Pinduca e Eliana Pittman exaltam o carimbó e preparam encontro no Festival Psica
Pinduca e Eliana Pittman são duas atrações confirmadas na próxima edição do Festival Psica, marcado para os dias 11, 12 e 14 de dezembro. Dois destaques do carimbó, eles protagonizarão um encontro inédito no evento e aproveitam o Dia do Carimbó, comemorado nesta quarta (26/8), para exaltar o gênero musical que escolheram.

“Eu, Marapanim e o estado do Pará devemos muito a Eliana, porque ela deu o pontapé fora do Brasil. Hoje em dia, já viajei quase o mundo todo divulgando o carimbó, mas o pontapé fora do Brasil quem deu foi a Eliana Pittman. Nós agradecemos muito a ela”.
Pinduca, rei do carimbó
Os dois são figuras importantes do gênero, desde 2014 reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil. Pinduca incorporou a guitarra ao carimbó, quando o estilo ainda era rejeitado nos salões de Belém. Sua obra é reconhecida como Patrimônio Cultural e Artístico de Natureza Imaterial no estado do Pará. E Eliana, como ele mesmo disse, expandiu o gênero para a América Latina e a Europa. Ela se formou em jazz, bossa nova e samba, mas encontrou sua identidade artística no gênero amazônico.
“O carimbó veio para sedimentar tudo isso na minha vida como artista brasileira, com uma música autenticamente brasileira, que é o carimbó, o ritmo brasileiro”.
Eliana
A origem do carimbó
O Dia do Carimbó é comemorado em 26 de agosto por conta do aniversário de Mestre Varequete, responsável por popularizar o estilo musical em Belém. O carimbó nasce do curimbó, tambor feito de um tronco escavado, e traz influências indígenas, africanas e ibéricas.
“A gente entende que o carimbó é a base da música paraense, a célula fundamental, a origem de tudo: da guitarrada, da lambada, do tecnobrega. É a guia a partir da qual vão se somando outros elementos, criando novas sonoridades. Então, não tem como pensar o Psica sem envolver carimbó. A gente entende que a ancestralidade faz parte do Psica, faz parte do nosso povo, da cultura periférica urbana da Região Metropolitana de Belém, da Amazônia no geral”, afirma Jeft Dias, diretor e curador do festival.
O encontro dos dois ícones no Festival Psica
Eliana e Pinduca são amigos de frequentarem as casas um do outro. Mas faltava o encontro no palco, o que o Festival Psica vai proporcionar. “Todos os anos buscamos construir um grande show com artistas do nosso território. A ideia de reunir Pinduca e Eliana Pittman surgiu em diálogo com os próprios artistas”, diz Jeft Dias. Eliana está empolgada:
“Pinduca é a essência do carimbó. Vai ser uma festa. Imagina nós dois. Vai ser bom demais. Nós vamos fazer juntos, em conjunto”.
Eliana Pittman


