeus”, atualmente bloqueada. Além disso, já estou estruturando uma turnê para 2026, com a ideia de levar esse repertório para mais perto do público e aprofundar a conexão com quem acompanha meu trabalho.

36) RM: Quais seus projetos futuros?

Bea Duarte: No momento, montar a turnê oficial, lançar os clipes finais da história do Commedia D’arte e em seguida, músicas “soltas”, experimentar novos gêneros e parcerias por um tempo.

37) RM: Quais seus contatos?

Bea Duarte: https://www.instagram.com/beadarte | Sarah Monteiro ([email protected])

Canal: https://www.youtube.com/@BeaDarte

CLIPE DE DÉCADANSE: https://youtu.be/2iPgVQl62I0?si=4OwjAataGixNIm19

ÁLBUM ‘COMMEDIA D’ARTE’ : https://www.youtube.com/watch?v=I6IRKzVFew0&list=PLKZ1lJsa6wNeIGz9ToyhBXleV0UW2yVB1

ÁLBUM ‘COMMEDIA D’ARTE’ 🎪: https://ffm.to/commediadarte-beaduarte

EP “Mulheres que correm”: https://www.youtube.com/watch?v=Mz0wjAhJpqQ&list=PLKZ1lJsa6wNcoXnhCSiQbTjaiFAa13LaR


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