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Uma Revista criada em 2001 pelo jornalista, músico e poeta paraibano Antonio Carlos da Fonseca Barbosa.

Artistas Sem Mecenas

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Nos séculos passados alguns artistas (pintor, Músico e escultor) virtuosos ganhavam a proteção financeira, abrigo e prestígio de nobres mecenas. Eles investiam na produção e divulgação da obra dos seus poucos escolhidos. O artista podia se dedicar exclusivamente à criação, mas com o passar do tempo os mecenas foram desaparecendo da cena cultural.

No passado a obra de arte servia como investimento financeiro e status social. A música tinha valor lúdico e estético valorizado. No clero e no palácio havia muitos mecenas, mas na atualidade com o foco no lucro mais rápido e status equivalente, os mecenas tradicionais estão em extinção. Apareceram outras formas de “mecenas” que são os produtores e agenciadores artísticos de pop star que investem em uma estrutura imensa com a possibilidade de projetar em poucos meses um E.T. cantor (a).

Essa realidade fez alguns músicos acreditarem nos “contos de fada” de sair do anonimato para o estrelato com a visibilidade midiática. Só esqueceram que o investimento financeiro é astronômico. Mas alguns músicos em pleno século XXI agem como “gatas borralheiras” que acreditam que um produtor – príncipe encantado aparecerá na sua porta procurando uma voz de sereia ou um gênio da composição ou um instrumentista virtuose.

Um músico realista tem mais chances de furar o bloqueio da falta de incentivo financeiro e construir uma carreira com profissionalismo e metas plausíveis. Ser bom e criativo são obrigações e ter visão de mercado será o diferencial. Não se contente com o seu melhor hoje, acredite sempre que será muito melhor amanhã. Muitos músicos são virtuosos na sua arte, mas não sabem propagar a sua obra para o público que deseja atingir.

O músico independente deve avaliar friamente se é viável lançar um disco a cada dois anos com a popularização do single e com o seu pouco recurso para a divulgação e distribuição das músicas. O mais ponderável é traçar metas a curto, médio e longo prazo. Lembre-se do dito popular: “Quem trabalha para pobre pede esmola para dois”. Conhecemos uma gravadora competente pelo seu plano de mídia (Divulgação em rádios, jornais, revistas e internet) e uma ampla distribuição em plataforma digital. Se o artista consegue chegar a um sucesso considerável sozinho terá mais independência de negociar um contrato mais favorável com uma grande gravadora.

Hoje as gravadoras contratam músicos que já têm a matriz do disco (fonograma) com qualidade e já com um certo público comprador. Hoje, se você tem um disco de qualidade, visão de mercado e público crescente, os mecenas modernos aparecem em fila indiana. Mas esperar ser financiado por “um caçador de talento” é melhor gastar energia e neurônios tentando a sorte com edital de incentivo à cultura.

Após a criação da sua obra, trate a sua carreira musical como um empreendimento comercial no dia a dia. No palco mostre a sua essência criativa e emocional. Ser famoso descartável virou lugar comum. Ter uma obra relevante e importante continua sendo o diferencial. Não faltaram ouvintes para consumirem obras de artistas bons e ruins.


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