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Uma Revista criada em 2001 pelo jornalista, músico e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Qual é a cara da Música e dos Músicos Independentes de Hoje?

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A cena independente que protestava contra o “maldito mercado”, nasceu como um mercado disputado “a tapa”. Serem músicos independentes era não ceder aos apelos comerciais e fazer um som alternativo. Bandas saiam de garagens e tocavam em locais suspeitos vendendo suas “demos”. Quando uma banda conseguia popularizar seu som aparecia uma grande gravadora para dar aquele banho de loja e pari mais uma “ovelha negra” na visão de quem ficou na poeira da estrada por sorte ou azar.

A década de 80 foi dos independentes no mundo.

Surgiram tantas bandas quanto às de pagode, axé music, forró e duplas sertanejas na década de 90 no Brasil. Empresários viram um bom negócio e lucros no novo nicho e surgiram gravadoras independentes para reunir o novo som. Nos primeiro anos do século XXI esse fenômeno renasce de novas e velhas “caras”.

Artistas que eram a razão do existir de algumas gravadoras tiveram seus projetos dispensados, os artistas se orgulhavam em dizer os tantos anos e discos gravados, se viram órfãos. Os sem gravadoras viraram independentes ficando difícil de saber qual é e quem é  músico e a música independente na essência da palavra e do mercado.

Todos se tornaram dependentes dos próprios custos e benefícios.

Quem já “tinha” uma carreira estabelecida, teve que rever conceitos, projetos e o “pé de meia”. No caminho dos novos talentos surgi concorrentes experientes. Algumas gravadoras brasileiras fecharam as portas e outras exigem o disco pronto aos que querem fazer parte delas.

Mas o principal que é a criação musical independente na essência e com a tão sonhada liberdade de criação estética e sonora, ainda é utopia para os novos e os experientes músicos. No momento a peleja de todos “independentes” está na forma de fazer e comercializar os CDs. As exceções existem, mas não é por conta dessa nova realidade. Todos no mesmo tom lutam para vender seus CDs como sendo os mais alternativos dos alternativos.

Nesse “balaio de gatos” que virou a cena independente, salves quem puder.

Para o publico resta a esperança que à volta as “origens”, sem amarras do tal do mercado possamos ter obras primas dos independentes e livres na criação que comprávamos com a mídia do boca a boca. Se a moda do novo milênio é ser “independente” que a independência seja de fato pela criatividade e profissionalismo. Em fim pássaros livres.


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