Tony Azevedo

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Tony Azevedo celebra a cultura popular brasileira por meio da música, da pesquisa e da tradição com mais de quatro décadas de dedicação à cultura popular brasileira, o músico, compositor, pesquisador e produtor cultural.

Tony Azevedo construiu uma trajetória marcada pela valorização dos ritmos tradicionais nordestinos e pelo diálogo entre diferentes manifestações populares do país. Natural de Recife (PE), o artista desenvolve um trabalho que reúne pesquisa, criação musical, formação cultural e preservação dos saberes tradicionais, aproximando públicos de diversas gerações da riqueza do patrimônio imaterial brasileiro.

Sua formação musical teve início no Centro de Criatividade Musical do Recife, onde estudou teoria musical, prática instrumental e música popular. Desde então, dedica-se ao estudo, à difusão e à recriação de expressões como coco de roda, ciranda, maracatu de baque virado, xote, xaxado, baião, frevo, arrasta-pé e outras manifestações que constituem a identidade cultural do Nordeste brasileiro.

Ao longo de sua carreira, Tony Azevedo idealizou e coordenou importantes projetos dedicados à música e à cultura popular. Entre eles estão o Grupo Sol do Meio Dia, fundado em Recife em 1985; o Bloco da Ema, criado em Piracicaba (SP) em 2006; o Porto Maracatu, grupo de Maracatu de Baque Virado fundado em 2007; o Grupo Musical BaquErê, criado em 2009; o Grupo Musical Sambada da Ema, lançado em 2025; e o Grupo Musical Samba de Roda, formado em 2026 em parceria com o Mestre Dentinho.

Sua atuação também inclui participação em importantes manifestações tradicionais de Piracicaba, como o Samba de Lenço Mestre Antônio Carlos Ferraz, a Congada do Divino Espírito Santo e a Congada de São Benedito. Essa vivência fortalece o intercâmbio entre as tradições culturais nordestinas e as expressões populares do interior paulista, reafirmando a diversidade cultural brasileira.

Como compositor, Tony Azevedo desenvolve uma produção autoral inspirada na memória, na oralidade e nas tradições populares. Seu repertório reúne frevos como Bloco da Ema é Frevo!, Quem é Que Vai?, Bloco da Ema – 10 Anos de Folia, Não é Saquarema, Não é Seriema e Bloco da Ema Encantando a Cidade; maracatus como Novo Presente, Salustiano da Rabeca Encantada, homenagem ao Mestre Salustiano, A Calunga que Traz o Axé, Eduardo Américo – Eterno Brincante, homenagem ao batuqueiro Eduardo Américo, e Quem Sou Eu? Mestre de Maracatu, dedicada ao percussionista Naná Vasconcelos. O repertório inclui ainda o afoxé MamÁfrica, homenagem a Dona Odete; as cirandas Três Marias e Noite de Lua Cheia; e o coco de roda Fazenda da Roseira, homenagem à Fazenda Roseira e ao Jongo Dito Ribeiro.

Presente em festivais, encontros culturais, cortejos, teatros, praças e projetos educativos, Tony Azevedo promove experiências que unem música, pesquisa e tradição. Seu trabalho contribui para a preservação dos saberes populares, incentiva a formação de novos públicos e reafirma a importância das manifestações culturais brasileiras como patrimônio vivo, mantendo em circulação ritmos, histórias e práticas que atravessam gerações e fortalecem a identidade cultural do país.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Tony Azevedo para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 07/08/2026:

01) RM: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Tony Azevedo: Nasci no dia 020/01/1964, em Recife, Pernambuco, no bairro de Casa Amarela, região que teve uma grande importância na minha formação e nas minhas memórias afetivas. Registrado como Marcos Antonio Azevedo de Souza.

02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Tony Azevedo: Meu primeiro contato com a música aconteceu ainda muito cedo, dentro de casa. Meu pai (Aguinaldo Gomes de Souza – “Nadinho – bem – te – vi) tinha amigos que tocavam e cantavam e costumava promover encontros em nossa casa. Essas reuniões foram muito importantes para despertar meu interesse pela música. Um dos primeiros contatos que marcou minha trajetória foi com meu amigo Rubem Alves, que me deu um violão e me ensinou a tocar as primeiras notas. Lembro que eu ficava sentado no terraço, dedilhando o violão e descobrindo aquele universo sonoro.

Antes mesmo do violão, eu já tinha contato com instrumentos de percussão e gostava de fabricar meus próprios instrumentos utilizando materiais recicláveis. Comecei também a tocar pandeiro na igreja, nos finais de semana, e fui aprimorando meus conhecimentos. Mais tarde, fiz um teste para frequentar o Centro de Criatividade Musical do Recife, onde fui selecionado e passei a estudar em período integral. Também tive experiências muito importantes acompanhando grupos carnavalescos, seus ensaios e apresentações. Tudo isso contribuiu para minha formação musical e artística.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Tony Azevedo: Minha formação artística passou pelas Artes Visuais, com estudos na Faculdade Federal de Pernambuco, além de experiências no Centro de Comunicação e em ateliês livres de xilogravura, onde tive contato com artistas e mestres como Hélio Siqueira e João de Barros.

Na música, estudei no Centro de Criatividade Musical do Recife, onde tive contato com História da Música Brasileira e Nordestina, teoria e prática musical, além de participar de atividades de canto e coral. Minha formação acabou se construindo justamente nesse encontro entre música, artes visuais, cultura popular e pesquisa. Aprendi a tocar rabeca com Carla Raiza em São Paulo.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente? Quais deixaram de ter importância?

Tony Azevedo: Minhas influências estão muito ligadas às minhas memórias afetivas: às músicas que eu escutava no rádio, aos grupos culturais carnavalescos, às manifestações da cultura popular e às experiências nos terreiros de candomblé, onde fiquei fascinado pelos toques dos atabaques.

Também fui influenciado por grandes mestres e artistas como Mestre Salustiano, Antônio Carlos Nóbrega, Lia de Itamaracá, Selma do Coco, Mãe Preta do coco, Selma do Coco, Tonino, Don Tronxo, Vital Farias, Elomar, Catia de França e Cida Moreira, entre tantos outros. Tive a oportunidade de conhecer alguns deles em festivais e projetos como o Pixinguinha, Sexta Negra, o Projeto Seis e Meia, o Movimento Armorial e a Noite do Cafune, muito importantes na cena cultural de Pernambuco e brasileira nas décadas de
1970 e 1980.

Grupos musicais como; Lamento Negro, Ave Sangria, Nação Zumbi e mundo Livre S/A. Acredito que tudo aquilo que aprendemos fica marcado e participa da nossa formação artística. Não vejo necessariamente influências que deixaram de ter importância. Elas vão se transformando, mas continuam servindo de base para a construção do nosso olhar e da nossa identidade.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Tony Azevedo: Minha carreira começou a ganhar forma a partir dos estudos no Centro de Criatividade Musical e das experiências com grupos culturais e carnavalescos. Durante esse período, passei a participar de apresentações e festivais e também integrei o grupo musical Som do Meio-Dia. Fizemos shows em festivais estudantis, bares e outros espaços. Essas experiências foram fundamentais para que eu pudesse aprender na prática como funciona um palco, a relação com o público e o trabalho coletivo.

06) RM: Quantos álbuns lançados?

Tony Azevedo: Apesar de possuir músicas autorais e de desenvolver meu trabalho musical há muitos anos, ainda não tenho um álbum lançado oficialmente. É um projeto que permanece entre meus objetivos para o futuro.

07) RM: Como você define seu estilo musical?

Tony Azevedo: Ciranda, coco, maracatu, afoxé, frevo, xote, baião, arrasta pé. Meu estilo é resultado de um pouco de tudo que vivi e ouvi ao longo da vida. Ele reúne minhas influências musicais, a cultura popular brasileira, especialmente a nordestina, o carnaval, os ritmos de tradição popular e aquilo que fui aprendendo durante minha trajetória. Não gosto muito de me prender a uma única definição. Minha música é fruto desse encontro de experiências.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Tony Azevedo: Sim. Tive contato com técnica vocal principalmente durante minha participação no coral do Centro de Criatividade Musical, onde pude desenvolver aspectos relacionados à voz, respiração, afinação e interpretação.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Tony Azevedo: É fundamental o estudo da técnica vocal. A voz é o instrumento do cantor e precisa ser cuidada e trabalhada. O estudo de técnica vocal ajuda na respiração, afinação, projeção e resistência, além de contribuir para que o cantor consiga utilizar a voz de maneira mais consciente. Também é importante conhecer os próprios limites, manter uma boa hidratação, ter cuidados antes e depois das apresentações e evitar hábitos que possam prejudicar a voz.

10) RM: Quais as cantoras e cantores que você admira?

Tony Azevedo: São tantos que seria difícil citar todos. Tenho admiração por artistas que conseguem unir qualidade musical, interpretação, pesquisa e identidade. Entre minhas referências estão nomes ligados à música popular brasileira, à cultura nordestina e às manifestações tradicionais. Admiro principalmente aqueles artistas que conseguem construir uma trajetória solida e própria sem perder suas raízes.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Tony Azevedo: Meu processo de composição acontece muito a partir das experiências, das memórias, das pessoas, dos lugares e das manifestações culturais que fazem parte da minha vida. Às vezes surge primeiro uma melodia, outras vezes uma frase, uma ideia ou um ritmo. A partir daí vou desenvolvendo e experimentando. A cultura popular e minhas vivências em Pernambuco e em Piracicaba também aparecem muito nesse processo.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Tony Azevedo: Entre meus parceiros de composição estão Rubem Alves do recife, Contramestre de capoeira Dentinho, Evandro Silva e Maycon Arake daqui de Piracicaba, além de outros artistas e músicos com quem fui estabelecendo parcerias ao longo da minha trajetória.

13) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Tony Azevedo: Uma das principais vantagens é ter liberdade para escolher o repertório, os caminhos artísticos, os parceiros e a forma de apresentar o trabalho. Por outro lado, ser independente significa também assumir muitas responsabilidades: produção, divulgação, organização, negociação, captação de recursos e planejamento. Muitas vezes o artista precisa ser músico, produtor, divulgador e gestor ao mesmo tempo.

14) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?

Tony Azevedo: Procuro trabalhar com planejamento, organização e preparação. No palco, é importante pensar no repertório, na duração do show, na relação com o público, nos músicos e nos aspectos técnicos. Fora do palco, existe todo um trabalho de produção, divulgação, elaboração de projetos culturais, participação em eventos e construção de parcerias. Hoje tenho uma produtora “Ema Produções Artísticas e uma equipe de profissionais que dá um suporte logístico.

15) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver sua carreira musical?

Tony Azevedo: Atuo também na produção cultural e no desenvolvimento de projetos. Busco criar parcerias, participar de editais, desenvolver propostas, organizar apresentações e oficinas e utilizar as redes sociais como ferramentas de divulgação. Acredito que hoje o artista precisa compreender também os caminhos da produção cultural e da gestão da própria carreira.

16) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Tony Azevedo: A internet democratizou muito a divulgação. Hoje o artista consegue mostrar seu trabalho, criar público, divulgar apresentações e estabelecer contatos sem depender, exclusivamente, dos meios de comunicações tradicionais. Ao mesmo tempo, existe uma quantidade enorme de conteúdos circulando. Isso aumenta a concorrência e exige que o artista encontre uma identidade própria para conseguir se destacar.

17) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação, como o home studio?

Tony Azevedo: A principal vantagem do home estúdio é a democratização da produção musical. Hoje é possível gravar e produzir com equipamentos que antes seriam inacessíveis para muitos artistas. A desvantagem é que ter acesso à tecnologia não significa necessariamente dominar a linguagem musical e técnica da gravação. É preciso conhecimento, qualidade e cuidado para transformar uma boa ideia em uma produção realmente consistente.

18) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Tony Azevedo: Procuro valorizar o que é verdadeiro na minha trajetória. Minha diferença está justamente na mistura entre música, cultura popular, artes visuais, carnaval, xilogravura e minhas experiências de vida. Busco não apenas reproduzir aquilo que já existe, mas pesquisar, criar e construir uma linguagem própria. Acredito que identidade artística é uma das principais formas de se diferenciar.

19) RM: Como você analisa o cenário da Música Popular Brasileira? Em sua opinião, quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Tony Azevedo: A Música Popular Brasileira continua muito rica e diversa. Temos artistas de diferentes gerações criando e reinventando a música brasileira. Prefiro não falar em artistas que “regrediram”. Cada artista tem seu momento e suas escolhas. Para mim, o mais importante é observar aqueles que conseguiram manter uma obra consistente, pesquisar e continuar dialogando com seu tempo sem abandonar sua identidade. Também considero fundamental reconhecer os novos artistas que estão trazendo outras linguagens e novas possibilidades para a música brasileira.

20) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Tony Azevedo: Ao longo da trajetória, sempre existem situações inesperadas: problemas técnicos, equipamentos que não funcionam como deveriam, mudanças de última hora e apresentações em condições muito diferentes. Essas experiências também fazem parte da formação do artista. O palco ensina muito a lidar com o improviso, com o público e com aquilo que não estava previsto.

21) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Tony Azevedo: O que mais me deixa feliz é poder subir ao palco, tocar, cantar, encontrar o público e perceber que a música consegue criar uma conexão entre as pessoas. O que entristece é a falta de valorização do trabalho artístico, principalmente quando o artista não recebe condições adequadas para desenvolver seu trabalho ou quando a cultura é tratada apenas como entretenimento, sem reconhecer sua importância social e educativa.

22) RM: Existe o “dom” musical? Como você define o dom musical?

Tony Azevedo: Acredito que algumas pessoas tenham uma facilidade natural para a música, uma sensibilidade diferenciada. Mas o dom sozinho não basta. É preciso estudar, praticar, ouvir, pesquisar e experimentar. A técnica e a experiência ajudam a transformar uma habilidade inicial em uma linguagem artística.

23) RM: Qual é o seu conceito de improvisação musical?

Tony Azevedo: Improvisar é ter liberdade para criar dentro da música. É ouvir o que está acontecendo e responder musicalmente naquele momento. Mas improvisação não significa fazer qualquer coisa. Quanto maior o conhecimento musical e a experiência, maior a capacidade de improvisar com consciência.

24) RM: Existe improvisação musical de fato ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Tony Azevedo: Existe improvisação de fato. Porém, quanto mais estudamos, mais recursos temos para improvisar. O músico pode conhecer escalas, harmonias, ritmos e estruturas previamente, mas, no momento da apresentação, precisa saber ouvir e tomar decisões. A improvisação acontece justamente nesse encontro entre conhecimento, experiência e espontaneidade.

25) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre improvisação musical?

Tony Azevedo: Os métodos ajudam a organizar o conhecimento e oferecem ferramentas para quem está começando. Eles podem mostrar caminhos e possibilidades. Por outro lado, não podemos ficar presos somente às fórmulas. A improvisação também precisa de escuta, criatividade, experiência e liberdade.

26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o estudo de harmonia musical?

Tony Azevedo: O estudo de harmonia é muito importante porque amplia a compreensão da música e oferece mais possibilidades para criação, arranjo e improvisação. O cuidado é não transformar a teoria em uma prisão. A técnica deve estar a serviço da música e da expressão artística.

27) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Tony Azevedo: Acredito que existem muitos fatores envolvidos na programação das rádios. O jabá historicamente foi uma questão muito discutida na música brasileira. Hoje existem também outros caminhos de divulgação, como plataformas digitais, redes sociais, rádios comunitárias, festivais, projetos culturais e apresentações ao vivo. O artista precisa buscar diferentes formas de chegar ao público.

28) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Tony Azevedo: Eu diria: estude, pesquise e conheça a nossa cultura popular e também outras culturas. Conheça os ritmos, suas histórias e suas formas de expressão. É importante ouvir muita música, frequentar apresentações, conhecer outros músicos, praticar e desenvolver uma identidade própria. E, principalmente, ter persistência. Uma carreira artística é construída com tempo, trabalho e dedicação.

29) RM: Festival de música revela novos talentos?

Tony Azevedo: Sim. Além de revelar talentos, os festivais de música criam uma aproximação entre o artista e o público, possibilitam a troca de experiências e abrem portas para divulgação, novos contatos e oportunidades profissionais.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Tony Azevedo: A grande mídia ainda tem um papel importante, mas acredito que poderia existir um espaço maior para a diversidade da produção musical brasileira, principalmente para artistas independentes, manifestações populares e produções regionais. O Brasil possui uma produção cultural enorme que muitas vezes não consegue chegar aos grandes meios de comunicação.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para a cena musical?

Tony Azevedo: São espaços fundamentais para a divulgação e valorização da produção artística. Instituições como SESC, SESI e Itaú Cultural contribuem para ampliar o acesso do público à cultura e também para criar oportunidades para artistas de diferentes regiões e linguagens. Para os artistas locais, esses espaços são muito importantes para apresentar seus trabalhos, criar público e fortalecer a cena cultural.

32) RM: Quais são seus projetos futuros?

Tony Azevedo: Um dos meus projetos é realizar um show musical com minhas músicas autorais, incluindo a rabeca, instrumento que também faz parte da minha pesquisa e da minha relação com a cultura popular. Tenho o desejo de desenvolver esse trabalho e, futuramente, realizar uma turnê, levando essa experiência musical para diferentes cidades e públicos.

Em parceria com o luthier Daniel Carvalho, do Distrito Federal, estaremos no Sesc Piracicaba nos dias 29 e 30 de agosto de 2026 ministrando a oficina A Rabeca brasileira: Introdução à construção e a história e Teatro de Mamulengo. Ele ensinando como construir e afinar uma Rabeca e eu tocando a Rabeca e fazendo uma introdução sobre os mestres e a história da rabeca no Brasil (https://www.sescsp.org.br/programacao/a-rabeca-brasileira-introducao-a-construcao-e-a-historia/).

Daniel já esteve em Piracicaba – SP realizando shows com o Trio Forró de Rabeca (https://www.youtube.com/watch?v=IJmDMNflHUk). Daniel participou duas vezes no Bloco da Ema. A partir de setembro de 2026 faremos o lançamento do estudos da Rabeca no espaço Cultural Bloco da Ema, pois um dos objetivo dessa oficina e criar um grupo de pesquisa da rabeca em Piracicaba.

33) RM: Quais seus contatos?

Tony Azevedo: (19) 99125 – 5412 | [email protected] | https://www.facebook.com/blocodaema | https://www.instagram.com/tony_azevedo_bloco_da_ema | https://www.instagram.com/blocodaemaoficial

Canal: https://www.youtube.com/@tonyazevedo-artistavisual4989

Programa Falando de Carnaval – #Ep000: https://www.youtube.com/watch?v=QkKSRV-mNvM

1ª LIVE – 40 Anos de História de Tony Azevedo: https://www.youtube.com/watch?v=R4myS1da72k


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