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Uma Revista criada em 2001 pelo jornalista, músico e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

O Novo Milênio Sem Modismo Musical

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Estamos no novo milênio (XXI) e nada de tendência ou modismo musical

como de costume marcaram épocas e o mercado fonográfico dentro e fora do Brasil. As tendências que entraram para historia como: A Bossa Nova a partir do final da década 50 dos mestres: João Gilberto, Tom Jobim, Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Sérgio Ricardo e Chico Buarque, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Marcus Vinicius, João Donato, Nara Leão, Elis Regina, Miucha, Durval Ferreira. Um Samba “elegante” com dissonância jazzística que encantou a classe média. Encontraram na inovação da sonoridade do baiano João Gilberto a formula certa de unir a paixão pelo ritmo nacional com as técnicas do jazz.

Os Festivais de Música Popular Brasileira na metade da década de 60 divulgados pela TV revelaram os cantores e compositores, alguns citados acima e outros como: João Bosco, Jair Rodrigues, Sideney Mulle, Geraldo Vandré, Os Mutantes, Secos & Molhados, Ivan Lins, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Maria Bethânia. Marcaram os momentos de protesto contra a ditadura militar. Foi um período fértil para a música brasileira. O surgimento e desaparecimento de ídolos na mesma velocidade.

O Tropicalismo no final da década de 70

era o pós – Bossa Nova e dos Festivais com: Gilberto Gil, Caetano Veloso e novos baianos à frente. Os dois baianos depois do exílio trouxeram novas informações e inquietações da juventude mundial. As concepções estéticas e sons estavam ligados ao pop, à cultura hippie e o regionalismo. As Guitarras unidas ao som da música nordestina e word music. O fim do sonho, da paz e do amor livre estava mais presente, mas navegar era preciso. Não havia uma elaboração racional, mas emocional, espontânea e espiritual que movia o movimento que trazia elementos novos ou antigos em fusões permanentes.

O Movimento da Jovem Guarda na década de 60

liderado por Roberto Carlos e Erasmo Carlos trazia cantores e bandas como: Jerry Adriani, Wanderleia, Sergio Reis, The Fevers, Renato & seu Blue Caps, Os Pholha, Eduardo Araújo, Wandelei Cardoso, Martinha, Os Vips, Deni & Dino. Influenciados pela cultura pop e rock americano enveredaram por caminhos de melodias e letras simples. Eram canções românticas ou rebeldes de causa própria que fazia a cabeça dos jovens não engajados politicamente. Mas que usando roupas ousadas, de cores extravagantes, cabelos compridos e gírias mostravam outra forma de transgressão juvenil. As Bandas copiavam as Big Band de Bailes americanas e os cantores imitavam Elvis Plesley.

No final da década de 70

alguns cantores e compositores nordestinos começaram aparecer na cena musical eram: O Pessoal do Ceará e de outros estados nordestinos: Belchior, Fagner, Jorge Mello, Graco Silvio Braz, Caio Silvio Braz, Clôdo, Clesio, Climério, Petrucio Maia, Antonio José Brandão, Ednardo, Francisco Casaverde, Fausto Nilo. E outros nordestinos sugiram: Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, Elba Ramalho, Pedro Osmar, Vital Farias, Elomar, Xangai, Catia de França e Jarbas Mariz. O Forró de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e os Trios Pé – de – Serra e Sanfoneiros voltam à cena depois de uma hibernação de anos com o surgimento da Bossa Nova, Jovem Guarda, Festivais e Tropicalismo.

O Pessoal de Minas Geral, do Sul e São Paulo aparecem na ausência dos exilados que abriram um vácuo para Beto Guedes, Beto Mi, Kleiton & Kleidir, Sá & Guarabira, Renato Teixeira, Oswaldo Montenegro, Zé Kéti, Zé Rodrix.

O Samba que nunca saiu de cena, hora em alta, hora em baixa, continuava mostrando novos talentos e antigos mestres como: Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Leci Brandão, Moreira da Silva, Nelson Sargento, Bezerra da Silva, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Benito Di Paula, Agepê, Gilson, dentro outros.

O rock punk e pop dos anos 80

mostrou a cara com as bandas: Os Titãs, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Ira, Plebe Rude, Barão Vermelho, Ratos de Porão, Ultraje A Rigor, Biquíni Cavadão e Kid Abelha, RPM, Engenheiro do Havaí, Nenhum de Nós.  Esse movimento surgiu como a nova rebeldia da juventude filha da ditadura. A rebeldia individual, porém mais ácida que da Jovem Guarda. Fruto da abertura política. Os jovens voltavam a pensar nas questões política e social, influenciados pelas mudanças do mundo.

No final da década de 80

a Lamba e Axé Music comeu solto com: Beto Barbosa, Luiz Caldas, Chiclete Com Banana, Asa de Águia, Gera Samba, É Tchan, Banda Beijo, Banda Eva, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Netinho, Ara Ketu, Olodum, Carlinhos Bronw e Terra Samba. Esse dois ritmos tornam-se mania nacional levando multidão às casas de shows e praça publica transformando o país em um carnaval o ano inteiro.

As duplas Sertanejas que mesmo tendo origem na década de 40 tiveram suas meia dúzia de duplas populares na década de 90 como: Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo, João Paulo & Daniel, Zezé Di Camargo & Luciano e algumas duplas do Clube da Viola. As duplas Caipiras Tradicionais viram dinossauros e os galãs do mato com suas canções românticas e primas da música brega embalavam os corações das domésticas e depois das patricinhas. Os Sertanejos pop, como ficaram conhecidos, tomaram um banho de loja, de rádio, de TV e povoaram os programas dominicais, imaginação e o coração do povo.  Algumas se desfizeram por morte de um integrante e os vivos continuaram com o sucesso como: Daniel e Leonardo.

Também na década de 1990

os grupos de Pagodeiros surgiram aos montes: Raça Negra, Grupo Raça, Soweto, Negritude, Karametade, Os Morenos.  Dividindo a cena musical popular brasileira com as duplas sertanejas, grupos de Axé music, Bandas de Forró e Tecladistas.

No final da década de 90

o Funk, Rap, Hip Hop tiveram seus 15 minutos de fama nacional. Mesmo sendo populares nas comunidades locais e favelas há anos.  Em 2000 os Grupos de “Forró Universitário” surgiram como a nova moda e tendência do novo milênio, mas por se basearem nos Trios de Forró. Os Trios e Forrozeiros autênticos voltaram à cena musical o ano inteiro. Ritmos como: Samba, Chorinho e Forró têm uma identificação nacional geram tendências, mas não perdem a essência.

Então, será que o modismo no novo milênio é não ter modismo. Hoje os programas dominicais reversão às mesmas atrações e “caras novas” não aparecem, mas não por não existirem.  Ou seja, com moda ou sem modismo musical quem continua mandando na programação televisiva e radiofônico são as grandes gravadoras. As novas tendências sem espaços em TV e Rádio continuam sem visibilidade a nível nacional mostrando a falta de divulgação da diversidade musical brasileira.


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