Beto Piller
O cantor, compositor, baixista e produtor musical paraibano Beto Piller é Bacharelando em produção Musical – instrumento baixo elétrico – pela Universidade Federal de Campina Grande – PB.
Contrabaixista de formação, Beto também é multi-instrumentista, toca guitarra, violão, teclado, bateria, cavaquinho, dentre outros. Seu primeiro contato com a música foi aos cinco anos de idade quando viu seu irmão Robério tocar diversos instrumentos harmônicos como teclado, violão, contrabaixo, guitarra, dentre outros.
Suas influências se baseiam na Cultura Nordestina. Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro sempre foram uma grande influência para o multi-instrumentista. Grandes baixistas como Nico Assumpção, Celso Pixinga, Arthur Maia, Jaco Pastorius, Jon Patitucci influenciaram e influenciam a sua trajetória até hoje.
Começou a sua carreira musical no final dos anos 80, ainda na adolescência, tocando nas igrejas com os amigos. Aos 14 anos de idade, iniciou mais profissionalmente em bares e casas noturnas. Tocava diversos instrumentos como guitarra, violão e contrabaixo. Participou de alguns álbuns como contrabaixista. Gravou com Marinês, Biliu de Campina, Capilé, Os três dos Nordeste, Ton Oliveira, João Gonçalves, dentre outros.
Há alguns anos, depois de acompanhar diversos cantores como instrumentistas, Beto Piller iniciou uma carreira cantando e tocando violão. Atualmente tem o projeto Nordestinidade. Nele se apresenta em bares e casas de shows interpretando músicas de Raul Seixas, Belchior, Zé Ramalho, Fagner, entre outros. Em cruzeiros de navios teve honra de ser Coordenador Musical.
Segue abaixo entrevista exclusiva com Beto Piller para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistado por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 18/02/2026:
01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?
Beto Piller: Nasci no dia 31/05/1973 em uma quinta – feira, às 7:30 na rua Colômbia, no bairro de Santa Rosa em Campina Grande – Paraíba. Registrado como José Roberto da Silva Cavalcante.
02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.
Beto Piller: Meu primeiro contato com a música foi aos cinco anos de idade quando vi meu irmão (Robério) tocar diversos instrumentos harmônicos como teclado, violão, contrabaixo, guitarra… Comecei a me interessar por música vendo ele tocar.
03) RM: Qual a sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?
Beto Piller: Sou Bacharelando em Produção Musical – instrumento contrabaixo elétrico – pela Universidade Federal de Campina Grande – PB.
04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?
Beto Piller: Minhas influências se baseiam na Cultura Nordestina: Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, dentre outros sempre foram uma grande influência musical. Grandes baixistas como: Nico Assumpção, Celso Pixinga, Arthur Maia, Jaco Pastorius, Jon Patitucci me influenciaram e influenciam a minha trajetória até hoje. Agassis foi um grande baixista na minha cidade que me inspirou muito.
05) RM: Quando, como e onde você começou a sua carreira musical?
Beto Piller: No final dos anos 80, ainda na adolescência, comecei a tocar nas igrejas com os amigos. Depois, em torno dos 14 anos de idade (1987), iniciei mais profissionalmente em bares e casas noturnas. Tocava diversos instrumentos: guitarra, violão e contrabaixo.
06) RM: Quantos discos lançados? Cite alguns discos que você já participou como Contrabaixista?
Beto Piller: Participei de diversos álbuns como contrabaixista. Gravei com: Marinês, Biliu de Campina, Capilé, Os três dos Nordeste, Ton Oliveira, João Gonçalves, dentre outros.
07) RM: Você publicou método para contrabaixo?
Beto Piller: Publiquei um repertório de stand de jazz, em formato de e-book, a partir de músicas gravadas com outros instrumentos como o saxofone, trompete, piano, trombone… Adaptei a melodia central para o contrabaixo elétrico.
08) RM: Como é seu processo de composição musical?
Beto Piller: Geralmente eu me concentro muito no meu processo de composição. No meu home studio, às vezes começo pela harmonia (acordes), outras vezes pela melodia, outras pela teoria… depende muito do momento. Às vezes chego de um show na madrugada e vem alguma inspiração… então paro tudo e vou compor.
09) RM: Você compõe melodia para letra?
Beto Piller: Sim. Sempre componho. Depende muito da inspiração. Escrevi algumas letras a partir de melodias já existentes, outras vezes compus melodias para letras.
10) Quais são seus principais parceiros de composição?
Beto Piller: Ultimamente tenho feito a criação musical sozinho. As parcerias estão mais nos trabalhos de produções, shows e apresentações com bandas.
11) RM: Como você define seu estilo como contrabaixista?
Beto Piller: Toco todos os ritmos. Como venho de uma formação de banda de baile, isso me enriqueceu e me proporcionou a possibilidade de tocar vários e diferentes estilos, embora tenha uma preferência pelo jazz e pela música nordestina.
12) RM: Quais as principais técnicas que o baixista deve se dedicar?
Beto Piller: Considero como principais técnicas a pizzicato (dedilhado com indicador/médio), a slap (batida com o polegar e puxada com dedos), a tapping (martelar cordas com ambas as mãos, como piano), dentre outras.
13) RM: Qual a importância de o baixista equilibrar a função de condução e de solista?
Beto Piller: As duas funções são importantes. A condução é a marcação, o chão. Criar melodias (fraseados) enriquecem muito a participação do baixista nas apresentações. Equilibrar a função de condução e de solista é muito importante.
14) RM: Quais os principais vícios técnicos ou falta de técnica tem os baixistas alunos e alguns profissionais?
Beto Piller: No início do aprendizado é muito comum os alunos ou profissionais iniciantes, ainda não dominarem a técnica corretamente. Não vejo como vício, mas como um momento que faz parte do aprendizado do ser humano. Não dominar a técnica é o início para o treino e para a aprendizagem da técnica.
15) RM: Quais as principais características de um bom baixista?
Beto Piller: O domínio da técnica, a vontade e o entusiasmo para aprender. Um bom baixista de marcação tem um bom potencial para ser um bom baixista.
16) RM: Quais são os contrabaixistas que você admira?
Beto Piller: Admiro o Nico Assumpção, Arthur Maia, Jaco Pastorius, Jon Patitucci, dentre outros.
17) RM: Existe uma indicação correta para escolher um contrabaixo de mais de 4 cordas? Quais os gêneros musicais correspondentes a quantidade de cordas do instrumento?
Beto Piller: Não existe uma indicação correta para escolher um contrabaixo de 4 cordas. É uma escolha pessoal, de adaptação do próprio músico. O contrabaixo de 4 cordas foi o mais explorado e com o surgimento do contrabaixo de 5 e 6 cordas é uma escolha pessoal e que pode acompanhar qualquer gênero musical.
18) RM: Qual a marca de encordoamento da sua preferência? Existe marca ideal para cada gênero musical ou é preferência pessoal?
Beto Piller: Considero que essa é uma escolha pessoal do baixista. Utilizo as cordas da SG, Gianinni, dentre outras… O encordoamento deve me proporcionar conforto e deve ter uma sonoridade que me satisfaça.
19) RM: Quais os prós e contras de ser professor?
Beto Piller: Ser professor é um grande aprendizado e não é uma tarefa fácil. Cada aluno sempre tem uma especificidade que ensina muito o professor ensinar. Ser professor é deixar um legado, é inspirar… Tive essa experiência em diferentes momentos da minha vida e fui muito feliz em cada um deles.
20) RM: Quais os prós e contras de ser músico freelancer acompanhando outros artistas?
Beto Piller: O ponto positivo do freelancer é que estamos sempre aprendendo com os diferentes artistas e ritmos que tocamos. Gosto da experiência que é sempre dinâmica e desafiadora. O aspecto negativo é a imprevisibilidade e a inexistência de um contrato fixo.
21) RM: Quais os prós e contras de ser músico de estúdio de gravação. Gravando as linhas de contrabaixo em discos de artistas?
Beto Piller: O músico de estúdio de gravação tem uma experiência profunda e vasta em diferentes ritmos. É uma experiência muito rica. Um aspecto negativo é que ficamos limitados, às vezes, às partituras já prontas sem espaços para o músico de estúdio criar. Embora essa também seja uma grande aprendizagem.
22) RM: Quais bandas que já participou?
Beto Piller: Favoritos do Forró, Banda Som Livre e Josinaldo Sanfoneiro, Banda Garra, Ogírio Cavalcante, Capilé, Banda Palov, Mexe Ville, Os Três do Nordeste, Ton Oliveira, Orquestras em navios onde tive a honra de ser Coordenador Musical, dentre outros.
23) RM: Quais os prós e contras de tocar em uma única banda?
Beto Piller: Quando se trata de banda precisamos diferenciar. Existe a banda de baile que é uma banda que toca todos os ritmos. Gosto muito desse tipo de banda. Passei alguns anos tocando em uma banda de baile. Já a banda de um artista específico é mais limitada e restrita. Toca mais um determinado ritmo. Não vejo nenhum aspecto negativo nesses tipos de banda. É muito individual. Cada artista tem a sua preferência. Tocar em uma banda também nos proporciona uma convivência muito boa com outros artistas.
24) RM: Quais principais dificuldades de relacionamento que enfrentou em bandas?
Beto Piller: Não tive dificuldades de relacionamento em nenhum espaço por onde passei. Fiz grandes amigos, colegas… Admiro muita gente, outros me admiram. É claro que tem os egos, mas sempre convivi bem com muita gente. Não agradamos todo mundo, mas sempre me relacionei bem por onde passei.
25) RM: Quais os artistas já conhecidos você já acompanhou como músico freelancer?
Beto Piller: Capilé, Josinaldo Sanfoneiro, Biliu de Campina, Ton Oliveira, Marinês, Jorge de Altinho, Elba Ramalho, Xuxa, Geraldo Azevedo, Assisão, Dorgival Dantas, Flávio José, Patrick Dimon, dentre outros.
26) RM: Quais principais dificuldades de relacionamento que enfrentou acompanhando artistas já conhecidos?
Beto Piller: Nunca tive grandes dificuldades de relacionamentos por onde passei. Toquei com vários artistas e fiz grandes amigos. Existem artistas que respeitam muito os músicos. Esses são os melhores para acompanhar.
27) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?
Beto Piller: Sou muito responsável com o meu trabalho. Honro muito a minha profissão. Atuo sempre com muita responsabilidade e zelo. Planejo-me ensaiando e estudando, cumprindo com os horários e garantindo que o meu equipamento esteja em seu melhor estado.
28) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira?
Beto Piller: Produzo CDs, DVDs, produções de artistas, realizo shows.
29) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira?
Beto Piller: A internet sempre ajuda. Está para as pesquisas e para impulsionar a minha carreira. É um espaço para a divulgação do meu trabalho. Utilizo as redes sociais para divulgar a minha música.
30) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?
Beto Piller: O Home estúdio facilitou muito a vida dos artistas. O acesso à tecnologia da informação é hoje uma realidade e dá oportunidade a muito mais gente. Gosto desse movimento. É claro que nem sempre a qualidade é boa mas isso é uma outra história.
31) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje grande não é mais o grande obstáculo. Mas concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para ser diferencia dentro do seu nicho musical?
Beto Piller: Uma primeira questão é a dedicação e o carisma do músico. Talento e dedicação é sempre o caminho. O fator sorte também determina o futuro do músico. Tem muita gente talentosa que não consegue se destacar por mais que se dedique.
32) RM: Como você analisa o cenário da Música Instrumental Brasileira e das canções. Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas? Quais artistas permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?
Beto Piller: O cenário da música instrumental brasileira é de muita efervescência e descoberta. Isso faz parte da nossa riqueza cultural. Gosto de muita coisa e não gosto de outras, mas isso não determina o valor dos movimentos. As bandas de rock de outras épocas são muito interessantes, mas a riqueza cultural brasileira é imensa e a cada dia surgem novidades e que vejo com bons olhos e bons ouvidos.
33) RM: Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado, etc)?
Beto Piller: Por onde passei sempre atuei com profissionalismo. Claro que algum incidente sempre acontece, mas esses incidentes não foram relevantes ao ponto de trazer aqui para o público.
34) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?
Beto Piller: Eu sou muito feliz pela profissão que escolhi. Sou muito grato a Deus por ter me dado esse dom que carrego com muita alegria e orgulho. Sempre estou realizado do palco. A tristeza consiste em ver grandes músicos partindo. A partida de artistas como Dominguinhos, por exemplo, empobrece o cenário musical brasileiro. Por outro lado, fico feliz de ver o seu legado… grande legado para o cenário musical.
35) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?
Beto Piller: Quem quer trilhar uma carreira musical precisa ter foco, determinação, humildade e amar o que faz. Como qualquer outra profissão, a carreira musical tem suas dificuldades, suas nuances e se a pessoa não tem certeza do que quer vai desistir na primeira dificuldade.
36) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?
Beto Piller: Algumas pessoas nascem com o dom musical. É natural, da pessoa, que desde criança já vai demonstrando grandes habilidades. Outras é possível despertar, trabalhar, desenvolver esse dom musical. Conheço vários casos e considero que existe o dom musical que é a habilidade de tocar algum instrumento desde criança sem grandes esforços, sem grandes treinos.
37) RM: Qual seu conceito de Improvisação?
Beto Piller: A improvisação musical é a criação e execução simultânea de música — composição em tempo real” — sem partitura ou ensaio prévio
A improvisação é a liberdade de criar, desenvolver uma peça de forma livre, sem amarras, mas ao mesmo tempo em harmonia com o que estamos tocando. Necessitamos de experiência e do conhecimento teórico para improvisar.
38) RM: Existe improvisação de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?
Beto Piller: Existem as duas possibilidades. Alguns músicos improvisam de fato… Na hora criam peças inéditas. Outros estudam a teoria, criam antecipadamente e depois aplicam nas apresentações. Eu improviso das duas formas. É muito do momento. Depende da inspiração.
39) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?
Beto Piller: “A improvisação musical é a criação de música em tempo real, baseada em conhecimento técnico, harmônico e rítmico. Os métodos principais incluem improvisação livre (sem estrutura fixa), sobre a forma/harmonia da composição, variação melódica (trabalhar a melodia original), e uso de escalas, arpejos e tríades.” É uma questão muito particular do músico. Cada um tem um método específico, tem a sua metodologia. Para estudar improvisação tem que aprofundar a harmonia. Cada um tem o seu método que é o que ele se identifica mais.
40) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?
Beto Piller: O estudo da harmonia musical envolve compreender a construção, combinação e progressão de acordes, utilizando métodos como a análise de campos harmônicos, funções harmônicas (tônica, dominante, subdominante) e o treinamento auditivo. É muito importante que o músico tenha esses domínios. Não é uma questão de prós e contras. É uma questão de necessidade.
Faz parte do domínio de um músico profissional conhecer os métodos sobre o estudo de harmonia musical. Envolve a manipulação de melodia, harmonia e ritmo, permitindo que músicos expressem sua identidade através de solos ou acompanhamentos, sendo fundamental no jazz, blues, rock, choro… prática inclui a aplicação no instrumento, estudo de cadências, rearranjo e leitura de cifragens ou partituras.
41) RM: Você toca outros instrumentos?
Beto Piller: Por ter passado por banda de baile, nas horas vagas acabei experimentando outros instrumentos e desenvolvendo essa habilidade. Toco guitarra, violão, contrabaixo, teclado, bateria, cavaquinho, dentre outros.
42) RM: Quais os prós e contras de ser multi-instrumentista?
Beto Piller: Vejo como um aspecto positivo o fato de o músico ser multi-instrumentista. Ao ser multi-instrumentista ele tem mais espaço para atuar profissionalmente e tem várias visões da área de música o que facilita na produção. O aspecto limitante é que é difícil um músico alcançar um nível profissional de proficiência em vários instrumentos. Embora eu toque diversos instrumentos, tenho me dedicado mais, nos últimos anos, ao contrabaixo. É esse o instrumento que escolhi para alcançar um nível de proficiência no meu campo profissional.
43) RM: No passado existia a “dependência” do Baixo tocar “colado” com a célula do ritmo do bumbo da bateria. Quando o Baixo se tornou independente desse conceito?
Beto Piller: O baixo é um instrumento de condução igual a bumbo da bateria. Então, eles necessitam estar em sintonia. Trabalham juntos. Depende muito do estilo musical do artista. A função do baixo é de condução, tão importante quanto a marcação do bumbo da bateria.
44) RM: Quais os compositores da Bossa Nova que você admira?
Beto Piller: Surgida no final dos anos 50, a Bossa Nova teve como pilares os compositores e músicos Tom Jobim, João Gilberto (criador da “batida” de violão) e Vinícius de Moraes. Gosto e admiro todos eles. São grandes referências para a música brasileira. Outros nomes fundamentais e que também admiro são Roberto Menescal, Baden Powell, Ronaldo Bôscoli, Johnny Alf e João Donato, dentre outros. De alguma forma esses grandes nomes inspiram a minha carreira.
45) RM: Quais os compositores do Samba e do Choro que você admira?
Beto Piller: Os grandes compositores do samba e do choro consolidaram a música popular brasileira, com Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth.
46) RM: Quais os compositores da MBP que você admira?
Beto Piller: O samba. Pixinguinha, Donga e Paulinho da Viola transitam entre ambos, destacando a atuando como pilares no choro, enquanto Cartola, Noel Rosa, Dona Ivone Lara e Ismael Silva definiram forte conexão histórica entre os ritmos. Gosto e admiro todos sem distinção. São grandes inspirações.
A Música Popular Brasileira (MPB) possui uma vasta gama de compositores icônicos, incluindo nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Tom Jobim, Cartola, Noel Rosa, Pixinguinha, Ary Barroso, Djavan, Belchior e Raul Seixas, que transitaram pelo Samba, Bossa Nova, Tropicalismo e Rock.
Criaram clássicos atemporais com letras poéticas e reflexivas sobre o Brasil e a condição humana, destacando-se também parcerias como Milton Nascimento e Fernando Brant, e Raul Seixas e Paulo Coelho. Chico Buarque é conhecido por suas letras que traduzem a alma feminina e a realidade social brasileira, como em “A Banda” e “Cio da Terra” (com Milton Nascimento).
Caetano Veloso e Gilberto Gil são os pilares do Tropicalismo, trouxeram inovação e crítica social, com sucessos como “Alegria, Alegria” (Caetano) e “Drão” (Gil). Tom Jobim é o pai da Bossa Nova, autor de “Águas de Março”, um dos maiores clássicos da música mundial. Milton Nascimento com sua voz marcante é compositor de “Maria, Maria” e “Canção da América”, com parcerias inesquecíveis, como com Fernando Brant. Admiro todos eles. São ícones imortais que inspiram a maioria dos músicos em todo o mundo.
47) RM: Quais os seus projetos futuros?
Beto Piller: Concluir o Curso de Bacharelado em Produção Musical, instrumento contrabaixo elétrico, pela Universidade Federal da Campina Grande – UFCG, continuar estudando e me aperfeiçoando e investir ainda mais em meu projeto como cantor. Tenho um projeto individual que se chama Nordestinidade. Nele me apresento em bares e casas de shows interpretando grandes nomes da música brasileira como Raul, Belchior, Zé Ramalho, Fagner, dentre outros. Há alguns anos, depois de acompanhar diversos cantores como instrumentistas, iniciei uma carreira solo cantando e tocando violão.
48) RM: Quais seus contatos para show e para os fãs?
Beto Piller: (83) 98897 5074 | [email protected] | https://www.instagram.com/betopiller | https://www.facebook.com/betopiller
Canal: https://www.youtube.com/@pillerbeto


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