Amanda Birchal

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A cantora e compositora mineira Amanda Birchal aposta em estética vintage, letras intensas e um universo místico no álbum Presságios.

Nascida e criada em Belo Horizonte – MG, Amanda Birchal vem se consolidando como um dos nomes mais promissores da nova geração da música brasileira. Aos 25 anos, a cantora e compositora constrói uma trajetória autoral que transita entre o pop e o pop rock, com forte carga emocional, referências místicas e uma identidade visual marcada por uma estética vintage que se tornou sua assinatura. Com mais de 101 mil seguidores nas redes sociais, Amanda transforma sensibilidade e personalidade em conexão direta com o público.

Lançado em outubro de 2025, o álbum Presságios representa um momento decisivo em sua carreira. O trabalho reúne faixas que dialogam com o pop contemporâneo, flertam com o rock and roll e exploram temas como intuição, espiritualidade, escolhas e transformações internas. O disco amplia o alcance da artista e deixa claro seu amadurecimento musical, tanto nas composições quanto na construção de um universo próprio.

A relação de Amanda com a música começou cedo. Aos 14 anos, iniciou aulas de canto e passou a se dedicar de forma consistente ao estudo vocal. Em 2019, ganhou visibilidade na internet ao publicar covers de artistas como Billie Eilish, Ariana Grande e Taylor Swift. Nesse período, também chamou atenção ao produzir análises das letras de Taylor Swift nas redes sociais, conteúdo que ajudou a fortalecer sua base de fãs e a posicioná-la como uma artista atenta à narrativa, à composição e à emoção por trás das canções.

Em 2021, deu início oficialmente à carreira autoral com o lançamento de “Ficção”, faixa que recebeu retorno positivo do público e marcou o começo de uma nova fase. No ano seguinte, vieram os singles “Drama”, “Nada de Você” e “Outro Em Seu Lugar”, lançados pelo selo Alma Music, consolidando seu nome na cena pop com músicas que exploram vulnerabilidade, intensidade emocional e identidade artística. Em 2023, a canção “Fantasia” reforçou esse caminho, chamando atenção pela estética visual e pela forma delicada de traduzir sentimentos em som.

Além das referências internacionais, Amanda Birchal carrega influências fortes da música brasileira. Rita Lee, Marina Sena e Marisa Monte aparecem como inspirações na liberdade criativa, na força feminina e na mistura entre suavidade e ousadia. Essa combinação de repertórios ajuda a explicar por que sua música soa atual, mas ao mesmo tempo carregada de personalidade.

Embora comparações com artistas internacionais surjam com frequência, especialmente pela estética vintage e pela presença de palco, Amanda constrói um caminho próprio, sem rótulos fáceis. Seu trabalho se sustenta na autenticidade, na escrita sensível e na capacidade de transformar experiências pessoais em canções que dialogam com diferentes públicos.

Com Presságios, Amanda Birchal reforça seu desejo de viver exclusivamente da música e de criar obras que provoquem identificação real. Em meio ao pop, ao rock e ao misticismo, a artista segue desenhando uma carreira consistente, autoral e cada vez mais relevante dentro da nova cena musical brasileira.

Segue abaixo entrevista exclusiva com Amanda Birchal para a www.ritmomelodia.mus.br, entrevistada por Antonio Carlos da Fonseca Barbosa em 06/02/2026:

01) Ritmo Melodia: Qual a sua data de nascimento e a sua cidade natal?

Amanda Birchal: Nasci no dia 16/08/2000 em Belo Horizonte – MG.
02) RM: Fale do seu primeiro contato com a música.

Amanda Birchal: Quando eu era criança meu avô tocava violão e sempre achei aquilo incrível. Um dia ele me mostrou alguns acordes, foi um momento muito especial nunca esqueci.

03) RM: Qual sua formação musical e/ou acadêmica fora da área musical?

Amanda Birchal: Não tenho formação fiz aula desde os 14 anos e estou sempre estudando e procurando aprender, tranquei o curso de design de moda no meio.

04) RM: Quais as suas influências musicais no passado e no presente. Quais deixaram de ter importância?

Amanda Birchal: Minhas influências musicais vêm muito da música antiga, de artistas que soam como “instrumentos de verdade”, sabe? Fleetwood Mac, Stevie Nicks e Rita Lee sempre me inspiraram muito, essa coisa orgânica, meio mágica, atemporal.

Ao mesmo tempo, eu também sou muito influenciada por artistas contemporâneos. A Taylor Swift e o Jão me inspiram muito na forma de escrever, de contar histórias através das letras. Marina Sena e Marisa Monte entram nesse lugar mais místico, sensível e brasileiro.

05) RM: Quando, como e onde você começou sua carreira musical?

Amanda Birchal: Comecei a cantar com 14 anos de idade (em 2014), mas só fui seguir a carreira de verdade com 21 quando iniciei o processo de lançar minha primeira música, de forma independente

06) RM: Quantos álbuns lançados?

Amanda Birchal: Lancei em outubro de 2025 meu primeiro álbum – Presságios.
 
07) RM: Como você define seu estilo musical?

Amanda Birchal: Meu estilo musical é pop, mas profundamente influenciado pelo rock dos anos 70, com arranjos orgânicos, presença forte de instrumentos e uma atmosfera mística e mágica.

08) RM: Você estudou técnica vocal?

Amanda Birchal: Sim.

09) RM: Qual a importância do estudo de técnica vocal e cuidado com a voz?

Amanda Birchal: A técnica vocal é fundamental para manter a saúde da voz. Já tive problemas vocais por falta de estudo e isso me fez entender a importância de praticar diariamente de forma saudável e com acompanhamento profissional.

10) RM: Quais as cantoras (es) que você admira?

Amanda Birchal: Tem muitos. Taylor Swift: admiro muito a sua escrita poética e a forma como transforma sentimentos em histórias. A Rita Lee: admiro a figura que ela foi e representa até hoje: livre, corajosa e muito à frente do seu tempo. A Stevie Nicks: me inspira pelo universo místico e pela identidade artística forte que ela criou. David Bowie: admiro a liberdade criativa, a coragem de se reinventar e a forma como transformou estética e música em identidade artística.

11) RM: Como é seu processo de compor?

Amanda Birchal: Meu processo criativo de composição varia bastante. No início, escrevi muitos poemas, e isso influenciou diretamente a forma como faço música hoje. Hoje em dia, às vezes as letras surgem do nada, às vezes vem em palavras soltas, outras vezes escrevo textos sobre o que estou sentindo e transformo isso em música. Gosto sempre de ter um diário por perto, porque as ideias vêm do nada.

12) RM: Quais são seus principais parceiros de composição?

Amanda Birchal: Geralmente eu escrevo sozinha.

13) RM: Quem faz a produção musical das suas músicas?

Amanda Birchal: Felipe Fantoni foi o primeiro produtor que eu trabalhei eu trabalho com ele até hoje admiro muito o trabalho dele

14) RM: Quais os prós e contras de desenvolver uma carreira musical de forma independente?

Amanda Birchal: Pros é que você tem mais liberdade criativa, é muito bom saber que você toma conta da sua carreira. Mas ao mesmo tempo as oportunidades vêm muito mais fácil para pessoas que são de grandes gravadoras e nós independentes geralmente ficamos mais apagados na indústria.

15) RM: Quais as estratégias de planejamento da sua carreira dentro e fora do palco?


Amanda Birchal: Minha maior estratégia de carreira é manter minha identidade e autenticidade muito claras. Eu acredito muito em construir uma personalidade artística única, alinhada com quem eu sou e com meus valores. Claro que existem estratégias de divulgação, especialmente nas redes sociais, mas tudo parte sempre desse mesmo lugar: ser verdadeira, coerente e deixar essa identidade guiar todas as decisões da minha carreira.

16) RM: Quais as ações empreendedoras que você pratica para desenvolver a sua carreira musical?

Amanda Birchal: Sou muito ativa na gestão da minha própria carreira, participo das decisões criativas, do planejamento e da estratégia de divulgação, especialmente nas redes sociais.

17) RM: O que a internet ajuda e prejudica no desenvolvimento de sua carreira musical?

Amanda Birchal: A internet ajuda muito no desenvolvimento da minha carreira porque facilita a divulgação, o contato direto com o público e o acesso a ferramentas que antes não existiam. Ao mesmo tempo, ela também pode prejudicar, porque tudo acontece muito rápido e acaba gerando uma pressão por números, visualizações e resultados imediatos, o que nem sempre reflete a qualidade ou profundidade do trabalho artístico.
18) RM: Quais as vantagens e desvantagens do acesso à tecnologia de gravação (home estúdio)?

Amanda Birchal: Gravar em casa hoje em dia tem a vantagem da liberdade criativa, do conforto e da autonomia para experimentar ideias a qualquer momento. Ao mesmo tempo, existem limitações técnicas, como acústica e equipamentos, além da falta de um olhar externo. Por isso, acho importante equilibrar o estúdio caseiro com o trabalho em estúdios profissionais.

19) RM: No passado a grande dificuldade era gravar um disco e desenvolver evolutivamente a carreira. Hoje gravar um disco não é mais o grande obstáculo. Mas, a concorrência de mercado se tornou o grande desafio. O que você faz efetivamente para se diferenciar dentro do seu nicho musical?

Amanda Birchal: Sinto, que hoje, o mercado é muito rápido, com muitos lançamentos feitos apenas para lançar e acompanhar tendências momentâneas. Eu não acredito muito nessa lógica. O que busco para me diferenciar é não fazer algo genérico ou pensado só para “hitar”, mas criar um trabalho com conteúdo, identidade e sentido real para mim. Acredito em música atemporal, feita com intenção, que comunique quem eu sou e crie uma conexão mais profunda com quem escuta.

20) RM: Como você analisa o cenário do Rock no Brasil? Em sua opinião quais foram as revelações musicais nas últimas décadas e quais permaneceram com obras consistentes e quais regrediram?

Amanda Birchal: Eu sinto que o rock no Brasil hoje é pouco valorizado e acabou se tornando mais nichado, principalmente no mainstream e nas grandes plataformas. Ainda existe, mas não ocupa mais o mesmo espaço de antes, embora tenha um público fiel.

Nas últimas décadas, artistas como Pitty, Samuel Rosa e Di Ferrero se destacaram e continuam sendo referências importantes. Mesmo com um público de rock menor hoje em dia, eles construíram carreiras consistentes, com identidade e longevidade, e seguem sendo espelho para muitas pessoas como eu por exemplo.

21)Quais as situações mais inusitadas aconteceram na sua carreira musical (falta de condição técnica para show, brigas, gafes, show em ambiente ou público tosco, cantar e não receber, ser cantado etc)?

Amanda Birchal: Já passei por situações inusitadas comuns da carreira musical, como cantar em lugares onde o retorno não funcionava direito. Também já aconteceu de o som cair no meio da música e eu continuar cantando à capela por alguns segundos até resolverem. Hoje eu rio, mas na hora dá um mini desespero, faz parte.

22) RM: O que te deixa mais feliz e mais triste na carreira musical?

Amanda Birchal: O que mais me deixa feliz é poder fazer o que eu amo e estar realizando esse sonho de viver da música. Criar, cantar e colocar minhas músicas no mundo é algo que me realiza muito.
O que às vezes me deixa triste é perceber que hoje tudo gira muito em torno de visualizações e alcance. Como ainda não tive algo realmente viral, meu público acaba sendo mais limitado, mesmo sendo um trabalho feito com muita verdade. Ainda assim, sigo tentando e acreditando que minhas músicas vão chegar cada vez em mais pessoas.
23) RM: Existe o Dom musical? Como você define o Dom musical?

Amanda Birchal: Acredito que o dom musical, na verdade, é a paixão pela música. Eu acho que qualquer pessoa que realmente ama música consegue aprender a tocar um instrumento ou a cantar, desde que exista dedicação. Com estudo, treino e vontade, é possível evoluir e chegar ao resultado que se deseja.

24) RM: Qual é o seu conceito de Improvisação Musical?

Amanda Birchal: Meu conceito de improvisação é fazer o que vem do coração no momento, se permitir sentir e reagir de forma espontânea à música

25) RM: Existe improvisação musical de fato, ou é algo estudado antes e aplicado depois?

Amanda Birchal: Acho que depende muito. Existem momentos que são realmente improvisados, mas claro que a gente sempre tenta ensaiar tudo. Mesmo assim, em shows ou gravações, acontecem coisas fora do controle que exigem improviso. Ter bagagem e treinamento ajuda justamente nisso: improvisar de forma consciente e segura, sem perder a musicalidade.

26) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre Improvisação musical?

Amanda Birchal: Os prós da improvisação são a originalidade, a diversão e a possibilidade de viver o momento, sentir a vibe e criar algo único. O lado negativo é que pode surgir algo que você não goste tanto, mas improvisar também é aceitar o que vem naquele instante e lidar com isso de forma natural.

27) RM: Quais os prós e contras dos métodos sobre o Estudo de Harmonia musical?

Amanda Birchal: Não acredito que exista um lado negativo no estudo de harmonia musical. Quanto mais você estuda e se aprofunda, mais profissional você se torna. Ter mais informação só amplia as possibilidades e melhora o resultado do trabalho musical.

28) RM: Você acredita que sem o pagamento do jabá as suas músicas tocarão nas rádios?

Amanda Birchal: Acredito que hoje em dia tudo gira muito em torno da viralização. Quando uma música viraliza nas redes sociais, ela acaba chegando à rádio e a outros espaços. Caso contrário, muitas vezes é preciso investir financeiramente, porque infelizmente a indústria ainda funciona assim. Além disso, relações e contatos também acabam tendo um peso. É um cenário complexo, mas faz parte da realidade atual do mercado musical.

29) RM: O que você diz para alguém que quer trilhar uma carreira musical?

Amanda Birchal: Eu acredito que, se for algo que você realmente ama, vale a pena. Mas, para seguir profissionalmente, é muito importante estudar bastante não só música, mas também a indústria, as legislações e como o mercado funciona. Cuidar do seu trabalho. É um caminho difícil, mas, para quem ama de verdade, vale muito a pena.

30) RM: Como você analisa a cobertura feita pela grande mídia da cena musical brasileira?

Amanda Birchal: Eu acho que a grande mídia musical brasileira ainda dá mais espaço para artistas já consolidados. Artistas independentes e menores até têm mais ferramentas hoje para se divulgar, mas ainda enfrentam muita dificuldade para alcançar visibilidade real. Infelizmente, quem recebe mais atenção costuma ser quem tem mais investimento, estrutura ou números de visualização.

Acredito que isso não acontece só no Brasil, é uma realidade mundial. O cenário ideal seria ter mais espaço e visibilidade para artistas independentes, mas, enquanto isso, o que nos resta é continuar trabalhando, lutando e construindo nosso caminho até alcançar esse espaço e sermos enxergados.

31) RM: Qual a sua opinião sobre o espaço aberto pelo SESC, SESI e Itaú Cultural para cena musical?

Amanda Birchal: Minha opinião sobre é muito positiva. Acho extremamente importante existirem incentivos para artistas independentes e para a arte em geral. Esse tipo de apoio fortalece a cultura, cria oportunidades e valoriza o trabalho artístico. Quanto mais iniciativas assim existirem no Brasil, melhor. O trabalho que eles fazem é ótimo e essencial para o desenvolvimento da arte.

32) RM: Quais seus projetos futuros?

Amanda Birchal: Meus projetos futuros incluem o lançamento de um deluxe do meu álbum Presságios e a realização de shows. Quero levar minha música para mais lugares, conhecer meus seguidores e diferentes cidades do Brasil e ampliar o alcance do meu trabalho.

33) RM: Quais seus contatos?

Amanda Birchal: [email protected] | https://www.instagram.com/amandabirchal

Canal: https://www.youtube.com/@AmandaBirchal

Playlist álbum Presságios: https://www.youtube.com/watch?v=NoiMx4SPqa0&list=PLZKWgNO8Y5oUH08wsT2CQV8eMgr1uvQq9

Álbum Presságios:  https://onerpm.link/pressagios_amandabirchal?utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio&fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAc3J0YwZhcHBfaWQMMjU2MjgxMDQwNTU4AAGnbOZ4QZaDTXeg3YYY6l0QBfLoviXksIzMrc38ZgrLpx0twj2lhiNa-_dMBr4_aem_5IybfIVfATZ0eeZG7S0uIQ


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